OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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O FIM DO  MUNDO  

 SUMÁRIO

O FIM DO MUNDO

QUANDO E COMO SERÁ O FIM DO MUNDO? Siga aqui os passos.

Introdução

01 - ISRAEL, O RELÓGIO DE DEUS

02 – O ARREBATAMENTO DA IGREJA

03 - A GRANDE TRIBULAÇÃO

04 – O ANTICRISTO

4.1 - A PRIMEIRA FASE

4.2 - A SEGUNDA FASE

4.3 - AS DUAS TESTEMUNHAS

4.4 - AS DUAS BESTAS E O FALSO PROFETA

05 - A BATALHA DO ARMAGEDON

O QUE SIGNIFICA "ARMAGEDOM"?

06 - A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

 6.1 - A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO

6.2 - O TRIBUNAL DE CRISTO

 6.3 – AS BODAS DO CORDEIRO

 6.4 – O JULGAMENTO DAS NAÇÕES

07 - O MILÊNIO

 7.1 – A SEGUNDA RESSURREIÇÃO

 7.2 – O GRANDE TRONO BRANCO

08 - O JUÍZO FINAL

09 - A NOVA JERUSALÉM

10 - CONCLUSÃO

10 - Considerações Finais

QUANDO E COMO SERÁ O FIM DO MUNDO? 

Siga aqui os passos.

"E estando Jesus assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a Ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”  Mt 24.3.  

      Muito se falado nos últimos anos sobre o fim do mundo. No tocante ao dia, hora, mês e ano, não há sinais evidentes na Bíblia de quando e como isso ocorrerá, pois o dia exato não está embutido secretamente nas Escrituras Sagradas, nem em escritos tidos como sagrados de qualquer povo, mas o livro do Apocalipse (Revelação) nos dá sinais dos tempos. Jesus Cristo, porém, expressamente disse:

 "Quanto ao dia e a hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai”. Mt 24.36.

No entanto, apesar disso, deixou-nos alguns sinais e evidências acerca dos últimos dias, eventos que antecederão a sua segunda vinda.

 INTRODUÇÃO

    ESCATOLOGIA -  S.f. Estudo e tratado acerca dos fatos e acontecimentos que a humanidade presenciará no últimos dias, antes do fim do mundo. Assim, escatologia é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos acontecimentos da história da humanidade ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como fim do mundo; é a ciência que estuda os acontecimentos espirituais e últimos fatos que ainda estão por vir, por meio do estudo da Palavra de Deus -  a Bíblia.  
O estudo que ora iniciamos se propõe a estabelecer uma posição escatológica com embasamento na Bíblia, a Palavra de Deus, esquadrinhando as profecias e correlacionando-as às ocorrências atuais da forma mais clara e objetiva possível para que você, servo de Deus, as entenda e não fique mais em dúvidas. Os cristãos e crentes autênticos devem ter clara noção acerca das profecias bíblicas e das Escrituras Sagradas, o que é de suma importância para o real entendimento de várias doutrinas, como por exemplo, a que nos dá a eterna salvação proporcionada pela fé no sacrifício do sangue do Cordeiro, Jesus Cristo, o Filho de Deus, Nosso Salvador.

     Se alguém tiver a curiosidade em prosseguir na leitura dessas linhas, convém que abra o coração, pois mister, primeiramente, é crer que a Bíblia é a Palavra de Deus, que Jesus Cristo é o Messias, e que Deus Pai O enviou à Terra para salvação de todo aquele que n'Ele crê como seu unigênito Filho.  Portanto, se Jesus Cristo disse que o inferno e Satanás existtem, eu creio no que Ele disse, pois Ele é a Palavra, Ele é o Verbo, e sem Ele nada do que foi feito se fez.    

Prosseguindo: Mateus 24

1 - "Jesus Cristo saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discípulos aproximaram-se dele para lhe mostrar as construções do templo”;

2 - Vocês estão vendo tudo isto?, Perguntou ele. "Eu garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas".

3 - Tendo Jesus Cristo se no monte das Oliveira, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual sou o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?

4 – Jesus Cristo disse: Acautelai-vos, que ninguém vos engane.

5 – Pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Eu sou o Cristo!' e enganarão a muitos.

6 - Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim.

7 – Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares.

8 - Tudo isso será o início das dores e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa.

10 - Naquele tempo, muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros,

11 – e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos.

12 - Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará,

13 – mas aquele que perseverar até o fim será salvo.

14 - E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

...

36 - “Quanto ao dia e a hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai”.

 X-X-X-X-X

Sobre a dispensação da Graça para todos.

