Nosso compromisso é fazer com que crianças e adolescentes se interessem pela literatura e cresçam em caráter, aliado ao conhecimento.

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FIGURAS DE LINGUAGEM e FUNÇÕES DA LINGUAGEM semiÓTICA

 

Este assunto ajudará bastante o aluno a entender as obras literárias em geral e contribuirá em muito para a interpretação de textos. Definição: Figuras de linguagem são certos recursos não-convencionais que o falante ou escritor usa para dar maior expressividade ou ênfase à sua mensagem, pensamento ou ideia.  A importância em reconhecer figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento, além de auxiliar a compreender melhor os textos literários, deixa-nos mais sensíveis à beleza e à riqueza da linguagem e ao significado simbólico das palavras e dos textos.

As figuras de linguagem podem ser subdivididas em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras.  Antes, porém, de nos aprofundarmos em figuras de linguagem é necessário conhecer au passant um pouco sobre símbolos e sinais, signos e ícones, a saber, a SEMIÓTICA. A semiótica não é a ciência que estuda os zarolhos, tampouco versa sobre fabricação de monóculos, mas é, isto sim, a ciência dos sinais, símbolos, imagens e significados, notadamente no nosso caso, no meio literário. Mas um é o método, outro o ponto de vista.

Símbolos e imagens são os estudos centrais da Semiótica.

Agora, para saber o que é SEMIÓTICA, precisamos saber o significado de símbolos, signos e ícones.

Signos = Servem para representar “coisas” em nosso cérebro. Quando olhamos algo, criamos uma imagem “similar”, o objeto não está de fato dentro da nossa cabeça, nosso mundo está todo representado por signos. Símbolos = “Elemento representativo visível que por analogia substitui um objeto”. Por exemplo, os desenhos pré-históricos (pinturas em pedras), são *símbolos representando *signos!  Ícones = “Pequeno símbolo gráfico, usado geralmente para representar um software ou um atalho para um arquivo específico”.  Imagine um botão, sabemos o que é no mundo real ou virtual. Assim, SEMIOTICA é literalmente, a ótica dos sinais – o que entendemos e compreendemos pelo que lemos e vemos.  São ligados à cultura de cada povo, seja nas artes visuais, música, fotografia, filosofia, literatura, cinema, culinária, vestuário, gestos, ciência e religião. Filosofia e religião estão imersos em linguagem figurada e impregnados de elementos iconográficos.

No plano teológico, etimologicamente, a palavra Religião nos remete à re-ligioreler, ou seja, relembrar e religar o homem a Deus, o homem que se perdeu deve sempre lembrar-se e voltar-se ao seu Criador. Em todas as culturas antigas, da qual provém a humanidade, a água é símbolo de purificação, fecundidade, vida e renascimento. Os símbolos bíblicos do Espírito Santo de Deus são a água, o vento, a pomba, o óleo de oliveira, o fogo.

A criação está marcada por estes elementos e por eles são simbolizados na Bíblia, já que “o espírito sobrevoava as águas “ Gn 1.2.  E não por acaso Jesus Cristo, ao ressuscitar, soprou sobre os apóstolos o Espírito Santo. Jo 20.22 .  O vento, por seu turno, é o que atua sem ser visto e não pode ser agarrado, não se sabe de onde vem nem para onde vai, mas todos escutam a sua voz Jo 3.8.  Assim pode-se depreender que esses elementos são símbolos e não a coisa em si. Não é pelo fato de a pomba simbolizar o Espírito Santo que significa que devemos render-lhe culto. Cultuar a pomba, o vento, a água o óleo são práticas idólatras. No batismo de Jesus Cristo o ES desceu sobre Ele sob a forma de uma pomba. No deserto o povo era iluminado por uma coluna de fogo durante a noite. Ex. 13.21   Ventos (no plural), ao contrário, conforme Jer. 25:31-33; 49:35, 37; 4:11-13; Zacarias. 3:1-5., significa lutas, comoções, e guerras.  Assim, águas (no plural). E disse-me: “As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, e multidões, e nações, e línguas”. - Ap 17:15

O uso indevido da simbologia e dos ícones abre margem para muitas controvérsias e mesmo erros de interpretação, ou seja, o texto, sem o contexto, é um pretexto, com o qual diversos pregadores apóstatas se valem para pegar os incautos, aqueles que não lêem nem se aprofundam em buscar conhecimento. “Cuide-se do homem de um livro só”.  Não se pode afirmar literalmente que o fruto da árvore proibida era a maçã. Isso é simbólico, como simbólica também é a palavra árvore proibida.  A sua árvore genealógica remete aos seus ancestrais, fatos e acontecimentos cosmogônicos.

 

FIGURAS DE LINGUAGEM

 

ALITERAÇÃO - Consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais. Aliteração vem de litera, do latim letra.

 

“O rato roeu a roupa do rei de Roma”.

“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”

ASSONÂNCIA - Consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos. Vem de som.

“Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral.”

  

ANTÍTESE - Consiste no uso de palavras, numa mesma frase, de expressões ou pensamentos de sentidos opostos (contrários).

