OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
Você é nosso visitante número:
Visitantes online
O melhor, mais ilustrado e completo site de fábulas e contos do mundo é brasileiro.
 

Roteiro para uma peça de teatro

 

OS MÚSICOS DE BREMEN

 

E.  PIMENTEL

 

 

 

Abbildung: Die Bremer Stadtmusikanten (Grimm)

 

Inspirado no Conto de Fada: “Die Bremer Stadtmusikanten”, dos Irmãos Grimm

 

Elenco de personagens

 

1.   BURRO:                      

2.   CÃO:                                           

3.   GATO:                      

4.   GALO:                      

5.   LADRÃO 01:                   

6.   LADRÃO 02:                

            Narrador Onisciente:     

 

 

 

SINOPSE:   LIBERDADE

Nesta história, um burro, um cão, um gato e um galo, maltratados pelos seus donos, abandonam-nos e decidem ir para Bremen, uma cidade onde conhecerão a liberdade.

No caminho para Bremen, vêem luz numa casa; espreitam dentro e vêem dois ladrões desfrutando do produto de seu roubo. Apoiados nas costas uns dos outros, decidem cantar, na esperança de serem alimentados. A sua 'música' tem um efeito inesperado: os homens fogem, não sabendo a origem de tão estranho som. Os animais tomam posse da casa, comem uma boa refeição, e deitam-se para dormir.

Durante a noite, os ladrões regressam e um deles entra na casa para investigar. Ao ver os olhos do gato brilhando no escuro, pensa que sejam brasas e inclina-se para acender a sua vela. Numa rápida sucessão de acontecimentos, o gato arranha-lhe a cara, o burro dá-lhe um coice, o cão morde-lhe a perna e o galo afugenta-o porta afora, cacarejando. O homem diz aos seus companheiros que foi atacado por monstros: uma bruxa horrível que o arranhou com as suas enormes unhas (o gato), um gigante que lhe deu uma paulada (o burro), e pior de tudo - um terrível demônio que gritou aos seus ouvidos (o galo). Os ladrões abandonam a casa às estranhas criaturas que dela se apossaram, onde os animais vivem felizes até ao final dos seus dias.

Esta fábula tem um significado óbvio: os quatro animais representam as diferentes classes do povo; os seus donos os regentes feudais daquele tempo.  Bremen, significa a liberdade.  Bremen é uma cidade livre, hanseática, localizada no norte da Alemanha, onde não existia feudalismo; portanto, o local natural para se viver sem donos.

 

 

Época       1815 – 1818

 

Local         ALEMANHA

Wo liegt Bremen?   Die Bremer Stadtmusikanten

 

 

 

ATO I

 

Cortinas Fechadas

 

NARRADOR

 

             Era uma vez um burro que durante muitos anos tinha transportado sem descanso sacos de farinha para o moinho de seu dono. Agora, no entanto, estava cansado, tão cansado que já não conseguia fazer o trabalho. O dono pensou então em livrar-se dele.

 

ATO II

 

                       Cortinas se abrem.  O palco está dividido com dois cenários: 

 

1:  Um local no campo com uma moenda de trigo. 

2:  Casa. É noite.  Há dois ladrões dentro dela, sentados ao redor de uma mesa cheia de comida, com lamparinas acesas.  Na lareira , um pouco de cinzas.  Diante da porta, um tapete fofinho.  No quintal, um pouco de palha de milho  amontoada.

 

CENA 1

 

Um burro está carregando um saco de farinha de trigo (saco de cor branca)

 

BURRO (reclamando da vida)

 

Ai ai oh vida marvada.  

 

 

NARRADOR

 

           Percebendo que o vento não estava a seu favor o burro foge e pôe-se a caminho da cidade alemã de Bremen, pensando poder entrar para a banda de música da cidade. Já caminhava havia algum tempo quando encontrou um cão de caça estendido no chão.

 

ATO III

 

CENA 2

 

Um cão estendido no chão, com cara de desolado e triste.

 

BURRO

 

Cãozinho, por que motivo é que estás assim?

 

CÃO

 

Ah! ―, é que estou velho e cada dia sinto menos forças. Como já não sirvo para caçar, o meu dono quis matar-me. Por isso fugi, mas agora como é que eu vou ganhar a vida?

 

BURRO

Olha,  eu vou para a cidade de Bremen, no norte da Alemanha, onde penso entrar na banda de música. Venha comigo e tentarei que entre também. Eu tocarei alaúde e você tambor.

NARRADOR

 

O cão achou boa a ideia e continuaram juntos. Um pouco mais longe encontraram um gato com cara de enterro.

 

BURRO

 

Gatinho, por que é que você está assim tão triste ??

 

GATO

 

E como ficaria feliz sabendo que a minha  vida está por um fio?  Estou ficando velho e, como prefiro ficar deitado ao pé da lareira e ronronar a caçar ratos, a minha dona tentou afogar-me. Escapei a tempo, mas agora, o que vai ser de mim?

 

 

BURRO

 

Venha conosco para Bremen. Você até manja de serenatas, portanto poderá integrar a banda de música da cidade.

 

 

NARRADOR

 

O gato achou boa a ideia e lá foi com eles. Daí a pouco os três fugitivos passaram por uma chácara. Sobre a cancela, um galo cantava a plenos pulmões

 

BURRO

 

Ei! Você tá querendo estourar nossos tímpanos ????

