OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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A AVAREZA
SERÁ QUE EU SOU AVARENTO?   UNHA-DE-FOME ?
“O avarento gasta mais no dia de sua morte do que em dez anos de vida, e seu herdeiro gasta mais em dez meses, do que o avarento em sua vida inteira.”   -  La Bruyère.
 
Esta é uma homenagem a um grande amigo meu (se você pensou em fulano ou sicrano é porque você é maldoso/a).
Eis aqui algumas atitudes que denunciam que você é murrinha, John Scrooge:
  1. Pedir para o amigo dois reais e dar gorjeta ou esmola, fazendo vênia com chapéu alheio;
  2. Ir religiosamente todo dia ao banco e, naquele altar, verificar o saldo de sua conta corrente;
  3. Pagar com cheque de cinco reais somente para protelar um determinado pagamento;
  4. No restaurante, dizer que não está com fome somente para não por a mão no bolso;
  5. Pedir para o cobrador de ônibus deixar passar dois na catraca;
  6. Fazer uma volta quilométrica em estrada de chão, esburacada, somente para não pagar pedágio;
  7. Pedir dinheiro emprestado para aplicar na Bolsa de Valores, levar um tombo e depois, com cara-de-pau, não ter como pagar o prejú;
  8. Abrir o tubo de pasta de dente pra aproveitar o que sobrou;
  9. Guardar sobra de sabonete para depois fazer uma bola só;
  10. Usar uma cueca ou bermuda dias a fio somente para não gastar sabão, e guardar as novas;
  11. Na hora do rango, brigar com a patroa por causa da mistura;
  12. Deixar crescer a barba e o cabelo somente para não gastar com barbeiro ou lâmina de barbear;
  13. Dar presente de 1,99 pra filha - rsrsrs
    Porém, esquivar-se e dizer que não tem dinheiro é atitude muito simplista.
A AVAREZA  "A inimiga pública número 1 de nossas almas".
 
Avareza: (ê) s. f.1. Apego demasiado e sórdido ao dinheiro. 2. Mesquinhez, sovinice. 3. Ciúme.
Jesus Cristo diz, em Lc 12.15:
" (...)  Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui."
 
E o apóstolo Paulo:
" (...)  o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores."  I Tm 6.10
       
"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus."  1 Coríntios 6:9-10
 
         E acrescento: chupim, egoísta, folgado, espaçoso, sovina, unha-de-fome, aproveitador, 0800, mão-de-vaca, mão-fechada, somítico, pão-duro. ... e por aí vai. E dá-lhe adjetivos.
       
         Imortalizado com a figura ambígua de Harpagon, na comédia de Molière, ou como o personagem de Charles Dickens, o avaro Ebenezer Scrooge, a avareza, tema antigo, vem sempre à baila, seja na literatura, na televisão ou no teatro. Tal qual uma ave de rapina, que com as suas grandes garras e olhar aquilino está sempre em busca de uma presa, assim é o personagem de Charles Dickens – unhas grandes, olho maior ainda, como sempre a querer mais sem nunca conseguir possuir de fato. Atualmente a avareza pode ser lida e vista de diversas formas, dependendo o grau de inserção da pessoa na sociedade e cultura de cada povo, e observada por diversos ângulos, por prismas dantes nunca imaginados pela ciência. Tanto pode ser uma doença da alma, do coração, quanto da personalidade, e da formação, mas é sempre uma paixão do sovina, do unha-de-fome, do mão-de-vaca, mão-fechada, somítico, do pão-duro que reflete um apego excessivo ao vil metal e faz do dinheiro o seu deus. É uma paixão, é um desamor, seja pelo apego desenfreado à prata, de obter vantagem em tudo, seja pela mania obsessiva de entesourar, atropelando, nesse afã e paixão tresloucadas, parentes, família, religião, filosofia, ética, gerando relações e confusões assimétricas que afastam os que lhe são mais caros de um contato caloroso e do convívio familiar. No apego a bens materiais e ao dinheiro, o ordinário arranha a relação com os filhos, deteriora e contamina a todos que o rodeiam. Mas, num cômputo geral, o ordinário tem apenas como rendimento de sua sovinice: relações arranhadas com os filhos, distanciamento de todos que o rodeiam, sensação de mal-estar onde chega etc. 
         Por outro prisma, formulações teóricas, legais, políticas, filosóficas ou religiosas que tentassem enfocar e traçar o problema dando-lhe contornos éticos, morais, clínicos ou algo parecido talvez resultasse redundante e caísse na vala comum, num moralismo vazio pois, dependendo da ótica de quem analisa, não é fácil mensurar a questão. A um leitor menos desavisado seria o caso de condenar moralmente, de forma direta, sem antes estudar o caso de uma forma clínica e então partir para uma terapia intensiva, a terapia do amor. Mas, no tocante aos problemas mais crônicos do coração, o deus dinheiro (leia-se Judas Iscariotes) nem mesmo Jesus Cristo conseguiu unanimidade....   É uma luta inglória e oncológica tentar desarraigar esse mal.
Presentes, Avareza, Esquecimento, Ingratidão 
Gn 2: 1-7.
1 - E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do SENHOR um varão.
2 - E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3 - E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.
4 - E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.
5 - Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.
6 - E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?
7 - Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.
 