 

“A  mocidade é uma esperança; a velhice um desengano

 

 “O sonho de um céu e de um mar

E de uma vida perigosa

Trocando o amargo pelo mel

E as cinzas pela rosa

Ted faz bem tanto quanto mal

Faz odiar tanto quanto querer

 

Felicidade não tem fim;

Tristeza, sim

 

ASSÍNDETO - Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas orações para dar mais rapidez ao discurso.

  

“Espero, volte logo”.  Espero que volte logo

“Sorri, gesticula, canta, declama”

 

Já  o POLISSÍNDETO é a repetição estilística e expressiva da mesma conjunção coordenativa ligando os termos.

 

Trabalha, e corre, e sua, e sofre !

 

Vão chegando as burguesinhas pobres e as crianças das burguesinhas ricas, e as mulheres do povo, e as lavadeiras das redondezas.

 

ANACOLUTO - Consiste numa mudança repentina da construção sintática da frase, ou seja, consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.

 

A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

Ele, nada podia assustá-lo.

          Os três reis magos é tradição da igreja católica que um deles era negro.

 

Nota: o anacoluto ocorre com freqüência na linguagem falada dos jovens, quando o falante interrompe a frase, abandonando o que havia dito para reconstruí-la novamente.

 

ANAFÓRA - Consiste na repetição da mesma palavra ou expressão, no começo de uma frase, usada anteriormente para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior expressividade.

 

Cada alma é uma escada para Deus,

Cada alma é um corredor-Universo para Deus,

Cada alma é um rio correndo por margens de Externo

Para Deus e em Deus com um sussurro noturno. (Fernando Pessoa)

 

CATACRESE - É uma metáfora desgastada, tão usual que já não percebemos. Assim, a catacrese é o emprego de uma palavra no sentido figurado por falta de um termo próprio.

  

O menino quebrou o braço da cadeira.

A manga da camisa rasgou-se. Barriga da perna. Cabeceira do rio.

 

COMPARAÇÃO - Consiste em atribuir características de um ser a outro, em virtude de uma determinada semelhança.

 

      O meu coração está igual a um céu cinzento.

      O carro dele é rápido como um avião.

 

ELIPSE - Consiste na omissão (espontânea ou voluntária), por meio de uma vírgula, de um termo que fica facilmente subentendido e identificável no contexto.

   

“Após a queda, nenhuma fratura.” (não houve - elipse)


“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.”

(omissão de havia – ler: O Espelho, de Machado de Assis)

 

EUFEMISMO - Consiste em suavizar palavras ou expressões que são desagradáveis, substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável ou rude. Por exemplo, no Brasil do Lula, do PT, ocorreram muitos eufemismos. Não existem pobres (somente a Classe C), não existem negros (somente afrodescendentes), não existem mendigos (somente moradores de rua), e não existem aleijados e retardados mentais (somente portadores de deficiência).

 

Ele enriqueceu por meios ilícitos. (ou seja, ele roubou)
Ele foi repousar no céu, junto ao Pai. (reposusar no céu = morreu)

Os moradores de rua também são cidadãos. (mendigos)

      Os afrodescendentes brasileiros são os melhores sambistas. (afrodescendentes = negros)

 

 

HIPÉRBOLE - É um exagero intencional com a finalidade de tornar mais expressiva a idéia.

 

 Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)
Ela chorou rios de lágrimas (chorou muito).

Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda.

 

IRONIA - Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o contrário do que pensamos. É a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.

  

 Que alunos inteligentes, não sabem nem somar isso eu já sabia.

 Se você gritar mais alto, eu agradeço.

A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

 

METÁFORA - É o emprego de uma palavra com o significado de outra em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. É uma comparação subentendida.

 

Minha boca é um túmulo.(guardo segredos)

Essa rua é um verdadeiro deserto.(sem movimento)

O velocista jamaicano Usain Bolt é um raio.(muito veloz)

 

METONÍMIA - É a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos que permite essa troca. Ocorre metonímia quando empregamos o autor pela obra.

 

Li Machado de Assis várias vezes. (as obras de Machado de Assis)

 o continente pelo conteúdo.

 

O ginásio todo aplaudiu a seleção.

(ginásio está substituindo os torcedores)

 

a parte pelo todo.

 

Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento.

(teto substitui casa)

 

o efeito pela causa.

 

Suou muito para conseguir ingressar na faculdade pública.

(suor substitui o estudou)

 

 

ONOMATOPÉIA - Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz natural dos seres irracionais, ou ruído dos objetos.

            atchim – espirro.
Piu-piu: canto do passarinho
Din-don: o som da campainha
Tibum: o som de alguém caindo
Buá: o choro de alguém
chuif: fungado

Com aquele au-au dos cachorros, os gatos desapareceram.

 Aquele miau-miau eram dos gatos miando no telhado a noite toda.

 

PARANOMÁSIA - Consiste na aproximação de palavras parônimas, de sons parecidos, mas de significados distintos.

 

“Eu que passo, penso e peço.”

O juiz retificou um verbo mas ratificou a sentença dada ao réu; assim, por infringir a Lei o juiz infligiu-lhe a pena.

 

PLEONASMO - Consiste na intensificação de um termo através da sua repetição, reforçando seu significado.

  

“Nós cantamos um canto glorioso.

 

POLISSÍNDETO - É a repetição da conjunção entre as orações de um período ou entre os termos da oração.

  

Chegamos de viagem e pulamos e cantamos e saímos para dançar.

