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ESTÁ ESCRITO:

SOBRE AS TATUAGENS E PIERCIENGS

     Jesus Cristo, ao morrer no Calvário, rasgou o véu do Santo dos Santos,  Ele derrubou com o seu sacrifício a parede divisória entre judeus e gentios "os seculares de hoje"  (Ef. 2:12ss.). Especificamente, isso significa que as leis que foram dadas outrora para separar Israel do restante das nações, são agora contraproducentes se aplicadas na mesma forma que o Israel antigo as observava. Devemos adaptar nossa aplicação da Lei para seguir o seu propósito original à luz das mudanças que Cristo trouxe. Cristo deuxou-nos, isso sim, duas ordenanças.

Considere o exemplo da circuncisão. Essa estipulação distinguia Israel dos cananeus na Terra Prometida. Mas o Novo Testamento nos ensina claramente que ser santo para Deus não mais requer ser circuncidado (e.g. Rm véu. 2; Gl. 2; 5). A circuncisão era um símbolo exterior de dedicação a Deus. Mas esse símbolo exterior, dividindo povos ao longo de linhas raciais, não é mais útil em nossos dias. Pode ser que o continue sendo para os judeus ortodoxos. O povo de Deus procede de toda nação, e os símbolos de santidade que devemos carregar agora são um coração puro (e.g. Rm. 2:28-29, que também era requerido no Antigo Testamento) a participação na Ceia e o batismo (que não tem quaisquer conotações raciais, e substituiu a circuncisão como o sinal do pacto; Cl. 2:11-12).

Ora, isso não é dizer que tudo o que aparece no “código de santidade” pertence somente a tal separação – há outros fatores em ação também, tais como os morais (a moralidade de Israel era para ajudá-la a se distinguir das outras nações). Se alguém está convencido que as tatuagens eram uma questão moral, então tal pessoa deve se abster delas. Eu, contudo, não posso pensar em nenhuma razão para a tatuagem ser uma questão moral – certamente a Bíblia não declara que existem falhas morais envolvidas no uso de uma tatuagem, não importa qual seja o contexto. O caso seria muito similar aos mandamentos que não devemos cortar o cabelo em redondo ou danificar as extremidades da barba (Lv. 19:27) e as mulheres usarem o véu.

Essas são práticas inocentes em si mesmas. Elas eram erradas no antigo Israel por causa de sua associação com práticas pagãs (tais como adivinhação, rituais de morte, prostituição cúltica, etc.; cf. Lv. 19:26-31). Se essas ações não possuem associações perversas em nosso tempo, não existe nenhuma razão para proibi-las. Está escrito: "Feliz aquele que não se condena naquilo que aprova". Logo, se V. acha que isso está certo e não é pecado, faça. Mas aquele que está bebendo leite não o deixe cair por causa de seu comportamento.

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