     O dispensacionalismo apesar de não estar claramente delineado na Palavra de Deus, nem estar claramente escrito ipsis litteris, é, já há algum tempo, um modelo que  ajuda ao crente entender o propósito de Deus para com a humanidade, e este conhecimento é de fundamental importância para a vida espiritual dos cristãos. Por outro lado, o dispensacionalismo também nos ajuda na exposição de uma posição escatológica, de modo a que se torne mais facilmente compreendida.

     Não devemos, contudo, tomar o dispensacionalismo por base doutrinária, mas, como de fato o é, por ajudar a uma melhor compreensão do propósito divino. Precisamos ter em mente a revelação progressiva de Deus aos homens e é mister ver com clareza a verdade bíblica de que a salvação é pela graça, por meio da fé no Redentor que nos foi prometido desde Gênesis 3.15, e que veio em Jesus Cristo, e que isto nunca mudou!

     Tendo o quadro acima em mente, vamos fazer então uma análise das profecias bíblicas, com especial ênfase aos destinos da Igreja de Cristo na Terra.

A Primeira Vinda de Cristo – Já ocorreu; isso é fato e as Escrituras no-lo atestam. Jesus Cristo veio a primeira vez, como servo, para servir; mas virá segunda vez, para reinar. Eis os passos:

01 - ISRAEL, O RELÓGIO DE DEUS.

 

POR QUÊ ISRAEL?

Visto que a questão versa sobre o tempo e as estações, olhemos para o relógio de Deus, para a figueira mencionada por Jesus Cristo, que é Israel:

"Aprendei agora esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar." Mt 24:32- 35.

      Por volta de 5.800 a.C., quando Deus chamou Abraão de sua terra natal, Ur dos Caldeus, (onde hoje está situado o Iraque) com o intuito de separar um povo que O seguisse e praticasse os Seus ensinamentos, a descendência de Abraão, Israel foi a nação escolhida para tal. Séculos depois, com a vinda do Messias, Jesus Cristo, nascido em Belém e criado em Nazaré, os judeus (seus irmãos) não O aceitaram como sendo o Emanuel prometido por Deus pelas profecias bíblicas, pois tinham a visão estereotipada de que este deveria ser um grande príncipe, habilidoso em guerras de forma a libertar Israel do então todo-poderoso império romano, além do que achavam que o Cristo nasceria da linhagem de um Sumo Sacerdote daquela época. Mas Deus ao enviar o seu próprio Filho ao mundo, o qual nasceu na forma humana, de uma virgem, quis mostrar aos homens conceitos primordiais tais como: a humildade, a simplicidade, o verdadeiro amor a Deus e ao próximo, e foi isso que Jesus Cristo ensinou aos homens, dando exemplos sobre o perdão, a não guardar mágoas e rancores, tratando até mesmo os inimigos com amor, ao invés de seguir preceitos religiosos falhos, leis falíveis e doutrinas humanas, que os fariseus impunham sobre as pessoas daquela época.

     Jesus Cristo deu início ao período da era do Evangelho da Graça, Evangelho da Salvação, ao morrer na cruz pelos pecados da humanidade, e a salvação eterna foi estendida a todos os povos da face da terra (gentios), não sendo apenas um privilégio do povo judeu, pois todos os que aceitassem a Cristo como Senhor e salvador pessoal de suas vidas teriam a eternidade assegurada ao lado de Deus.

     Essa era do Evangelho da persiste até os dias de hoje, sendo que terminará no momento em que Deus iniciar o Seu julgamento sobre a humanidade, a qual virou-lhe as costas, achando-se auto-suficiente e descrente do próprio Criador e de seu Cristo; homens completamente egoístas, buscando apenas seus próprios interesses sem se importar com o próximo e com o Criador dos céus e da terra. Esse julgamento acontecerá na Grande Tribulação, um período de 7 anos pelos quais o mundo passará, ao aceitar o anticristo como governante mundial. Nesse período haverá guerras, fomes, tragédias da natureza nunca vistas antes, morrendo 2/3 da população mundial.

     Mas quando terá início esse período tão terrível?

Ora, Jesus Cristo disse que deveríamos olhar para a figueira. Mas que figueira?  Brevemente eclodirá a 3ª guerra mundial, a invasão liderada provavelmente pela Rússia e China já terá acontecido, conforme a profecia de Ezequiel capítulos 38 e 39, e o santuário, mencionado nesse mesmo Livro já terá sido construído, conforme a profecia de Ezequiel - Mesquita Domo da Rocha, ou Mesquita de Omar, situada no Monte do Templo (Moriah) na Jerusalém Oriental, com sua cúpula dourada, que é um dos sítios mais sagrados do Islamismo. O dia e a hora, porém, não sabemos, mas as profecias nos dão sinais de quando ocorrerá e, estudando tais profecias saberemos a proximidade desses eventos que precederão o arrebatamento e a Grande Tribulação. Esses sinais estão diretamente ligados a Israel, o relógio de Deus. Na metade desse período de 7 anos esse nefasto personagem irá romper a aliança com os judeus, perseguindo-os e tentará destruí-los, com uma fúria muito pior que a de Hitler, pois nessa época já terá o controle do mundo em suas mãos. Mas no final dos tempos Jesus Cristo voltará para reinar em Jerusalém, destronando o anticristo que estará reinando naquela cidade como se fora o Cristo.