 

 

PROSOPOPÉIA – ou Personificação. É uma figura de linguagem que atribui características humanas a seres inanimados.

  

O céu está mostrando sua face mais bela.O cão rotweiller não é medroso, ao contrário,  mostra grande sisudez.

 

PERÍFRASE - É a designação de um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou.

 

   A última flor do Lácio está sendo a cada dia detonada (a língua portuguesa)

A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência. (Cidade Maravilhosa = Rio de Janeiro)

 

SINESTESIA - Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes, de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.

 

A luz crua da madrugada invadia meu quarto.

Raquel tem um olhar frio, desesperador.

Aquela criança tem um olhar tão doce.

 

 

SILEPSE - Ocorre quando a concordância é realizada com a idéia e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse: gênero, número e pessoa.

 

De gênero.

Vossa excelência está preocupado com as notícias. (a palavra vossa excelência é feminina quanto à forma, mas nesse exemplo a concordância se deu com a pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não com o sujeito).

De número.

A boiada ficou furiosa com o peão e derrubaram a cerca. (nesse caso a concordância se deu com a idéia de plural da palavra boiada).

De pessoa

As mulheres decidimos não votar em determinado partido até prestarem conta ao povo. (nesse tipo de silepse, o falante se inclui mentalmente entre os participantes de um sujeito em 3ª pessoa).

 

ZEUGMA - Consiste na omissão de um termo já empregado anteriormente. Consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.


 
                                                           Ele come frutas; eu, verduras.

(omissão de como)
Ele prefere cinema; eu, teatro.

(omissão de prefiro)


VÍCIOS DE LINGUAGEM

A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas, em se tratando da linguagem escrita.  O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade, refere-se às figuras de linguagem. Temos os chamados vícios de linguagem Quando o desvio se dá pelo não-conhecimento da norma culta.

a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta.

pesquiza (em vez de pesquisa)

prototipo (em vez de protótipo)



b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática. Erro contra as regras da sintaxe de concordância, regência ou colocação.

 

Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz; desvio na sintaxe de concordância)

A torcida vaiaram (em vez de vaiou)

Assisti o filme (em vez de ao filme)

A namorada que sonhei (em vez de a namorada com a qual sonhei)

 


c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido.
O guarda deteve o suspeito em sua casa. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)


d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras descabidas ou indecorosas em agrupamentos vocabulares.

Paguei cinco mil reais por cada.


e) pleonasmo vicioso:  consiste na repetição desnecessária de uma ideia. 


O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente.

Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático, este não é considerado vicioso.

 

f) eco: Repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.

O menino repetente mente deslavadamente.

 


EXERCÍCIOS

 

1) (Santa Casa) - ELIPSE é uma das figuras de sintaxe mais usadas e pode ser definida como sendo "a omissão, espontânea ou voluntária, de termos que o contexto ou a situação permitem facilmente suprir".
De acordo com a definição, há um bom exemplo de ELIPSE em: 
  
a) "Entre cá dentro, berrou o guarda." 

b) "O balão desceu cá para baixo." 
c) "Lá fora, umidade; tinha garoado muito." 
d) "Eu, parece-me que tenho uma fome danada." 
e) "Do bar lançou-me para a sarjeta." 

2) (7594 Fei) - Assinalar a alternativa que contém as figuras de linguagem correspondentes aos períodos a seguir:

I. "Está provado: quem espera nunca alcança".
II. "Onde queres o lobo sou o irmão".
III. Ele foi discriminado por sofrer de uma doença contagiosa muito feia.
IV. Ela quase morreu de tanto estudar para o vestibular. 
  
a) ironia - antítese - eufemismo - hipérbole 
b) eufemismo - ironia - hipérbole - antítese 
c) antítese - hipérbole - ironia - eufemismo 
d) hipérbole - eufemismo - antítese - ironia 
e) ironia - hipérbole - eufemismo - antítese 

3) (15826 Fuvest) - A CATACRESE, figura que se observa na frase "Montou a cavalo no burro bravo", ocorre em:
a) Os tempos mudaram, no devagar depressa do tempo. 
b) Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo esplendor e sepultura. 
c) Apressadamente, todos embarcaram no trem. 
d) Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal. 
e) Amanheceu, a luz tem cheiro. 

4) (Un. Fe. Uberlândia) - Cada frase abaixo possui uma figura de linguagem. Assinale aquela que não está classificada corretamente: 
a) O céu vai se tornando roxo e a cidade aos poucos agoniza. (prosopopéia)
b) "E ele riu frouxamente um riso sem alegria". (pleonasmo)
c) Peço-lhe mil desculpas pelo que aconteceu. (metáfora) 
d) "Toda vida se tece de mil mortes." (antítese) 
e) Ele entregou hoje a alma a Deus. (eufemismo). 

5) (Aman) - Há uma evidente onomatopéia em: 
a) "Os dois bois tafulham as munhecas, com cloques sonoros." 
b) "E Soronho ri, com estrépito e satisfação." 
c) "... um tremembé atapeado de alvas florinhas de bem-casados e de longos botões fusiformes de lírios." 
d) "Vam'bora, lerdeza! Tu é bobo o mole; tu é boi?!..." 
e) "De éis, Buscapé, e depois Namorado, acabaram." 