MT 2:6, 9 , 11
 
9 - E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
10 - E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito com grande júbilo.
11 - E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.
 
 
CL 3 6 a 15
5- Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria;
6 - pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência;
7 - nas quais também, em outro tempo, andastes, quando vivíeis nelas.
8 - Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.
9 - Não mintais uns aos outros pois que já vos despistes do velho homem com os seus defeitos;
10 - e vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;
11 - onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos.
12 - Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,
13 - suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
14 - E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.
15 - E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
 
       Todo mundo gosta de receber presentes, ou uma oferta, como uma demonstração de afeto, carinho, reconhecimento.      A decepção e o desencanto porém com os amigos que nos rodeiam, com os familiares com os quais fomos criados, familiares e pessoas do convívio cotidiano parece estar cada vez maior e tocando cada vez mais o sentimento dos envolvidos nestes relacionamentos. A expectativa que depositamos nos pequenos atos que realizamos, desinteressadamente, para os outros, visando reconhecimento de quem os recebe corta pela raiz a nossa expectativa de obter atenção está nos frustrando e, por que não dizer, nos mortificando...   Isso tem nome: É a ingratidão ! Egoísmo ! É o amor pelo dinheiro, o deus deste século !
       O valor que damos a, por exemplo, uma data de aniversário, para certas atitudes, também podem definir o tamanho de nossa dor ou de nossa satisfação.   Mas o esquecimento ou o pouco caso ou a ingratidão não consegue ser medido no coração de alguém que é esquecido numa data que mais lhe é querida – o aniversário. Um presente autêntico e do coração não carece ser mendigado, implorado. Não ! É espontâneo e brota do coração ! Não é como o presente de Caim, um presente podre, de pobre, de pobre não, de mendigo, aliás, mendigo não, avarento mesmo, chorado e sem valor. Tem que presentear as pessoas queridas com o que há de melhor, então sim será um presente. O resto é o que sobeja, não é nem esmola, pois mesmo esta tem o seu valor.
 
     “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. 2 - Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta (propaganda) diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. “ MT 6: 1-2
 
