OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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O jardineiro e o poeta

(Por Moacir Willmondes: http://entrelinhasdowill.blogspot.com.br )

Imagem: Google 

 

Um jardineiro foi procurado por um poeta que lhe pediu uma rosa azul.

 
- Não tenho rosas azuis, são muito raras e só germinam na primavera, sugiro que leve rosas vermelhas, brancas ou amarelas. - justificou o jardineiro.
 
- Não servem, são muito comuns - disse o poeta. – Preciso surpreender uma dama que estou cortejando, por isso queria rosa azul.
 
- Senhor poeta, quando ofertadas com amor, independente da cor, as rosas por si só já encantam os corações das damas de bom gosto.
 
Querendo dar-lhe uma lição, o poeta disse:
 
- Bem sei que as rosas são como os poemas, as cores não estão nos versos mas no significado deles, caro jardineiro. Mas essa dama precisa ser surpreendida para ter o coração tocado. Por isso a rosa azul.
 
- As rosas são como os poemas... - flanou o jardineiro.
 
- Agora entendo, nobre poeta... Então essa dama é como a rosa azul que procuras, precisa ser surpreendida pela primavera, para germinar o amor. Neste caso, terá de antecipar a primavera.
 
- Que ideia é essa? - indagou incrédulo o poeta. - Como é possível antecipar a primavera?
 
- Confesso que não é fácil, nobre poeta. Mas os pais de meus pais já sabiam ser possível este feito, somente para as flores. Primeiro terá de ter apreço pela semente.
 
- É preciso estar apaixonado, isso estou – disse convicto o poeta.
 
- Terá de preparar a terra de forma confiante, construirás uma tenta, espécie de estufa para protegê-la das chuvas do inverno e do frio na noite – ensinou pacientemente o jardineiro.
 
- Quem ama cuida – interrompeu o poeta, aproveitando a deixa.
 
- Lançará a rara semente de rosa azul com precisão e fascínio, as sementes são delicadas – prosseguiu o jardineiro.
 
- A primeira parte a ser tocada em uma mulher é o coração – filosofou o poeta.
 
- Já no solo, não deixará que os corvos sequer cheguem perto dela – advertiu o gentil jardineiro.
 
- Uma pontinha de ciúme é sintoma evidente do amor – admitiu o poeta.
 
- Conversará incansavelmente com ela até que ela germine – falou o habilidoso jardineiro.
 
- A primeira parte com que fazemos amor com uma mulher é os ouvidos – versou o poeta.
 
- Por derradeiro, ela deverá acreditar que tu és a primavera da vida dela e num inexplicável instante ela germinará.
 
- Agora vejo que as rosas são como os corações das mulheres, admirável jardineiro, além de surpreendê-las, não basta cuidado, dedicação, doação. Para lhes fecundar o amor carecem de uma pitada do inexplicável.
 
- As rosas são como os corações das mulheres... – finalizou o jardineiro.
 
 
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