LEITOR/A ,

Você que dedica horas e horas em malhar seu corpo terrenal e ter um corpo saudável, um body de causar inveja, já pensou em sua alma ? Além do seu corpo, a matéria, possui a alma. Com a morte brevemente o seu corpo baixará à sepultura e suas carnes serão, se não forem cremadas, transformadas em comida e pus para os vermes. Esse corpo que você trata com extremo cuidado, que você alimenta e veste com o maior esmero e com finas marcas, que você medica quando enfermo... Esse corpo que você agrada aos outros, satisfazendo-lhe os vícios... Esse corpo será pasto de vermes que agora o enojam...E sua alma ? 

Com a morte o seu corpo talvez será cremado. Reduzido em poucos minutos a um insignificante punhado de cinzas... Há pessoas que, antes da morte, autorizada a cremação, pedem que suas cinzas sejam jogadas num rio ou de um avião espalhadas sobre os campos... O homem com todo o seu orgulho reduzido a algumas gramas de cinzas atiradas ao vento ou diluídas na água! Enquanto o seu corpo estiver sendo transformado em asqueroso pus ou em leves e inexpressivas cinzas, a sua alma permanecerá.

Por ser espiritual sua alma é imortal. Ela jamais morrerá! Você é uma PESSOA por ter em si a al.

Aos animais você não chama de pessoa. Ao seu garboso cavalo você não chama pessoa. Nem ao seu cão, sempre amigo e fiel. Nem ao seu gatinho de pelo fofo, prazeroso em ronronar aos seus pés. Nem ao papagaio que repete palavras engraçadas você chama de pessoa.

Por que? Porque os animais não têm alma. Ao seu filho pequeno você respeita como pessoa, pois ele, de fato, é uma pessoa, pois tem alma. O que faz o homem PESSOA é, portanto, a alma. A alma que o torna ser imortal.

Não importa que o seu corpo se corrompa. Você permanece para todo o sempre. Por ter alma você é um ser imortal.

A morte consiste na separação entre a alma e o corpo. Ela significa a destruição do corpo. Não da alma. Separada do corpo, a alma entra na Eternidade. E na Eternidade ela terá um destes dois lugares: Céu ou inferno. Do lado de lá desta vida só há esses dois lugares.

Não há purgatório a oferecer nova esperança de purificação.

Não ocorrerá a reencarnação.

Purgatório e reencarnação foram imaginados por religiões de homens.
Ah! Você estranhou a palavra INFERNO?

Parece-lhe absurdo repeti-la hoje, na era da técnica? De tantos inventos? Da ida do homem à lua? Parece-lhe inconveniente pronunciá-la hoje quando se fala tanto em Amor, Paz, Compreensão, Bondade... Poderá parecer-lhe absurdo e inconveniente dizer a palavra INFERNO, mas, nem por isso, ele deixará de existir.

Jesus Cristo falou muito sobre o inferno. Mais do que sobre o Céu.

Aliás, se não existisse o inferno a Vinda de Jesus Cristo ao mundo seria desnecessária. Sua Morte, sem sentido. Teria vindo e morrido para que? Ele disse: "PARA QUE TODO AQUELE QUE NELE CRÊ, NÃO PEREÇA, MAS TENHA A VIDA ETERNA" (Jo 3:16 b). Perecer? Perecer no inferno, o tormento eterno, "o fogo que nunca se apaga" (Mc 9:45).
Quem diz que não crê no inferno faz Jesus mentiroso.

Quem diz que não crê no inferno não pode dizer-se cristão.

Eu creio no inferno porque Jesus falou sobre ele muitas vezes.

Prezado leitor, ao partir deste mundo por sua morte, para onde irá a sua alma?

Para onde irá VOCÊ?

Para o Céu? Ou para o inferno?

Desejava ardentemente ter certeza absoluta de ir para o Céu logo depois da minha morte. Nunca me conformei com a dúvida neste assunto.Queria garantir minha salvação eterna e ter certeza do Céu.

Desde muito criança desejava ir para o Céu. Criado num lar muito católico, fui levado às práticas e às devoções da religião católica, em tenra infância. Tão pequeno era que nem me lembro de quando fui levado a assistir missa. Com seis anos já fiz a minha primeira confissão ao padre e com menos de sete anos fiz a chamada primeira comunhão, hoje denominada primeira eucaristia. Preocupava-me seriamente com a salvação eterna da minha alma. Queria ir para o Céu. E mais ainda. Desejava ardentemente ter certeza absoluta de

Detalhes Adicionais

Queria garantir minha salvação eterna e ter certeza do Céu.