            Essa noite tive um sonho – as pombinhas, recém-saídas do ninho, lançavam-se ao espaço sem a ajuda de seus pais. Nesse lançar-se ao espaço a descida era vertiginosa, fantástica, mas, logo batiam asas e ascendiam, firmando-se no espaço aéreo. De igual forma nossos rebentos, ao egressarem da faculdade, lançam-se, trôpegos, ao assim chamado “mercado de trabalho” (nunca gostei dessa expressão “mercado de trabalho”; até parece que somos mercadorias expostas em balcão!). Não mais precisam retornar ao ninho, pois esse retorno significaria retorno à dependência, não um amadurecimento, mas sim um apodrecimento. De igual forma os filhos que se formam e continuam a freqüentar o lar e não têm coragem de lançar-se por si sós à vida, ao desafio, muito embora ainda tenham a supervisão dos pais e amigos no fator recursos financeiros por um breve período de tempo.... Não há que ter medo. 
             Ocorre que, se você aprende a cantar e quer cantar, logicamente, você quer fazer isso e apresentar-se diante de uma platéia, quer ter ouvidos ao seu redor e ecos às suas músicas; se você aprende algo quer ensinar isso e repassar a alguém, se aprende um idioma quer ensiná-lo a outrem, pois, caso negativo a vida não tem razão de ser nem o seu aprendizado terá um sentido lógico. Não se aprende para ser enterrado junto ao túmulo; o que faz com que eu esteja aqui “perdendo tempo” e quebrando a cabeça ? Resposta: O desafio. O desafiar a si mesmo.
 
 Está escrito:
 
Lc 12: 15-21
 
“...Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos seus bens que ele possui.
16 – E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: a fazenda de um homem rico produziu com abundância.
17 – E arrazoava (se gabava) consigo mesmo, dizendo: Que farei ? pois não tenho mais onde recolher os meus frutos (colocar o meu gado) ?
18 – E disse: Farei isto: Destruirei os meus celeiros (grifo meu - egoísmo), reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens .
19 – Então direi à minha alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come e bebe, e regala-te.
20 – Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será ?
21 – Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus”.
 
       Há avarentos pra todos os gostos - avaros de dinheiro, avaros de sorrisos, avaros de gratidão, avaros de carinhos...
     
        Há quem compreenda a dimensão espiritual do dinheiro transformando suas riquezas em possibilidades de gerar prosperidade através de empregos ou outras atividades, outros há que assim não o compreendem, tornando-o senhor de suas vidas, comportamento nocivo que não deve ser cultivado.
      É consenso comum: Quanto mais nos apegamos às moedas mais elas pesam em nossos bolsos, e em nossa consciência, e nos afastam de nossos amigos, e de nossos parentes, e de nossos entes queridos, gerando relações assimétricas de difícil enlace. O avarento é escravo do dinheiro e nunca consegue suprir a sensação de carência, sua insatisfação é inconstante, é como o guloso que come com ansiedade, com sofreguidão, como se o mundo fosse acabar ontem. É como o guloso que come pelos bugalhos. O avarento é diferente do homem parcimonioso, o avaro esconde-se sempre sob a couraça e o pretexto de estar sendo econômico. O parcimonioso e cauteloso porém tem a sua saúde financeira e corporal já garantida; aquele não, tem-na mas se aferra anda mais ao vil metal.   O lema de quem comete a avareza é: "Quanto mais tenho, mais quero".  E “o que é teu é meu, o que é meu não é teu”.
  
Porém, se uma pessoa:

1 - Quer ganhar dinheiro: é ganancioso.
2 - Se o guarda: é um avarento.
3 - Se o gasta: é um valdevinos.
4 - Se não o arranja: é um inútil
5 - Se não tenta arranjá-lo: é um imbecil.
6 - Se o arranjar sem trabalhar: é um parasita.
7 - Se o tem depois de uma vida inteira de trabalho: é um idiota que não soube gozar a vida...
 
Por outro lado:

Se uma pessoa:

1 - Quer ganhar dinheiro: é ganancioso.
2 - Se o guarda: é um avarento.
3 - Se o gasta: é um valdevinos.
4 - Se não o arranja: é um inútil
5 - Se não tenta arranjá-lo: é um imbecil.
6 - Se o arranjar sem trabalhar: é um parasita.
7 - Se o tem depois de uma vida inteira de trabalho: é um idiota que não soube gozar a vida...

Se você acha que:

1 - O dinheiro é a raiz de todos o males;
2 - O dinheiro não traz a felicidade.

Faça duas coisas:

1 - Não tenha mal nenhum em suas mãos;
2 - Não estrague a sua busca pela felicidade, deposite seu dinheiro em minha conta... é só me pedir por e-mail que te indico o número da conta e outros dados...
 
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