6) (Fac.Met.Piracicaba) - Na frase: "A mocidade é um noivado" ocorre a figura chamada: 
a) metáfora 
b) anacoluto 
c) elipse 
d) silepse de gênero 
e) zeugma 

7) (PUC) - Na frase: "... às paixões que se calem...", ocorre a figura chamada: 
a) anacoluto 
b) polissíndeto 
c) silepse de número 
d) onomatopéia 
e) prosopopéia 

8) (Fuvest) - A figura resultante de uma translação de sentido pela suavização da idéia recebe o nome de: 
a) eufemismo 
b) catáfora 
c) ícone 
d) anáfora 
e) pleonasmo 

9) (Aman) - "E brinquei, e dancei, e fui vestido de rei..."
Na frase acima, há: 
a) hipérbole 
b) polissíndeto 
c) zeugma 
d) elipse 
e) catacrese 
 

10) (Fac.Met.Piracicaba) - "... e até o número de casa e do telefone serão esquecidos, e toda essa gente e todas essas coisas se apagarão em lembranças remotas." Aparece neste segmento uma figura classificada como: 
a) polissíndeto 
b) assonância 
c) concatenação 
d) aliteração 
e) trocadilho

11) (Santa Casa) - Qual a figura de linguagem dos seguintes versos?

"Ignara voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas
Qual se essa voz de Anacreonte fosse." 
  

a) comparação 
b) hipérbole 
c) pleonasmo 
d) antonomásia 
e) polissíndeto 

12) (UF de Viçosa) - Assinale a figura de linguagem encontrada em:
"Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor." 

a) perífrase 
b) silepse 
c) catacrese 
d) prosopopéia 
e) sinédoque 

13) (Barbacena) - Em “Respondeu um silêncio cheio de surpresa” há duas figuras: 
a) catacrese e sinédoque 
b) metonímia e catacrese 
c) antítese e animismo 
d) eufemismo e epíteto 
e) antonomásia e comparação 

14) (Fac.Met.Piracicaba) - "Pois até nisso a pequena rua fechada o seu círculo de rotina e burocracia em volta de mim." Que figura aparece aí? 
a) prosopopéia 
b) apóstrofe 
c) perífrase 
d) hipérbole 
e) eufemismo 

15) (Fau - Santos) - Nos versos:

“Bomba atômica que aterra
Pomba atômica da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”

A repetição de determinados elementos fônicos é um recurso estilístico denominado:

a) hiperbibasmo 
b) sinédoque 
c) metonímia 
d) aliteração 
e) metáfora 

16) (Fuvest) - Em “Quando a indesejada das gentes chegar”, há: 
a) clímax 
b) eufemismo 
c) sínquise 
d) catacrese 
e) pleonasmo 

17) (FAU-Santos) - Nos versos:
"Bomba atômica que aterra
Pomba atômica da paz
Pomba tonta, bomba atômica..."

A repetição de determinados elementos fônicos é um recurso estilístico denominado: 
  
a) hiperbibasmo 
b) sinédoque 
c) metonímia 
d) aliteração 
e) metáfora 

 

 


18) (Mackenzie) - Nos versos abaixo uma figura se ergue graças ao conflito de duas visões antagônicas:
"Saio do hotel com quatro olhos, - Dois do passado."
Esta figura de linguagem recebe o nome de: 
  
a) metonímia 
b) antítese 
c) hipérbato 
d) catacrese 
e) hipérbole 

19) (UFP) - Em: “... das coisas ásperas, das coisas tristes, das coisas frias...” há um agrupamento de palavras e idéias na mesma ordem, como um recurso estilístico chamado: 
a) paralelismo 
b) anáfora 
c) apóstrofe 
d) anástrofe 
e) catacrese 
 


20) (Belas Artes - SP) - Identifique as figuras nos versos:
"Se lá dos céus vem celeste aviso."
"Eles, o seu único desejo é exterminar-nos."
"Vozes veladas, veludosas vozes."
"O céu, um manto azulado." 
  
a) metáfora - catacrese - elipse - zeugma 
b) pleonasmo - zeugma - elipse - anacoluto 
c) anacoluto - pleonasmo - elipse - zeugma 
d) pleonasmo - anacoluto - aliteração - elipse 
e) nenhuma das anteriores 

21) (Fuvest) - Em: "Quando a indesejada das gentes chegar", há: 
a) clímax 
b) eufemismo 
c) sínquise 
d) catacrese 
e) pleonasmo 

22) (Barbacena) - "O Poeta dos Escravos é uma glória imorredoura da Bahia." O que está grifado é uma figura de estilo especificamente reconhecida como: 
a) metonímia 
b) antonomásia 
c) comparação 
d) metáfora 
e) catacrese 

23) (9084 Mackenzie) - "Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal!" 

Há, nesses versos, uma convergência de recursos expressivos, que se realizam por meio de:
I - metonímia;
II - pleonasmo;
III - apóstrofe;
IV - personificação.

Quanto às especificações anteriores, diz-se que:
a) todas estão corretas.  
b) nenhuma está correta.  
c) apenas I , II e III estão corretas.  
d) apenas III e IV estão corretas.  
e) apenas I está incorreta. 

