OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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O Velho Tempo - Origem do Calendário Gregoriano
 
Travessia. Uma longa viagem...  Assim foi a reforma do calendário até chegar aos nossos dias. Um processo vagaroso. Não tem por escopo, este trabalho, dar cabo de toda a história do calendário ao longo dos séculos, das histórias e das civilizações, até porque há diversos calendários, mais de 40, dentre os quais, somente para mencionar alguns: o calendário egípcio, o babilônico, o maia, o inca o asteca; há calendários orientais e ocidentais, e é deste último que nos iremos ocupar ao longo deste trabalho, notadamente da nossa civilização, ou seja, o calendário romano, calendário juliano, ancestrais do calendário gregoriano.
A todo momento fazemos referência a algum sistema de contagem do tempo sem nos darmos conta das dificuldades que surgiram para sua padronização e sua adequação com os fenômenos sazonais. Mas qual teria sido a origem da designação dos nossos dias como os conhecemos hoje? Muitas perguntas surgem. Por que o ano tem 12 meses e a semana sete dias? Por que o ano começa no primeiro dia de janeiro? Quando começou-se a contar o dia primeiro de janeiro como início do ano ?  Por que alguns anos são bissextos e outros não? Por que os meses e os dias da semana têm esses nomes? Se formos contar os dias, meses e anos tomando como base a Bíblia cometeremos um ledo engano, pois a contagem do tempo dos judeus sempre diferiu da contagem do tempo dos ocidentais. Importante lembrar que o dia, para os judeus, começa  logo após o pôr do sol e não à 00h01 min.
A relação entre o calendário e a Astronomia é direta. Cedo, o homem sentiu necessidade de dividir o tempo para comemorar suas festas religiosas (judeus) e, principalmente, para saber a época de suas atividades agrícolas e comerciais, assim que cada cultura e povo desenvolveu seu próprio sistema de contagem de tempo. Os primeiros povos tinham dois sistemas básicos para contagem de longos períodos de tempo que eram baseados nos movimentos do sol e da lua. No caso do Sol, geralmente toma-se como referência o ano trópico, cujo intervalo de tempo entre dois solstícios de verão consecutivos, hoje sabemos, é 365,2422 dias. Já os calendários lunares são baseados nos períodos de 12 lunações, ou seja, 354,36708 dias. Uma lunação é o intervalo entre duas luas novas consecutivas e dura 29, 53059 dias.
Por algum tempo, utilizou-se exclusivamente o calendário lunar. Porém, como para ocorrerem 12 lunações são necessários 354,36708 dias, faltavam, ainda, cerca de dez dias para o Sol ocupar a mesma posição na eclíptica celeste. Conseqüentemente, as estações do ano iriam ocorrer, pelo calendário lunar, a cada ano, cerca de dez dias mais cedo. Imagine o transtorno que isso traria aos povos daquela época que dependiam diretamente dos fenômenos sazonais (plantio, pesca, caça, etc)! Ainda assim, alguns povos utilizam até hoje o calendário exclusivamente lunar, como os árabes. Já os judeus utilizam o calendário lunissolar. O mundo ocidental usa o calendário solar, embora ainda guarde alguns resquícios do antigo calendário lunar, como os 12 meses, originários das 12 lunações.
 