Em todos os seus negócios o amigo quer ter certeza de bom êxito. Se depositar dinheiro no banco quer ter certeza de que o banco lho devolverá assim que dele precisar. Se for trabalhar como empregado quer ter certeza de que o seu patrão lhe pagará o salário combinado e no tempo certo. Se vender uma mercadoria a fiado ou a prestação quer ter certeza de receber a conta e se desconfiar da honestidade do comprador não lhe vende. Se alugar uma casa quer se garantir de receber o aluguel acertado.
Para tudo neste mundo o amigo, que é sensato, quer cercar-se de garantias.E quanto à salvação eterna de sua alma que garantias você tem? Que certeza? A sua religião lhe dá paz íntima na certeza absoluta de salvação eterna no Céu? Ou só lhe promete a reencarnação? Ou o purgatório? Rezas em favor de sua alma? Missa de sétimo ou de trigésimo dia? A sua religião, a religião em que você nasceu, lhe garante a ida para o Céu imediatamente dep

3 anos atrás

Então, aquilo que você chama de sua religião é muito ruim. Nem lhe leva a pensar no assunto mais grave do homem neste mundo.

Eu sei! Você passa muito tempo sem pensar no assunto. Mas, às vezes você pensa...

Agora, reflita! Se a sua religião não lhe oferece garantias de salvação eterna, para que lhe vale essa religião? A sua religião lhe dá paz íntima na certeza absoluta de salvação eterna no Céu? Ou só lhe promete a reencarnação? Ou o purgatório? Rezas em favor de sua alma? Missa de sétimo ou de trigésimo dia?
A sua religião, a religião em que você nasceu, lhe garante a ida para o Céu imediatamente depois da sua morte?
reocupado e sempre muito preocupado com a salvação eterna da minha alma no Céu, resolvi ser padre. Informaram-me de que o padre está salvo. Que ele goza da certeza da salvação de sua alma porque ele é ministro de Deus e representante de Jesus Cristo. Embora muito católico, meu pai, contudo, impediu-me o imediato ingresso no seminário. Achava ele que eu era mu

3 anos atrás

Fiquei surpreso quando o padre João Delpero, com 75 anos de idade,

reclinou sua cabeça branca sobre os meus joelhos a se pôs a chorar.

Olhando triste para mim, disse-me:

– Estou sofrendo de câncer. Vou morrer logo.

Mas tenho pavor da morte.

Ainda não salvei a minha alma.
Não sei se vou para o Céu...
Feitos os estudos no seminário católico em S. Paulo, ordenaram-me sacerdote no dia 8 de Dezembro de 1949 em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. A cerimônia foi muito bonita. Porém, saí da catedral pior do que antes da minha ordenação. Ao terminar a solenidade sabia-me padre, mas não tinha certeza de minha salvação eterna.

Era padre, contudo, sem salvação.
E fui cantar a minha primeira missa em S. Joaquim da Barra (Interior do Estado de S. Paulo), minha cidade natal. O povo me recebeu com muita festa. Era o primeiro filho da terra a se tornar padre. Fui hospedado na casa do vigário local. Não era mais o padre do meu tempo de criança. Encontrava-se lá, como

3 anos atrás

Pouco antes da minha missa de padre novo, que aconteceu à meia-noite da festa do Natal do mesmo ano de 1949, o padre João Delpero foi ao meu quarto, pedindo-me que ouvisse a confissão dele.

Perturbado com aquele pedido, sentei-me numa cadeira e o padre ajoelhou-se aos meus pés. Senti uma enorme emoção porque era o primeiro padre que se confessava comigo.

Fiquei surpreso quando o padre João Delpero, com 75 anos de idade, reclinou sua cabeça branca sobre os meus joelhos a se pôs a chorar. E como ele chorava! O seu corpo tremia todo.
Depois de algum tempo, ele ergueu o rosto... Aquele rosto enrugado pelos anos e pelos sofrimentos. Com os olhos esmaecidos pelas lágrimas. Com os lábios trêmulos. Olhando triste para mim, disse-me:

– Estou sofrendo de câncer. Vou morrer logo. Mas tenho pavor da morte. Ainda não salvei a minha alma. Não sei se vou para o Céu...

Fiquei transido de susto.
O padre João Delpero, um santo, sem certeza de salvação. E já era padre há 50 anos!

