OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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Navegando pela internet (pois não mais se lêem jornais ou revistas impressos) o brasileiro se vê  bombardeado pelo noticiário e, mais uma vez sente que nesse país  das cucanhas os politicos estão cada vez mais livres para praticar todos os crimes sem qualquer risco. Estão imunes e impunes ficarão.   Mas só quem os denuncia é que não ficará  livre e vai se ferrar – que o diga o caseiro da chácara do Palocci.
E la nave vaGeralmente ao começar as eleições.  Na platéia meros eleitores-espectadores. No cenário quadrilhas perigosíssimas que se lançam a cada quatro anos a  formar o Estado brasileiro com suas Instituições democráticas falidas, Judiciário venal, Legislativo corrupto, Órgãos, Agências e Departamentos burocráticos demais encarecendo e emperrando a máquina administrativa. Porém, como diria Felini, E la nave va. Achar que algo vai mudar ou melhorar e que a corrupção não existe, é puro romantismo,  é utopia, pura imaginação, pura ilusão,  ficção pura.  É uma miragem. Mas la nave va
E o Brasil navega para um descontrole geral sem comando e com desmandos generalizados.  A história porém nos incrimina, pois sempre fomos um povo cordeiro e pacífico,  de uma leniência que dá nos nervos.  Folheando os jornais desde os anais do "descobrimento", deparamo-nos com Caminha pedindo favores ao rei, vemos D. João VI, o Imundo glutão, (1808), preocupado unicamente com sua pança, o imperador D. Pedro I (1821-31), o improbo, com suas inúmeras amantes e filhos bastardos e, aportando à realidade,  veremos que o Brasil é um verdadeiro circo onde poucos representam, todo mundo mete a mão nas arcas da viúva e o público eleitor-espectador aplaude e  ri. Todos os governantes roubam e ninguém é responsabilizado. Há foro privilegiado e apela-se para a impunidade parlamentar.   Chegando a José Dirceu (PT-SP) e passando por Humberto Lucena (PMDB-PB), assistimos a um eterno massacre das classes ricas, poderosas e dominantes sobre a plebe rude e sebosa.
O ex-presidente FHC (1995-2003) gastou milhares e milhares de reais do dinheiro público para sustentar seu filho com a jornalista Mirian Dutra, porém tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes, ou seja, nada foi apurado, ninguém condenado, e só restou ao contribuinte continuar a financiar os prazeres de algozes milenares que grassam a republiqueta das bananas. Do filho-empresário (Fábio Luiz Inácio da Silva, o Lulinha) de nosso presidente exemplar homem de negócios, ninguém fala. A imprensa se cala.
       E agora, Protógenes ? Estás em vias de ser exonerado.  Mas, eis que, segundo diz (rufam-se os tambores... a plateia fica queda...), tem bala na agulha e, com essa intimidação e arma tão poderosa, muitos se calam.  Diz que elaborou um dossiê minucioso e o usará como arma letal.  
     O caseiro do Palocci, o Jeca de Lobato,  está mais pobre e no ostracismo. Denunciou, dançou.   Ouçamos Guimarães Rosa em nossos dias atuais: Perigoso mesmo é denunciar. E la nave va. Para onde, José ?  Será que para o fundo do poço ?  Com a palavra, Federico Fellini.
 
 
 
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