Os Primeiros Calendários Romanos
Calendário de Rômulo
            Este calendário, criado por Rômulo (753-717 a.C.), fundador de Roma, tinha 304 dias divididos em dez meses, cada mês variando entre 16 e 36 dias. Posteriormente, o número de dias de cada mês teria 30 ou 31 dias, compreendendo 10 meses lunares, sendo que o ano deveria sempre se iniciar no equinócio da primavera, e primavera simboliza o início da vida.
        Ora, como o ano trópico tem 365,2422 dias, eles deveriam ter algum sistema para corrigir o déficit de 61 dias, mas não sabemos qual era esse processo. Mesmo que houvesse algum método engenhoso, sabe-se que este calendário teve pouca duração, pois os meses flutuavam pelas estações do ano. Os nomes dos meses foram provavelmente o único legado deste calendário:
1-Martius        31 dias  -   2- Aprilis 30 dias
3-Maius          31 dias   -  4-Junius 30 dias
5-Quintilis       31 dias  -  6-Sextilis 30 dias
7-September 31 dias  -   8-October 30 dias
9-November   31 dias  - 10 December 30 dias.
      Calendário de Numa Pompilio
       Na época do imperador Numa Pompilo (717-673 a.C.), sucessor de Rômulo, foram feitas algumas modificações no calendário. O ano civil começava no mês de março. Os romanos daquela época eram extremamente supersticiosos e consideravam números pares como fatídicos. Então aboliram os meses de 30 dias, que passaram a ter 31 ou 29 dias. Além disso, aumentou-se para 12 o número de meses, sendo introduzidos Januarius (29 dias), em homenagem a Jano, deus com duas caras, e Februarius (28 dias), deus dos infernos e das purificações. Esses meses eram, respectivamente, o décimo-primeiro e o décimo-segundo do ano, permanecendo o início em Martius. Februarius, mais tarde, passou a ser o segundo mês. A palavra Janeiro, provem de Jano deus dos princípios e dos fins para os romanos, pois Jano era considerado o deus do céu, e os romanos o tinham como protetor à entrada de suas residências. Jano era, assim, o deus das portas (em latim janua – daí a palavra janela - que olha pra fora e pra dentro), tanto das que abriam quanto das que fechavam. Com os 355 dias desse calendário, ainda havia uma diferença de 10,25 dias para o calendário solar. Para corrigir isso, era acrescentado, periodicamente, no final do ano, um mês denominado intercalar, chamado Mercedonius (segundo alguns deriva de mercês - renda, imposto, porque nessa época eram recolhidos os impostos). A periodicidade obedecia um ciclo de 24 anos chamado pompiliano, que era subdividido em períodos de quatro anos. Os anos que tinham numeração ímpar neste ciclo e o último (o 24º) tinham 12 meses de 355 dias; os restantes tinham 13 meses (com o intercalar que poderia ter 22 ou 23 dias). Mercedonius tinha 22 dias quando se intercalava no 2º, 6º, 10º, 18º, 20º e 22º ano do ciclo pompiliano, e 23 dias quando no 4º, 8º, 12º e 16º ano do ciclo contendo, portanto, Februarius, 28 dias nos anos ordinários, e 50 ou 51 dias nos anos com intercalação. Isso porque o mês intercalar não vinha após februarius, mas no meio deste. Depois de “23 de februarius” contava-se 1, 2, 3 ... 22 ou 23 Mercedonius, e retornava-se para o 24º dia do Februarius. O ano de Numa Pompilio tinha, portanto, 12 meses com 355 dias e quando havia a intercalação, alternadamente, 377, ou 378, ou seja, num período de 4 anos, tínhamos: 355, 377, 355, e 378 dias, dando uma média de 366,24 dias. Complicadíssimo.
     Os dois últimos períodos de 4 anos do ciclo de 24 anos, tinham, respectivamente, 371 e 372 dias, em vez de 377 e 378, eliminando 12 dias em 24 anos o que provocou um ano ligeiramente maior que 365 dias. Com isso conseguiu-se um calendário complicado para o povo romano.
   Como a intercalação dos meses e o controle dos números de dias eram atribuições dos sacerdotes é importante ressaltar que estes acabaram tendo em suas mãos o poder sobre a época da investidura dos cônsules romanos. Assim os responsáveis pela observância das regras da intercalação adiavam ou antecipavam a introdução do mês Mercedonius, primeiramente pela conveniência de prolongarem as magistraturas ou para favorecimento de amigos. Deste modo acabaram perdendo o controle sobre o calendário, e em pouco tempo o caos havia se formado.
       Calendário Juliano
       O Calendário Juliano foi introduzido em 46 a.C pelo astrônomo alexandriano Sosigenes e ficou conhecido como o calendário da confusão, pois os pontífices, encarregados ao coroação de cônsules adiantavam ou atrasavam a seu belprazer o calendário. Na verdade, a cada ano perdia onze minutos e, nos mil anos iniciais pereeu aproximadamente sete dias Assim que interferia também na determinação do Domingo de Páscoa, dia sagrado para os cristãos.
   O calendário juliano, com as modificações feitas posteriormente pelo seu sucessor o imperador César Augusto (no ano 8. d.C)  continua sendo utilizado pelos cristãos ortodoxos em alguns países do leste europeu. Nele os anos bissextos ocorrem sempre de quatro em quatro anos, o que hoje acumula uma diferença para o calendário gregoriano de 13 dias.  
1.       O ano se iniciaria em Januarius, e não mais em Martius. Para isso ele fez com que calendas januaris (1 de janeiro) coincidisse com a primeira Lua nova depois do solstício de inverno, que naquela época se dava em antediem-VII calendas januarii (25/12). Júlio César atendeu, assim, a antigas crenças dos calendários solar e lunar.
2.       O ano teria 365 dias, sendo que de quatro em quatro anos haveria um dia excedente em Februarius: o bis VI antediem calendas martii, onde antes se intercalava o Mercedonius.
3.       O ano anterior ao uso do calendário juliano é conhecido como ano da confusão, pois foram feitas várias modificações nesse ano para preparar o calendário para a reforma; houve 15 meses com 445 dias, razão pela qual não se pode tentar converter ou tentar calcular os dias e tempos bíblicos do Antigo Testamento com os dias tal qual os conhecemos hoje.
4.       Júlio César, após ser assassinado em 44 a.C., foi homenageado e, para isso, lhe foi reservado o mês Julius, antigo mês de Quintilis.
 
     Calendário reformado de César Augusto
    O calendário reformado de César Augusto continua sendo utilizado pelos cristãos ortodoxos em alguns países do leste europeu. Nele os anos bissextos ocorrem sempre de quatro em quatro anos, o que hoje acumula uma diferença para o calendário gregoriano de 13 dias. 
 