3 anos atrás

Nada pude lhe dizer...
Cantei a minha primeira missa sofrendo um grande desapontamento. Uma terrível angústia.
O padre João Delpero, um santo, sacerdote há 50 anos e sem salvação... Que horror aquela minha missa. Só de me lembrar dela fico emocionado.

Muita gente pensa que a prática da caridade salva o pecador.

Acha que a esmola é meio de salvação.
É engano!
A pessoa pode criar órfãos, sustentar velhinhos desvalidos, distribuir aos pobres suas riquezas, visitar a ajudar doentes nos hospitais a detentos nas cadeias... Pode fazer tudo. Mas por causa dessas obras não merecerá o perdão dos seus pecados e a salvação de sua alma.

Voltei para Montes Claros, onde trabalhei durante dois anos e realizei muitas obras. Fundei inclusive o Circulo Operário de Montes Claros, ainda hoje em atividades.

E, em Janeiro de 1952 fui transferido para o Recife, Capital do Estado de Pernambuco.
Quando lá cheguei havia uma instituição social católica sofrendo grave crise financeira. Es

3 anos atrás

Em Recife criei mais de dois mil órfãos desamparados e protegi centenas e centenas de velhos desvalidos.

Tudo inútil. Meu problema não se resolvia.

Ouvi confissões dos meus fiéis. E o confessionário se constituía na minha maior tortura porque o problema dos meus melhores e mais fervorosos fiéis era o meu problema.

É verdade! A maioria dos que se dizem católicos nenhuma preocupação tem com o problema de sua salvação eterna. Há, porém, católicos ardorosos, sinceros a torturados na busca dessa bênção.
O padre que se converte a Jesus Cristo, sobretudo se exerceu por muitos anos o sacerdócio, carrega marcas inapagáveis. Ele sente a angústia de saber sobre muita gente que, aflita, vai aos confessionários à procura de perdão, sem nunca encontrar.
Certa tarde, chamado às pressas, encontrei o meu velho amigo, o amigo bispo de Nazaré da Mata, em agonia.

Impossibilitado de se confessar pela última vez, balbuciou algumas palavras ininteligíveis e, no auge do desespero e com o s

3 anos atrás

Impossibilitado de se confessar pela última vez, balbuciou algumas palavras ininteligíveis e, no auge do desespero e com o seu derradeiro suspiro, bradou:

– Estou indo para o inferno!!!
Como sacerdote católico romano submetia-me com máxima fidelidade ao papa, o sumo pontífice. Cria-o vigário de Jesus Cristo na terra. E pela pessoa do papa Pio XII nutria profunda reverência a entusiasmo inexcedível. Aliás, é ele, ainda hoje, sem favor algum, o maior pontífice de toda a história do romanismo. Maior do que Constantino Magno, o fundador do catolicismo.
Em meu livro: “PEDRO NUNCA FOI PAPA! NEM O PAPA É VIGÁRIO DE CRISTO”, ao relatar minhas experiências de padre devoto do “santo padre”, estendo-me em informações sobre a personalidade destacada de Pio XII na política mundial sua contemporânea a nas reformas internas de sua grei que serviram de base a roteiro para as modificações superficiais promovidas pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

3 anos atrás

A grandeza pessoal de Pio XII não o livrou de uma morte entre desesperos indizíveis.
Em Pernambuco havia também um bispo extraordinário. De incrível tenacidade de trabalho. Dedicado à toda prova. Bispo em Nazaré da Mata, no interior pernambucano, mediante esforços ingentes, organizou a diocese com sede nessa cidade. Sofreu muito para, viajando a cavalo por aqueles lugares carentes de estradas, visitar todas as paróquias do seu bispado. Já velho a gravemente enfermo, deixou-se internar no Hospital do Centenário, no Recife. E mandou-me chamar a fim de lhe ouvir as últimas confissões. Consciência reta, alma honesta, desejava uma confissão completa. De todos os pecados de sua vida. Ansiava pelo perdão dos seus pecados!

Escreveu em muitas folhas de papel almaço a relação deles. Gastou, de certo, muitos dias a refletir em toda a sua vida, desde a infância, para se lembrar de todos os pecados cometidos por ele.

3 anos atrás

Em confissão leu-me tudo aquilo. Demorou muito tempo nessa leitura, entrecortada pelo pranto algumas vezes. Misturamos nossas lágrimas!

Absolvi-o segundo o rito romano.

