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NOME DO COLÉGIO
 
 
Título do Trabalho Escolar
HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL
  
 
 

nome do aluno/a

Curitiba/PR
2011

MAPA 1

 

 

MAPA 2

 

 
 

O Período Pré-Colonial: A fase do pau-brasil (1500 a 1530)

 A expressão "descobrimento" do Brasil está carregada de eurocentrismo, pois  desconsidera a existência dos índigenas em terras desse continente antes da chegada dos portugueses, chegada e invasão ocorrida em 22 de abril de 1500, data que inaugura a fase pré-colonial.  Portanto, optamos pelo termo "chegada" dos portugueses ao Brasil. De 1500 a 1530, quando o território ainda era chamado Terra de Santa Cruz, a colonização limitou-se a expedições rápidas para coleta e transporte de pau-brasil. É a partir de 1530, pela expedição de Martim Afonso de Sousa, que a nova colônia passará a ser povoada.  Em 1532 é fundada a vila de São Vicente (atual estado de São Paulo).  Neste período não houve a colonização do Brasil propriamente dita, pois os portugueses não se fixaram na terra, apenas a exploravam e deixavam aqui os degredados (presos). Após os primeiros contatos com os indígenas, muito bem relatados na carta de Pero Vaz de Caminha, os portugueses começaram a explorar e depredar a árvore  pau-brasil da mata Atlântica.

O pau-brasil tinha um grande valor no mercado europeu, pois sua seiva, de cor avermelhada, era muito utilizada para tingir tecidos. Para executar esta exploração, os portugueses utilizaram o escambo, ou seja, davam espelhos, apitos, chocalhos e outras bugigangas aos nativos em troca do trabalho (corte do pau-brasil e carregamento até as caravelas).

Nestes trinta anos (de 1500 a 1530), a Terra de Santa Cruz foi atacada pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha, mediado pelo papa,  que dividira as terras “recém-descobertas” em 1494). Os corsários ou piratas também saqueavam as caravelas portuguesas e contrabandeavam o pau-brasil, provocando pavor no rei de Portugal. O medo da coroa (corte) portuguesa era perder o território brasileiro para um outro país. Para tentar evitar estes ataques, Portugal organizou e enviou ao Brasil as Expedições Guarda-Costas, porém com poucos resultados.

            Os portugueses continuaram a exploração da madeira, construindo as feitorias no litoral que nada mais eram do que armazéns e postos de trocas com os indígenas. A instalação das primeiras capitanias no litoral do nordeste brasileiro traz consigo uma conseqüência trágica: os conflitos com os índios do litoral (os tabajaras) que - se até então foram aliados de trabalho, neste momento passam a ser um entrave, uma vez que disputavam com os recém-chegados o acesso às melhores terras.  Do conflito entre portugueses e índios o saldo foi a mortandade indígena causada por conflitos armados ou por epidemias diversas.

 Inicialmente os próprios portugueses cortavam as árvores, mas devido ao fato destas não estarem concentradas em uma região, mas espalhadas pela mata, aqueles passaram a utilizar mão-de-obra indígena para o corte. Os índios não eram escravizados, eram pagos em forma de escambo, ou seja, simples troca. Apitos, chocalhos, espelhos e outros objetos utilitários foram oferecidos aos nativos em troca de seu trabalho (cortar o pau-brasil e carregá-lo até às caravelas). Mas os índios não eram muito chegados, muito afeitos ao trabalho, razão pela qual os portugueses usaram os negros.

 Apesar de o pau-brasil ter o seu valor, o comércio de especiarias com as Índias ainda era muito mais lucrativo. Neste período Portugal sofria de escassez de mão-de-obra e recursos, de forma que investir na extração de pau-brasil significava deixar de ganhar dinheiro nas Índias. Assim a Coroa reservou aos principais nobres os privilégios de explorarem as Índias, e coube à nobreza do "segundo escalão" as concessões para a exploração de pau-brasil sob sistema de estanco (o pau-brasil, considerado monopólio da Coroa portuguesa, era concedido para exploração a particulares mediante o pagamento de impostos).