Calendário depois de César Augusto
 A contagem dos anos, a partir da era cristã, dá-se quando a igreja cristã, em crescimento, solicita ao abade romano Dionysius Exiguus que calculasse o ano de nascimento de Jesus Cristo. Naquela época, 325 d.C contavam-se os anos a partir do início do governo do grande imperador Deocliciano, embora já vigorasse a religião cristã como oficial. Exiguus determinou que o ano 248 da era deocliciana correspondia a 332 d.C. Sabe-se, hoje, que Exiguus errou o cálculo de 4 anos e alguns meses. Por tradição, contudo, festeja-se o ano de nascimento de Jesus Cristo como o definido por Exiguus. O sistema cristão inicia a era no ano I. O ano anterior a este é -I ou I aC. Muitos paises adotam a notação I aD, para denotar o ano I, depois de Cristo. ``AD'' representa a abreviação latina de anno dominum, ano de Cristo.
 
O Calendário Gregoriano

     O calendário juliano prevaleceu até 1582 quando um  astrônomo de Nápoles, Aloysius Lilius, propôs ao papa uma correção, pois verificara uma defasagem, um atraso de 10 dias na medição do ano solar.  Foi então aceito e  promulgado pelo papa Gregório XII a 24 de fevereiro do ano 1582 para substituir o calendário juliano. Foi então implantado a contagem de tempo feita em 325 d.C pelo monge Dionisius Exiguus. Este notou que havia as festas pagãs no dia 25 de dezembro e achou por bem decretar e sobrepor esse dia como sendo o dia do nascimento de Jesus Cristo, fazendo assim sombra àquelas festividades pagãs, dando assim uma nova linguagem e roupagem às festas de Mitra, deus da luz e solstício de inverno. O calendário foi atualizado com um traço de pena. Começou a valer a partir de 5 de Outubro de 1582. Desse modo 10 dias foram "pulados e engolidos" nessa correção, ou seja, os dias 5 a 14 de Outubro de 1582 não constam na história oficial. 

O calendário gregoriano é o calendário utilizado na maior parte do mundo, e em todos os países ocidentais; porém, existem países que não o aplicam como Israel, Irã, Índia, Bangladesh, Paquistão, Argélia etc. Gregório XIII reuniu um grupo de especialistas para reformar o calendário juliano e, passados cinco anos de estudos, foi elaborado o calendário gregoriano, que foi sendo implementado lentamente em várias nações de confissão protestante. Oficialmente o primeiro dia deste calendário foi 15 de Outubro de 1582.

O calendário gregoriano é o que hoje em dia se usa e distingue-se do juliano porque:

  • Omitiram-se dez dias (de 5 a 14 de Outubro de 1582).
  • Corrigiu-se a medição do ano solar, estimando-se que este durava 365 dias solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o equivalente a 365,2425 dias solares.
  • Acostumou-se a começar cada ano novo em 1º de Janeiro.
  • Nem todos os anos seculares são bissextos. Para um ano secular ser bissexto tem de ser múltiplo de 400. Deste modo, evita-se a diferença (atraso) de três dias em cada quatrocentos anos existente no calendário juliano.

A mudança para o calendário gregoriano deu-se ao longo de mais de três séculos, pois alguns países relutavam em aceitar a mudança.  Primeiramente foi adotado por Itália, Portugal, Espanha e França, notadamente países católicos e, de modo sucessivo, pela maioria dos países católicos europeus. Os países onde predominava o luteranismo e o anglicanismo tardariam a adotá-lo, caso da Alemanha (Baviera, Prússia e demais províncias) (1700) e Reino Unido (Inglaterra) (1751). A adoção deste calendário pela Suécia foi tão problemática que gerou até o dia 30 de fevereiro. A China aprova-o em 1912, a Bulgária em 1917, a Rússia em 1918, a Romênia em 1919, a Grécia em 1923 e a Turquia em 1927.

Existem atualmente cerca de 40 Calendários em uso no mundo, que podem ser classificados em três tipos.
    1- Solares: Baseados no movimento da Terra em torno do Sol; os meses não têm conexão com o movimento da Lua. (exemplo: Calendário Cristão)
    2- Lunares: Baseados no movimento da Lua; o ano não tem conexão com o movimento da Terra em torno do Sol. (exemplo: Calendário Islâmico)
    Note que os meses de um Calendário Lunar, como o Islâmico, sistematicamente vão se afastando dos meses de um Calendário Solar, como o nosso.
    3- Lunissolares: Os anos estão relacionados com o movimento da Terra em torno do Sol e os meses com o movimento da Lua em torno da Terra. (exemplo: Calendário Hebreu)
    O Calendário Hebreu possui uma seqüência de meses baseada nas fases da Lua mas de tempos em tempos um mês inteiro é intercalado para o Calendário se manter em fase com o ano tropical.

 
 
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