Ao visitá-lo no dia imediato, encontrei-o muito triste. Acabrunhava-o a amargura de não se sentir perdoado por Deus.
Quis confessar-se outra vez. Confessar os mesmos pecados, lendo-me, de novo, a longa relação deles.
E todas as vezes que voltava ao Hospital do Centenário, o velho bispo de Nazaré da Mata, intranqüilo em sua incerteza do perdão de Deus, queria confessar-se. E se confessava com mostras de intensa dor por haver ofendido a Deus.

Atendia-o e repetia sobre ele a fórmula de absolvição.

E o bispo sem se tranqüilizar. Quanto mais se confessava mais ainda se agitava. Teria, porventura, assassinado alguém? Teria roubado? Teria desonrado o lar alheio?
Não! Sua vida sempre foi de homem honrado nos padrões da sociedade. Seus pecados eram os de qualquer pecador comum. Aliás, sempre ele procurou ag

3 anos atrás

Mas, a confissão frustrara seu coração ansioso do perdão de Deus a da salvação eterna de sua alma.
É isso mesmo!

O católico fervoroso repete os seus pecados em confissão e jamais está seguro do perdão definitivo, total, pleno, de Deus. O confessionário não perdoa pecado algum. Não perdoa ninguém.

A própria doutrina católica sobre o chamado sacramento da penitência, a confissão, revela sua inutilidade e desvalia.
Ensina-se nos seminários romanistas que na confissão o padre só perdoa a culpa ou a malícia do pecado. A pena ou o castigo ele não pode perdoar e cada um tem que cumprir. E se não satisfizer por essas penas nesta terra, terá que sofrer no purgatório até pagar por tudo.

É como se alguém cometesse um ato mau contra qualquer lei da sociedade. Pediria perdão e a autoridade lhe dissesse: Você está perdoado da sua maldade, mas de qualquer forma precisa ir para a cadeia pagar pelo mal praticado.

Nesse caso faltou o perdão.

3 anos atrás

O perdão de Deus é completo porque o Sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado. Todo em número e todo em maldade,

Completo, pleno, o perdão de Deus abrange a malícia do pecador e o castigo do pecado.

Pleno, total, o perdão de Deus é, outrossim, definitivo. Absoluto.

Referindo-se aos crentes evangélicos em Jesus Cristo a Bíblia nos apresenta esta magnífica promessa de Deus: “E jamais me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades” (Hb 10:17).

São palavras a expressarem o valor absoluto do perdão que Deus concede ao pecador arrependido e confiante em Jesus Cristo como seu ÚNICO a TODO-SUFICIENTE Salvador.
Certa tarde, chamado às pressas, encontrei o meu velho amigo, o amigo bispo de Nazaré da Mata, em agonia. Quis confessar-se pela última vez.

Suas mãos enfraquecidas nem puderam sustentar as folhas de papel almaço, lista dos seus pecados. Seu corpo tremia todo. Seus olhos se esbugalharam de terror.

3 anos atrás

Impossibilitado de se confessar pela última vez, balbuciou algumas palavras ininteligíveis e, no auge do desespero e com o seu derradeiro suspiro, bradou:

– Estou indo para o inferno!!!

E morreu...

E eu que havia me ordenado padre para garantir a salvação eterna da minha alma encontrei isso lá dentro do sacerdócio católico.

Relatei a morte do padre João Delpero, a do bispo de Nazaré da Mata, em Pernambuco, a Dom Ricardo Vilela. Excelentes sacerdotes. Dedicados. Honrados. Consagrados ao seu ministério de padre a de bispo. Piedosos. Generosos para com os pobres. E a morte deles foi uma tragédia porque eles não conseguiram vida eterna.

E como será a morte de padres de vida má? E são eles a maioria!

Assistia algumas mortes desses padres. Se a dos bons é de terror, imagine-se como é a dos maus sacerdotes. Nem quero me lembrar...
Também assisti à morte de muitos dos meus fiéis. E dos melhores. Dos mais piedosos e mais freqüentadores dos sacramentos.

3 anos atrás

Todos eles, se chegaram ao momento extremo com lucidez dos sentidos, sofreram as piores angústias. A morte de quem não é crente evangélico em Jesus Cristo é um terror!

Como padre – e no exercício fiel do meu sacerdócio – não encontrei salvação para minha alma. Só encontrei horrores e desespero, sobretudo no confessionário. Suportei as mais terríveis angústias à procura de vida eterna nos labirintos daquela religião. Mas trabalhava a mais não poder. Dia e noite. Desprendidamente.

Se continuasse como padre não me salvaria como nenhum padre, nenhum bispo, nenhum papa se salva.

E Jesus me salvou!
LIVROS DO EX PADRE - ANIBAL PEREIRA DOS REIS