24) (Colégio Naval) - "... o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema," - Reconhecemos, na frase, a figura: 
a) eufemismo 
b) animismo 
c) metáfora 
d) anástrofe 
e) catacrese 

25) (Univ. Taubaté) - No sintagma: "Uma palavra branca e fria", encontramos a figura denominada: 
a) sinestesia 
b) eufemismo 
c) onomatopéia 
d) antonomásia 
e) pleonasmo 

26) (Mack - Engenharia) - Em: "Moça linda bem cuidada, dois séculos de família, burra como uma porta, um amor" (M. de Andrade), há: 
a) paradoxo 
b) antítese 
c) ironia 
d) eufemismo 
e) catacrese 

27) (Uni. Fed. do Piauí) - Em: "... das coisas ásperas, das coisas tristes, das coisas frias..." há um agrupamento de palavras e idéias na mesma ordem, como um recurso estilístico chamado: 
a) paralelismo 
b) anáfora 
c) apóstrofe 
d) anástrofe 
e) catacrese 

28) (UFPR) - : "Eles têm poder; nós, dinheiro", a figura de construção é:
a) anástrofe 
b) elipse 
c) zeugma 
d) anacoluto 
e) hipérbole 

29) (Barb) - Em: "Respondeu um silêncio cheio de surpresa", há duas figuras: 
a) catacrese e sinédoque 
b) metonímia e catacrese 
c) antítese e animismo 
d) eufemismo e epíteto 
e) antonomásia e comparação 
 

30) (UF de Pelotas) - "Nem tudo tinham os antigos, nem tudo temos os modernos." (Machado de Assis) -  A passagem encerra um exemplo de: 
a) anacoluto 
b) eufemismo 
c) ironia 
d) paradoxo 
e) silepse 

31) (Med - Taubaté) - Nos versos: "Deixa em paz meu coração/que ele é um pote até aqui de mágoa" verifica-se a seguinte figura de linguagem: 
a) metonímia 
b) metáfora 
c) perífrase 
d) sinédoque 
e) catacrese 

32) (Mack – Eng.) - Em: "Botam a gente comovido como o diabo", ocorre: 
a) silepse de gênero 
b) silepse de número 
c) silepse de pessoa 
d) pleonasmo 
e) antítese 

33) (FMU) - Em: "Ele lê Machado de Assis", há: 
a) catacrese 
b) perífrase 
c) metonímia 
d) metáfora 
e) inversão 

34) (OMEC - Engenharia) - Assinale a figura de linguagem da frase seguinte: "Toda a cidade se alegrou com a sua vinda." 
a) perífrase 
b) catacrese 
c) metonímia 
d) sinédoque 
e) silepse 

35) (Mack - Engenharia) - Assinale a figura: "Em poucos momentos avistávamos a maravilhosa Rio de Janeiro". 
a) metáfora 
b) silepse de gênero 
c) silepse de pessoa 
d) silepse de número 
e) sinédoque 

36) (3621 Fuvest) - A prosopopéia, figura que se observa no verso "Sinto o canto da noite na boca do vento", ocorre em:
a) "A vida é uma ópera e uma grande ópera." 
b) "Ao cabo tão bem chamado, por Camões, de Tormentório, os portugueses apelidaram-no de Boa Esperança." 
c) "Uma talhada de melancia, com seus alegres caroços." 
d) "Oh! eu quero viver, beber perfumes.
Na flor silvestre, que embalsama os ares." 
e) "A felicidade é como a pluma..." 

37) (7542 Fatec) - "Seus óculos eram imperiosos." 

Assinale a alternativa onde aparece a mesma figura de linguagem que há na frase acima:
  
a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes." 
b) "Nasci na sala do terceiro ano." 
c) "O bonde passa cheio de pernas." 
d) "O meu amor, paralisado, pula." 
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco." 

38) (11569 Uelondrina) - Assinale a alternativa que encerra uma palavra empregada CONOTATIVAMENTE.

a) Jovem hoje, viria a ter, sem dúvida, uma existência mais tranqüila. 
b) Todos dançam, suam, gritam juntos, e experimentam plena satisfação. 
c) Pressentimos que estamos vivendo a aurora de um grande momento da História. 
d) Os bailes e reuniões sociais eram quase invariavelmente ocasião de frustrações. 
e) Todos tremem e aplaudem, ritmicamente, juntos, em franca euforia. 

39) (13713 - Mackenzie)
I - O vento vem vindo de longe,a noite se curva de frio.
(Cecília Meireles)

II - Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem açoitar o rosto meu.
(Alphonsus de Guimaraens)

III - A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.
(Monteiro Lobato)

IV - Nunca se afizera ao regime novo - essa indecência de negro igual a branco e qualquer coisinha: a polícia! "Qualquer coisinha": Uma mucama assada no forno porque se engraçou dela o senhor; uma novena de relho porque disse: "Como é ruim, a sinhá"...-  (Monteiro Lobato)

Assinale a alternativa que indica corretamente o ponto comum entre os respectivos trechos: 
  
a) a metonímia e a prosopopéia - trechos I e II; eufemismo - trechos III e IV. 
b) o assíndeto e a metonímia - trechos I e II; eufemismo - trechos III e IV. 
c) o assíndeto e a prosopopéia - trechos I e II; hipérbole - trechos III e IV. 
d) a inversão e a prosopopéia - trechos I e II; ironia - trechos III e IV. 
e) a aliteração e a prosopopéia - trechos I e II; ironia - trechos III e IV. 

