O BURRO RICO E O BURRO POBRE
Era uma vez um burro dourado, todo orgulhoso de seu nascimento. Morava em uma cidade desenvolvida e rica e não puxava carroças; puxava camiaonetes última geração 4x4, carrões bonitos, todo santo dia, sem descanso.  Aliás, descansava sim uma semana ao ano, no curto verão. Do outro lado morava um pangaré, o Jeca Barnabé.  Se não era tão feliz, de acordo do ponto de vista de quem de fora olha, pelo menos não sentia frio o ano todo.  Tirava férias 30 dias por ano, tirava licença-capacitação a cada cinco anos, descansava aos sábados, domingos e feriados.   Certo ´pe que não era dourado, sonhava ser um alazão branco, não puxava camionetes ou limusines,  mas estava contente com sua carrocinha 1.0.  Tinha, assim, dias livres pro churrasco e cervejinha e a praia era uma realidade.
Mas, como tudo é finito certo dia nosso burro Zeca Barnabé morre.  Teve uma vida árdua, mas viveu, descansou e desfrutou muitos dias  conformado com sua condição de jumento, pois, pensava, até mesmo Nosso Senhor usou o lombo de um jumento para entrar na Terra Santa... O profeta Balaão inclusive foi repreendido bela voz sábia de um jumento...