No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Esta foi comandada por Martin Afonso de Souza e tinha como objetivos:

povoar o território brasileiro expulsar os invasores cultivar  cana-de-açúcar.
A fase do açúcar e as capitanias hereditárias - séculos XVI e XVII

             O açúcar era um produto de grande aceitação na Europa e alcançava um grande valor. (o corresponde nos dias de hoje seria o petróleo) as experiências positivas de cultivo no Nordeste, já que a cana-de-açúcar se adaptou bem ao clima e ao solo nordestino, começou o plantio em larga escala. Seria uma forma de Portugal lucrar com o comércio do açúcar, além de começar o povoamento do Brasil.

Para melhor organizar a colônia o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias Hereditárias.  

 O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas a pessoas influentes, que receberam o nome de donatários, isto é, eram os donos. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias (hereditárias, porque, em tese, passariam de pai para filho e assim sucessivamente), mas isso fracassou, em função da grande distância da Metrópole (Portugal), da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios, graças aos investimentos do rei e dos donatários.

 
A sociedade colonial

          A sociedade no período do açúcar era marcada pela grande diferenciação social. No topo da sociedade, com poderes políticos e econômicos, estavam os senhores de engenho (eram chamados de coronéis).  Engenho era onde era feito o açúcar, antigamente. Hoje o açúcar é industrializado nas Usinas. Abaixo, aparecia uma camada média formada por pessoas livres (feitores, capatazes, padres, militares, comerciantes e artesãos) e funcionários públicos. E na base da sociedade estavam os escravos, de origem africana, tratados como simples mercadorias e responsáveis por quase todo o trabalho desenvolvido na colônia.

 Era uma sociedade patriarcal, pois o senhor de engenho exercia um grande poder social e tinha poder sobre tudo e sobre todos da família. As mulheres tinham poucos poderes e nenhuma participação política, deviam apenas cuidar do lar e dos filhos e obedecer cegamente.

           A casa-grande era a residência da família do senhor de engenho. Nela moravam, além da família, alguns agregados. O conforto da casa-grande contrastava com a miséria e péssimas condições de higiene das senzalas (habitações dos escravos) mas tambem as escravas amamentavam e cuidavam dos filhos do senhor do engenho.

 
Administração colonial

 Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo-Geral. Era uma forma de centralizar e ter um maior controle sobre a colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.

Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-bons" (imaginem !). Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase. (todo rico é bonziiiiiinho...)

            As instituições municipais eram compostas por um alcaide que tinha funções administrativas e judiciais, juizes ordinários, vereadores, almotacés e os homens bons. As juntas do povo decidiam sobre diversos assuntos da Capitania

            A primeira capital do Brasil neste período foi Salvador, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica do país.

 
A economia açucareira

 

USINA DE AÇÚCAR , moderna

 

ENGENHO (antigo)

            A base da economia colonial era o engenho de açúcar. O senhor de engenho era um fazendeiro proprietário da unidade de produção de açúcar, apelidado de coronel. Utilizava a mão-de-obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do açúcar para o mercado europeu. Além do açúcar destacou-se também a produção de tabaco e algodão.

O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil (Colônia) só podia fazer comércio com a Metrópole, não devendo concorrer com produtos produzidos lá. Logo, o Brasil não podia produzir nada que a Metrópole produzisse.

           Desta forma foi estabelecido um monopólio comercial. O monopólio foi de certa forma imposto pelo governo da Inglaterra a Portugal, com o objetivo de garantir mercado aos comerciantes ingleses. Portugal nunca chegou a ter uma indústria significativa e desta forma dependia das manufaturas inglesas. Portugal se beneficiava do monopólio, mas o país era dependente da Inglaterra.

            A colônia vendia metais, produtos tropicais e subtropicais a preços baixos, estabelecidos pela metrópole, e comprava dela produtos manufaturados e escravos a preços bem mais altos, garantindo assim o lucro de Portugal em qualquer das transações. O Pacto Colonial imposto por Portugal estabelecia que o Brasil (Colônia) só podia fazer comércio com a Metrópole, não devendo concorrer com produtos produzidos lá. Logo, o Brasil não podia produzir nada que a Metrópole produzisse.

            As plantações ocorriam no sistema de plantation, (latifúndio) ou seja, eram grandes fazendas produtoras de um único produto, utilizando mão-de-obra escrava e visando o comércio exterior.