40) (7574 Fei) - Assinalar a alternativa correta, correspondente às figuras de linguagem, presentes nos fragmentos a seguir:
I. "Não esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste."
II. "A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão."
III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores, porém, discordavam."
IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergue a mão em viseira, firma os olhos."

a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo 
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto 
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato 
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo 
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma

 

GABARITO DOS EXERCÍCIOS DE FIGURAS E FUNÇÕES DA LINGUAGEM

 

1-C, 2-A, 3-C, 4-C, 5-A, 6-A, 7-E, 8-A, 9-B, 10-A, 11-A, 12-D, 13-C, 14-A, 15-D, 16-B, 17-D, 18-B, 19-B, 20-D, 21-B, 22-B, 23-A, 24-E, 25-A, 26-C, 27-B, 28-C, 29-C, 30-E, 31-B, 32-A, 33-C, 34-D, 35-B, 36-C, 37-D, 38-C, 39-E, 40-B

 

Principais radicais gregos e latinos

Radicais gregos:

  • acro (alto, elevado = acrobata, acrópole, acrofobia);
  • aer, aero (ar = aeronave, aeronauta);
  • agogo (o que conduz = pedagogo, demagogo);
  • agro (campo = agronomia, agrônomo);
  • alg, algia (dor, sofrimento = analgésico, nevralgia);
  • andro (homem, macho = andrógino, androfobia);
  • anemo (vento = anemógrafo, anemômetro);
  • antropo (ser humano = antropocentrismo, antropofagia);
  • arcai, arqueo (antigo, velho = arcaísmo, arqueologia);
  • aristo (ótimo, o melhor = aristocracia, aristocrata);
  • aritmo (número = aritmética, aritmologia);
  • arquia (governo = monarquia, anarquia);
  • asteno, astenia (fraqueza, debilidade = astenopia, neurastenia);
  • astro (corpo celeste = astronomia, astrodinâmica);
  • atmo (gás, vapor = atmosfera, atmômetro);
  • baro (pressão, peso = barômetro, barítono );
  • bata (o que anda = acrobata, nefelibata );
  • biblio (livro = biblioteca, bibliotecário);
  • bio (vida = biologia, biografia);
  • caco (feio, mau = cacofonia, cacoépia);
  • cali (belo = caligrafia, calidoscópio);
  • cardio (coração = cardíaco, cardiograma);
  • cefalo (cabeça = acefalia, cefaléia);
  • ciclo (círculo = ciclometria, bicicleta, triciclo);
  • cine, cinesi (movimento = cinética, cinesalgia);
  • cito (célula = citologia, citoplasma);
  • cosmo (mundo, universo = cosmovisão, macrocosmo);
  • cracia (poder, autoridade = gerontocracia, tecnocracia);
  • cromo (cor = cromogravura, cromógeno);
  • crono (tempo = cronômetro, cronograma);
  • datilo (dedo = datilografia, datiloscopia);
  • deca (dez = decâmetro, decalitro);
  • demo (povo = democracia, demográfico);
  • derma (pele = dermatologista, dermite);
  • di (dois = dissílabo, ditongo);
  • dinamo (força, potência = dinamite, dinamismo);
  • doxo (crença, opinião = ortodoxo, paradoxo);
  • dromo (corrida = autódromo, hipódromo);
  • eco (casa, domicílio, habitat = ecologia, ecônomo, ecossistema);
  • edro (base, face = poliedro, pentaedro);
  • ergo (trabalho = ergofobia, ergógrafo);
  • esperma, espermato (semente = espermatologia, espermatozóide);
  • etio, etimo (origem = etiologia, etimologia);
  • etno (raça, nação = etnia, etnocentrismo);
  • fago (que come ou aquele que come = antropófago, necrófago);
  • filo (amigo, amante = fílósofo, filantropo);
  • fisio (natureza física ou moral = fisiologia, fisionomia, fisioterapia);
  • fobo (aversão = claustrofobia, xenofobia);
  • fono (som, voz = fonógrafo, fonoteca);
  • fos, foto (luz = fosfeno, fotografia);
  • gamo (casamento = gamomania, monogamia);
  • gastro (estômago = gastronomia, gástrico);
