OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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 Essa história se passou em Nilópolis - RJ, na década de 1940 -*- Meus avós haviam se mudado para essa Cidade na época em que tudo aqui era mato, muito diferente de hoje, uma vez que temos 100% de saneamento básico e 100 % de asfaltamento e somos a cidade com a maior densidade demográfica do Brasil. Meus avós, aqui chegaram com uma família de 08 filhos (tiveram 14 no total) para morar em uma pequena casa, enquanto ao lado construíam um sobrado para abrigar a grande família. Aqui na região, havia muita caça e meus avós tinham bons cães que davam conta do recado. Quando uma das cadelas deu cria pela primeira vez, os filhotes da mesma foram aparecendo mortos por dilaceramento. Toda a prole foi morta e meu avô acreditava que por falta de experiência da fêmea, devida a ser primeira vez que ela dava cria, por falta de experiência,   ela acabava matando seus rebentos. Outra cadela também teve cria e o resultado foi o mesmo e outra e outra. Minha falecida avó (Maria Ignez de Andrade) às vezes ficava sem sono e passava as noites em claro, e percebia a briga dos cães com algum animal, porém ela tinha medo de falar com meu avô, vez que ele era um daqueles Nordestinos "cabra macho" que não se amedrontava com qualquer piozinho de coruja, assim, minha avô sabia que ele iria enfrentar o que quer que fosse que estava matando seus animais (o nome do meu falecido avô era Hygino de Andrade Santos, ele era de Aracajú - Sergipe) meus tios e minha mãe, crianças a época, também ouviam as brigas dos animais, mais a minha avó os proibia de falar o acontecido ao meu avô. Meu saudoso avô, tinha o sono pesado, vez que acordava ainda na madrugada e caminhava cerca de 50 minutos para outra cidade onde desde a década de 1940 eles tinham uma vacaria, lá após ordenhar as vacas ele entregava o leite para a sua freguesia e em seguida enfrentava um trem para chegar ao Centro do Rio onde ele era proprietário de uma serralheria (meu avô, em sua pequena empresa, fez a armação de ferro de um dos braços da estátua do Cristo Redentor, não lembro qual dos dois braços). O velho chegava em casa muito tarde e era aquela mesma rotina, dormir tarde e acordar cedo, daí vinha o sono pesado de meu avô. Quando mais uma cadela teve filhotes, novamente a série de ataques voltou a acontecer, porém dessa feita, minha avó que ouvia a briga dos animais, armou-se de coragem e relatou o ocorrido a meu avô. Naquele dia, antes de dormir, pedindo que fosse acordado na hora dos acontecimentos, meu avô guardou um chucho embaixo da cama ( chucho é uma espécie de lança de madeira com ponta de ferro, usada para tanger, ou "chuchar" o gado, como falamos por aqui). Foi meu próprio avô quem o fez e até hoje eu o tenho guardado em minha casa. Meu avô removeu a cadela e seus filhotes para um pequeno abrigo logo abaixo da janela de seu quarto. A fera estava com suas horas contadas, ela iria conhecer a a fúria do braço forte de meu avô. Naquele dia a "casa" não dormiu, todos ficaram acordados, menos meu avô. Quando o ataque começou foi aquele alvoroço e meu avô acabou acordando e quando foi lançar mão do chucho não o encontrou poís minha avó havia escondido o mesmo, vez que tinha medo do que poderia acontecer. Meu avô então lançou mão de uma barra de ferro que era usada como "tranca" da porta, em seguida abriu sua janela e viu embaixo da mesma uma espécie de cachorro preto que sem se preoucupar com o ataque da cadela e dos demais cães, investia em cima dos filhotes. O animal estava tão interessado em pegar os filhotes, que não percebeu o meu avô, que deu um forte golpe seguido de vários outros, que pareciam não incomodar o animal. Em dado momento o bicho olhou para meu avô, que sempre dizia que foi a coisa mais feia que ele já viu, meio porco, meio cachorro, meio gente. Então o velho Gyno começou a golpear com a barra de ferro diretamente na fuça do animal. O bicho sem emitir qualquer som, fugiu do local arrebentando no peito uma cerca de arame farpado. Meu avô pulou a janela e junto com a "cachorrada" correu atrás do bicho que se perdeu na noite. Na manhã seguinte, um senhor que era vigia noturno de um colégio que estava sendo construído (Escola Municipal Maria da Conceição Cardoso), foi encontrado em estado lastimável, todo arrebentado, com graves lesões na cabeça e nas costas, disse ele que ladrões tentaram roubar material de construção na obra e ele sofreu o ataque ao impedi-los (como se fosse comum acontecer isso naquela época). Quando foram procurar socorro para o moribundo, ele foi carregado em um carrinho de mão. Dizem que ele lançou um olhar firme em direção a casa de meus avós quando passou em frente a ela. Esse senhor, não resistindo as lesões, veio a falecer. Dizem que ele virava lobisomem. Contam ainda que ele e outros dois irmãos eram filhos muitos ruins, que batiam na mãe por causa de dinheiro. Falam que de certa feita, a mãe deles havia dito que amaldiçoava o leite que eles haviam tomado dos seios dela. Um perdeu um braço caindo do trem, outro tomou uma surra tão grande da chamada "Policía de Vigilância", que acabou ficando doente mental, dependendo de todo mundo e o outro, ao que tudo indica, sofreu a sina de virar bicho. Hoje passados mais de 70 anos, várias pessoas da minha família que ainda moram no mesmo local, dizem que de vez enquando vêem por lá o vulto de um grande cachorro preto. Eu tenho guardado comigo o tal "chucho" que ganhou  fama sem ter participado da história. Espero que ele dure mais 70 anos, e mais... e mais... e mais... Para manter viva a época em que a noite trazia apenas o medo de lobisomens, mulas sem cabeça, saçis e outras criaturas e assombrações. Puxa, como eles eram felizes ! **** (obs. tenho medo de lobisomem e acho que guardo o "chucho" para me defender se um dia tal criatura aparecer por aqui). Tal fato ficou famoso na época e os antigos moradores ainda lembram. Minha família mora até hoje no local do ocorrido. 
 
 
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