                    O Brasil se tornou o maior produtor de açúcar nos séculos XVI e XVII. As principais regiões açucareiras eram a Bahia, Pernambuco, parte do Rio de Janeiro e São Vicente (São Paulo). Até meados do século XX os engenhos eram a principal indústria sucro-alcooleira, esteio da economia do Brasil e, em especial, de Pernambuco, Rio de Janeiro, Alagoas, São Paulo.

                    Com a evolução da agroindústria e o aparecimento das usinas de açúcar e de álcool, os engenhos, obsoletos, foram sendo desativados gradativamente.

 
Alimentação no Brasil colônia

 Os portugueses que vieram para o Brasil tiveram que alterar seus hábitos alimentares. O trigo, por exemplo, foi substituído pela farinha de mandioca, o mais importante alimento da colônia. A mandioca, de origem indígena, foi adotada no Brasil por africanos e portugueses, sendo usada para fazer bolos, sopas, beijus ou simplesmente para se comer misturada ao açúcar. Além da farinha, no engenho também se consumiam: carne-seca, milho, rapadura, arroz, feijão e condimentos como pimenta e azeite de dendê. As verduras, as frutas, a manteiga e os queijos eram raros e só entravam na alimentação dos ricos. Mas não faltavam doces, que eram consumidos em grande quantidade, tanto no campo como nas cidades.

 
A fase do ouro: século XVIII

 Após a descoberta das primeiras minas de ouro, o rei de Portugal tratou de organizar sua extração. Interessado nesta nova fonte de lucros, já que o comércio de açúcar passava por uma fase de declínio, ele começou a cobrar o quinto. O quinto nada mais era do que um imposto cobrado pela coroa portuguesa e correspondia a 20% (1/5) de todo ouro encontrado na colônia. Este imposto era cobrado nas casas de fundição.

 A descoberta de ouro e o início da exploração das minas nas regiões auríferas (Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás) provocaram uma verdadeira "corrida do ouro" para estas regiões. Procurando trabalho na região, desempregados de várias regiões do país partiram em busca do sonho de ficar rico da noite para o dia.

 Cidades começaram a surgir e o desenvolvimento urbano e cultural aumentou muito nestas regiões. Foi neste contexto que apareceu um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil: o Aleijadinho.

            Para melhor acompanhar o desenvolvimento da região sudeste, a capital do país foi transferida para o Rio de Janeiro.

 
Identidade e nacionalidade

 Os naturais do Brasil eram portugueses; diferenciavam-se dos ameríndios e dos escravos que não tinham direitos de cidadania. Nesta época o vocábulo "brasileiro" designava apenas o nome dos comerciantes de pau brasil. Só depois da independência do Brasil se pode diferenciar brasileiros e portugueses, visto que é um anacronismo chamar brasileiro a quem morreu português antes da independência. Distinguia-se o cidadão português natural do Brasil dos outros portugueses da metrópole e províncias ultramarinas (português de Angola, português de Macau, português de Goa, etc) designando-o de Português do Brasil, Luso Americano ou pelo nome da cidade de nascimento. A partir do século XVII o termo "reinóis" (do reino) era usado popularmente no Brasil para designar os portugueses nascidos em Portugal e os distinguir daqueles nascidos no Brasil. Dentro do Brasil podiam-se diferenciar os cidadãos em nível regional, por exemplo os pernambucanos dos baianos, no entanto a nível nacional e a nível internacional eram todos conhecidos como portugueses. Os escravos davam o nome de "mazombo" aos filhos de portugueses nascidos no Brasil, e mais tarde a qualquer europeu.

 
Resumo:

 Denomina-se Brasil Colônia o período da história compreendido entre a chegada (e não a descoberta) dos primeiros portugueses em 1500, e a independência, em 1822, quando o Brasil estava sob domínio socioeconômico e político de Portugal.

 O período colonial pode ser subdividido nas seguintes categorias:

1.           Período pré-povoamento    (do descobrimento até 1530)

2.           Ciclo da cana de açúcar     (séculos XVI e XVII)

3.           Ciclo do ouro.                      (século XVIII)

A economia do período é caracterizada pelo tripé
Monocultura
latifúndio
mão de obra escrava.
 
                 Sugestões de livros para ler:  
 
Fogo Morto  (José Lins do Rego)
O Cortiço      (Aluísio de Azevedo) 
As Veias Abertas da América Latina (Eduardo Galeano)

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