  • gene (origem = gênese, genética);
  • geo (terra = geografia, geóide);
  • gine, gineco (mulher = andrógino, ginecocracia);
  • gono, gonio (ângulo = polígono, goniômetro);
  • grafia (escrita = ortografia, caligrafia);
  • helio (sol = heliocentrismo, heliografia);
  • hemo (sangue = hemorragia, hemograma);
  • hepato (fígado = hepatite, hepático);
  • hetero (outro, diferente = heterossexual, heterogêneo);
  • hidro (água = hidrografia, hidrófilo);
  • higro (umidade = higrômetro, higrófilo);
  • hipno (sono = hipnose, hipnotismo);
  • hipo (cavalo = hipódromo, hipopótamo);
  • homeo, homo (semelhante = homeopatia, homossexual);
  • icon, icono (imagem = iconoclasta, iconografia);
  • ictio (peixe = ictiofagia, ictiologia);
  • iso (igual = isóbaro, isósceles);
  • latria (culto = idolatria, alcoólatra);
  • lito (pedra = litografia, aerólito);
  • log, logia (estudo = ginecologia, astrologia);
  • macro (grande = macrocosmo, macrobiótica);
  • mancia (adivinhação = quiromancia, cartomancia);
  • mani, mania (loucura = manicômio, cleptomania);
  • mega, megalo (grande = megalomaníaco, megalocefalia);
  • meso (meio = Mesopotâmia, mesóclise);
  • metro (que mede, medição = barômetro, termômetro);
  • micro (pequeno = microcosmo, microfone);
  • miso (ódio, aversão = misantropia, misossofia);
  • mito (fábula = mitologia, mitomania);
  • mnemo (memória = amnésia, mnemônico);
  • mono (único, sozinho = monarquia, monobloco);
  • morfo (forma = zoomórfico, amorfo, morfologia);
  • necro (morte, cadáver = necrotério, necrofilia);
  • neo (novo, moderno = neologismo, neolatino);
  • neuro (nervo = neurite, neuralgia);
  • nomo (regra, lei = nomologia, agrônomo);
  • odonto (dente = odontologia, odontalgia);
  • oftalmo (olho = oftalmologista, oftalmia);
  • oligo (pouco = oligarquia, oligopólio);
  • onimo (nome = ortônimo, sinônimo);
  • onir, oniro (sonho = onírico, oniromancia);
  • ornito (ave = ornitologia, ornitofilia);
  • orto (reto, correto = ortônimo, ortografia);
  • oxi (agudo, ácido = oxítona, oxidação);
  • paleo (antigo = paleografia, paleontologia);
  • pato (doença, sofrimento = patologia, patogenia);
  • pedia (educação = ortopedia, pediatria);
  • pole, polis (cidade = metrópole, acrópole, Florianópolis);
  • poli (muito = poligamia, polígono, politeísmo);
  • potamo (rio = Mesopotâmia, hipopótamo);
  • pneumato (ar, gás, espírito = pneumatologia, pneumatólise);
  • pneum(o) (pulmão = pneumonia, pneumotórax);
  • proto (primeiro = protozoário, protótipo);
  • pseudo (falso = pseudônimo);
  • psico (alma, espírito = psicologia, psiquiatria);
  • quiro ( mão = quiromancia);
  • rino (nariz = rinite, rinoceronte);
  • rizo (raiz = rizotônico, rizófago);
  • scopio (o que faz ver = telescópio, microscopia);
  • sema, semio (sinal = semáforo, semiótica);
  • sidero (ferro, aço = siderurgia, siderografia);
  • sismo (terremoto = sísmico, sismógrafo);
  • sofo (sábio = filosofia, sofomaníaco);
  • soma, somo, somato (corpo, matéria = cromossomo, somatologia);
  • stico (linha, verso = dístico, hemistíquio);
  • tanato (morte = eutanásia, tanatofobia);
  • taqui (rápido = taquicardia, taquigrafia);
  • teca (coleção = fonoteca, filmoteca, discoteca);
  • tecno (arte, ofício = tecnologia, tecnocracia);
  • tele (ao longe, distância = telefone, telescópio, telégrafo);
  • teo (deus, divindade = teocentrismo, teocracia);
  • termo (calor, temperatura = termômetro, térmico, termostato);
  • topo (lugar, localidade = topografia, topônimo);
  • xeno (estranho = xenofobia, xenofilia);
  • xer, xero (seco, secura = xerófilo, xerografia);
  • xilo (madeira = xilogravura, xilófago);
  • zoo (animal = zoologia, zoomorfo).

