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A FIGUEIRA BRAVA

A figueira brava dá frutos bonitos e viçosos, mas não comestíveis. A ingratidão e o desamor só causam mal ao coração. Ter um filho ingrato é mais doloroso que a picada de uma serpente, mais amargo que fel. 
Mt 21.18-20
“E, de manhã, (Jesus) voltando para a cidade, teve fome;
E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente".
E seus discípulos, vendo isto, maravilharam-se, dizendo: Como secou imediatamente a figueira? ? 
 

         Importantes no farnel de muitas civilizações, as figueiras são plantas que ocorrem em quase todos os continentes, assim como os homens nascem e brotam em qualquer lugar do planeta. À exceção das regiões polares, são geralmente árvores do gênero Ficus, também conhecidas como gameleiras, havendo mais de 1000 espécies em todo o mundo, especialmente em regiões de clima tropical e subtropical onde haja a presença de água. No mundo também há milhares de pessoas e corações figueiras bravas, que dão frutos viçosos, cheios de filosofias, agradáveis aos olhos, mas não comestíveis, porque agradáveis aos olhos, mas não ao paladar.
           A natureza divina deu ao homem a necessidade de amar e ser amado, a faculdade de falar e ser ouvido, mas um dos maiores gozos que nos foi concedido na Terra foi o de encontrar eco em corações que simpatizem com o nosso, de virmos empatia em pessoas, mesmo as mais estranhas à nossa linhagem genealógica e sem discriminação de nacionalidade, sexo e classe social. 
          
           Certa vez, isso há muitos anos, em um funeral de um pai de família, ouvi o pastor dizer ao filho mais velho para que se aproximasse e desse o ósculo, o último beijo no pai que ia descer à campa fria. O filho, que até então não chorara a partida do pai, relutante, aproximou-se, beijou-o e a seguir desatou numa crise de choro, um choro incontido, desesperado e amargo. Perguntaram-lhe o porquê daquilo, ao que ele respondeu:
 
          “Esse não é o último beijo, mas sim o único em toda a minha vida...”.
          
          Coisas da vida que só afloram na hora da morte...
          

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