 

GALO

 

Para hoje, anuncio bom tempo. Mas como amanhã é domingo e haverá convidados, a dona da casa, uma mulher sem coração, mandou a cozinheira matar-me. Por isso estou cantando com tanta força tenho e tenciono continuar enquanto puder.

 

 

 

BURRO

 

Venha aqui, Crista Vermelha, acho melhor que venha conosco. Nós vamos para Bremen, o que sempre é melhor do que ir parar numa panela. Você tem uma bela voz e, todos juntos, vamos dedicar-nos à música.

 

 

 

NARRADOR

 

A proposta agradou ao galo e lá foram os quatro rumo a Bremen. Mas, como a cidade de Bremen ficava longe, à noite entraram numa floresta onde decidiram passar a noite. O burro e o cão deitaram-se debaixo de uma grande árvore. O gato instalou-se nos ramos mais baixos. Mas o galo, por uma questão de segurança, preferiu empoleirar-se o mais alto possível. Antes de adormecer, olhou em todas as direções e viu ao longe uma luz. Chamou os companheiros e disse-lhes que não muito longe dali devia haver uma casa porque se via luz. O burro sugeriu:

 

 

BURRO

 

Seria melhor levantarmo-nos e continuarmos o nosso caminho, porque aqui não estamos muito bem instalados.

 

NARRADOR

 

Por seu lado, o cão declarou que um par de ossos com um pedacinho de carne não seria nada mal. Por isso o burro, o cão, o gato e o galo encaminharam-se para a luz que viam aumentar cada vez mais e, por fim, chegaram a um antro de ladrões que estava todo iluminado. O burro, que era o mais alto, aproximou-se da janela e espreitou lá para dentro.

 

CÃO

 

O que é que você está vendo, seu Zureiudo ?

 

BURRO

 

O que estou vendo? Estou vendo uma mesa coberta de coisas boas, apetitosas e dois ladrões sentados à volta dela, todos satisfeitos.

 

GALO

 

Oh! De uma mesa assim é que nós precisávamos!

 

BURRO

 

É verdade!   HHmmmm  Se fôssemos nós à volta da mesa!

 

NARRADOR

 

Então os quatro animais puseram-se a pensar na maneira de expulsar os ladrões. Finalmente descobriram-na: o burro poria as patas dianteiras no rebordo da janela, o cão saltava-lhe às costas, o gato trepava em cima do cão e, por fim, o galo voaria para cima da cabeça do gato.

 

 

CENA 4

 

Os quatro animais entram em cena e fazem a maior algazarra.

( O burro  zurrava, o cão a ladrava, o gato miava e o galo cantava. Depois entraram pela janela, num grande estrondo de vidros) .

 

NARRADOR

 

Ao ouvirem esta barulheira tremenda, os ladrões levantaram-se de um salto e, pensando que fosse um fantasma ou polícia que tinha acabado de entrar, fugiram apavorados. Os quatro amigos sentaram-se à mesa e devoraram tudo, como se já não comessem há semanas.

Quando acabaram, os quatro pretensos  músicos foram à procura de um bom lugar para dormir, cada qual segundo as suas preferências: o burro deitou-se no pátio em cima da palha, o cão em frente da porta, o gato em cima das cinzas ainda quentes da lareira e o galo empoleirou-se numa trave.
Por volta da meia-noite, os ladrões viram que já não havia luzes. Tudo parecia calmo e, por isso, o chefe deles mandou o número 02 ir ver o que se passava dentro de casa.

O homem encontrou tudo em silêncio. Foi à cozinha para acender a luz mas,  achando que os olhos brilhantes do gato seriam brasas ainda acesas, aproximou deles um fósforo para avivar a luz. O gato não gostou nada da brincadeira. Saltou-lhe na cara, guinchando e arranhando. O ladrão tomou um grande susto e correu para a porta, para fugir. O cão, que estava lá deitado, ao ver-se pisado na cauda, saltou e mordeu-lhe numa perna. Ao passar pelo pátio, o burro deu‑lhe um par de coices, e o galo, que tinha acordado com toda esta confusão cantou do alto do seu poleiro:

 

GALO


― Qui-qui-ri-qui-qui !

 

NARRADOR

 

O ladrão pôs-se a correr e fugiu.  Foi ter com o chefe e explicou-lhe:

 

LADRÃO 02 falando ao chefe (LADRÃO nº 01)


Lá no esconderijo existe uma horrível bruxa que me cuspiu na cara e me arranhou a cara com quanta força tinha. Diante da porta há um homem que me deu uma facada na perna. No pátio um monstro encheu-me de pauladas e, lá de cima, do telhado, um juiz gritou: “Tragam-no aqui!”.  Só consegui fugir por um verdadeiro milagre...!!.

 

NARRADOR

 

Nunca mais os ladrões se atreveram a voltar àquela casa. Pelo contrário, os quatro músicos sentiram-se lá tão bem instalados que nunca mais de lá quiseram sair, nem ir a Bremen.

 

FIM

 
Versão para Impressão     



 Envie seu comentário abaixo
Nome: 
E-mail: 
Comentário: 
 Código de validação: 
71017
 
  FÁBULAS
CONTOS
CONTOS de FADAS
ARTIGOS
CRÔNICAS
  LENDAS
FOLCLORE
PARLENDA
TRAVA-LÍNGUAS
1001 PERGUNTAS
DiTADOS POPULARES
CHARADAS
PIADAS
MITOLOGIA GRECO-ROMANA
POESIAS
RELIGIÃO
BIOGRAFIAS
PARTITURAS
CANTINHO DO ALUNO
LOGIN / LOGOUT