Radicais latinos:

  • agri (campo = agricultura, agrícola);
  • ambi (ambos = ambivalência, ambidestro, ambíguo);
  • ambulo (caminhar, andar = sonâmbulo, noctâmbulo);
  • animi (alma = animicida, anímico);
  • arbori (árvore = arborícola, arboriforme, arboricultura);
  • beli (guerra = bélico, belicista, beligerante);
  • bi, bis (repetição, duas vezes = bisavô, bilíngüe, bissexual);
  • calori (calor = caloria, calorífero);
  • cida (que mata = vermicida, inseticida);
  • cola (que habita, que cultiva = vinícola, citrícola);
  • cole, colo (pescoço = colar, colarinho);
  • color (cor, coloração = colorífico, quadricolor);
  • cordi (coração = cordial);
  • corn(i) (chifre, antena = cornear, cornudo, cornucópia);
  • crimino (crime = criminoso, criminologia);
  • cruci (cruz = crucificado);
  • cultura (ato de cultivar = suinocultura, piscicultura);
  • cupr(i) (cobre = cúprico, cuprífero);
  • curvi (curvo = curvilíneo);
  • deci (décimo = decímetro, decigrama);
  • digit(i) (dedo = digitador, digitação);
  • dui (dois = duidade, duelo);
  • ego (eu = egocentrismo, egoísmo);
  • equi (igual = equivalência, eqüidistante);
  • estil(i) (estilo = estilista, estilismo);
  • estrato (coberta, camada = estratosfera, estrato);
  • evo (idade = longevidade, longevo, medievo);
  • fero (que contém = mamífero, carbonífero);
  • ferr(i), ferro (ferro = ferrovia, ferrífero, ferrugem);
  • fico (que faz, que produz = benéfico, maléfico, frigorífico);
  • fide (fé = fidelidade, fidedigno);
  • fili (filho = filiação, filial);
  • forme (forma = uniforme, disforme, cordiforme);
  • frater (irmão = fraterno, fratricida);
  • frig(i) (frio = frigidez, frigorífico);
  • fugo (que foge = centrífugo, vermífugo);
  • genito (relativo a geração = genitor);
  • gradu (grau, passo = centígrado, graduação);
  • herbi (erva = herbívoro, herbicida);
  • homin(i) (homem = hominal, homicídio);
  • igni (fogo = ignição, ígneo);
  • lati (largo, amplo = latifúndio, latofólio);
  • loquo (que fala = ventríloquo, altíloquo);
  • luc(i) (luz = lucidez, lúcido);
  • mini (muito pequeno = minissaia, mínimo);
  • multi (numeroso = multissecular, multiangular);
  • ocul(i) (olho = oculista, oculiforme);
  • odori (odor, cheiro = odorífero, desodorante);
  • oni (tudo, todo = onipresente, onisciente);
  • pani (pão = panificadora);
  • pari (igual = paridade, paritário);
  • ped(i), pede (pé = pedestre, pedicuro, bípede);
  • personal(i) (pessoal = personalidade, personificar);
  • petr(i) (pedra = petrificar, petróleo);
  • pisci (peixe = piscicultura, pisciano);
  • plani (plano = planisfério, planície);
  • pluri (muitos = pluralizar, pluricelular);
  • pluvio (chuva = pluviômetro, pluviosidade);
  • popul(o) (povo = populoso, populismo);
  • primi (primeiro = primogênito, primícias);
  • quadr(i), quadru (quatro = quadrangular, quadrúpede, quadricular);
  • radic(i) (raiz = radicar, radiciação);
  • reti (reto, direito = retificar, retilíneo);
  • reti (rede = reticulado, retiforme);
  • retro (movimento para trás = retroceder, retroagir);
  • retroceder, retroagir;
  • sabatina, sabalismo;
  • saçarífero, Sílcarose;sacarina sesquicenlenário;
  • se-squipedal sexologia, assexuado sideral;
  • sidério silvícola, silvicultura sinologia;
  • sino-brasileiro sociologia, soeíoíingílísüca sônico;
  • sonoplastía sudoríparo, sudoral telúrico.
  • sabat(i) (sábado = sabatina, sabatismo);
  • sacar(i) (açúcar = sacarífero, sacarose, sacarina);
  • sesqui (um e meio = sesquicentenário, sesquipedal);
  • sexi, sexo (sexo = sexologia, assexuado);
  • sideri (astro = sideral, sidério);
  • silvi (selva = silvícola, silvicultura);
  • sino (da China = sinologia, sino-brasileiro);
  • socio (sociedade = sociologia, sociolingüística);
  • sono (som, ruído = sônico, sonoplastia);
  • sudor(i) (suor = sudoríparo, sudoral);
  • telur(i) (terra, solo = telúrico, telurismo);
  • toni (tom, vigor = tônico, tonificar);
  • toxico (veneno = toxicomania, toxina);
  • triti (trigo = triticultura, triticultor);
  • veloci (veloz = velocípede, velocímetro);
  • vermi (verme = vermífugo, vermicida);
  • vin(i) (vinho = vinicultura, vinícola);
  • vitri (vidro = vitrina, vitrificar, vitral);
  • voto (que quer, que deseja = malévolo, benévolo);
  • voro (que devora = carnívoro, herbívoro).

 

O uso do subjuntivo

Tem um grupo [de alunos de professores] que são amigos dos gatos. Mas não significa que nós, que não os queremos aqui [na instituição], somos  (sejamos) inimigos dos gatos.

 

 


Se os tubarões fossem homens

de Bertolt Brecht

Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes pequenos. Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes gaiolas no mar, para por os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais.               Eles cuidariam para que as gaiolas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias cabíveis. Se por exemplo um peixinho se ferisse a barbatana, imediatamente um tubarão faria uma atadura a fim de que não morresse antes do tempo. E para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam de vez em quando uma festa marítima, pois peixes alegres têm gosto melhor que peixinhos tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes gaiolas; nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. Aula principal seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é a morte alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos. Se inculcaria na cabeça dos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se ante qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e mesquinha. E denunciaria imediatamente aos tubarões se qualquer de seus colegas manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar outras gaiolas de peixes e peixinhos estrangeiros. Mas os próprios tubarões não iriam para as guerras. As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que, entre os peixinhos e outros tubarões existem gigantescas diferenças. Eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia a medalha de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, haveria belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de diversões, nas quais se poderia brincar magnificamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões. A música seria tão bela, tão bela, que os peixinhos, sonhadores, e sob seus acordes com a orquestra na frente possuídos pelos mais agradáveis pensamentos, nadariam em massa para as guelas dos tubarões.

Também haveria uma religião ali. Se os tubarões fossem homens, eles ensinariam essa religião: É só na barriga dos tubarões que começa verdadeiramente a vida. Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos; alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros. Os que fossem um pouquinho maiores e fortes poderiam, inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões, pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar. E os peixinhos maiores detentores de cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiros da construção de gaiolas e assim por diante. Curto e grosso: só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

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