     Para entendermos mais sobre esse período vamos analisar a parábola da figueira, na qual Jesus Cristo deixou muitos sinais do que aconteceria no final dos tempos.

     A Parábola da Figueira:

     Os ponteiros do relógio estão a se sobrepor à meia-noite, conforme na parábola das dez virgens, escrita em Mateus 25. Vemos ultimamente que apesar da evolução tecnológica pela qual passamos, a sociedade atravessa um período muito difícil, originado por muitos problemas, tais como a violência nas grandes cidades, desemprego, crise econômica, mudança de valores, falta de respeito pelo semelhante, ganância, corrupção em todos os níveis, fome que tende a aumentar devido à produção de alimentos não acompanhar o crescimento populacional, falta de água em diversas regiões do planeta, atentados terroristas, guerras e alterações na natureza.

      Esse período singular da história já estava descrito na Bíblia, assim como nas profecias sobre o final dos tempos, sendo que Jesus Cristo nos deixou o ensinamento sobre as coisas que aconteceriam no final e de que Deus estaria criando novos céus e nova terra para os seus filhos, aqueles que aceitassem a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador pelo seu sacrifício ao ter morrido na cruz pelos nossos pecados.

     O interesse pelo assunto tem aumentado, principalmente na virada do século, e depois do ocorrido em 11 de setembro de 2001. Muitos religiosos chegaram a marcar datas para o final do mundo e para a volta de Cristo, porém não aconteceu nada nas datas previstas por eles, pois não se basearam na Palavra de Deus, mas sim em suas meras expectativas. Apelaram até para calendário maia, conjunção e configuração planetária. Ora, convenhamos, não há um tempo cronológico, tempo tal qual o concebemos como meros mortais,  para esses acontecimentos, pois um dia para Deus e como um dia, e um dia como um segundo. O dia e a hora ninguém sabe (Mateus 24:36), mas Deus nos deixou saber da proximidade deste evento, através da parábola da figueira, a fim de estarmos orando e vigiando para não sermos apanhados de surpresa. Muitos cristãos acham que para a vinda de Cristo ocorrer, o evangelho terá de ser pregado a todas as pessoas em todos os países do mundo, para que então Jesus Cristo possa vir, porque se baseiam neste versículo de Mateus 24:14:

"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, então virá o fim."

      Essas pessoas interpretam de maneira incorreta o que está escrito, pois Jesus Cristo estava se referindo literalmente ao final do mundo e não ao período anterior à Grande Tribulação e ao Arrebatamento, basta somente imaginarmos a evangelização da China, da Índia e dos países muçulmanos onde vivem bilhões de pessoas que nunca ouviram falar do evangelho e em muitos lugares quem ousar pregar recebe como punição a pena de morte.

     O Evangelho do reino foi pregado por Jesus Cristo quando esteve aqui na Terra anunciando as boas novas, e após Sua morte e ressurreição, está sendo pregado o Evangelho da Graça, no qual todas as pessoas que aceitarem a Cristo como seu Senhor e Salvador serão salvas pela graça de Deus e do sacrifício de Cristo que derramou seu sangue inocente para a remissão dos nossos pecados.

     Após o arrebatamento da verdadeira Igreja, o Espírito Santo será retirado do mundo, e o Evangelho do reino será pregado por anjos, por aquelas pessoas  que conheciam o evangelho de Jesus Cristo, que eram até membros de igrejas, mas que não tiveram um compromisso sério com o Senhor e ficaram aqui na Terra não sendo arrebatadas. Eu suponho que as pessoas nesse período não verão os anjos, mas ouvirão vozes sobre a pregação do evangelho do reino, e muitos se converterão no período da grande tribulação e lavarão as suas vestes, sendo que a maioria será morta pelo anticristo, mas serão salvas e viverão eternamente com Cristo, conforme lemos:

"Depois destas coisas olhe li, e vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e perante o Cordeiro ( Jesus Cristo ), trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos. Clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. Todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoravam a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém. Então um dos anciãos me perguntou: Estes vestidos de branco, quem são eles, e de onde vieram? Respondi-lhe: Senhor, tu o sabes. Disse-me ele: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono estenderá o seu tabernáculo sobre eles. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede. Nem sol nem calor algum cairá sobre eles. Pois o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e os conduzirá ás fontes de águas da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima." Ap. 7: 9 – 17.

 

     Os próprios discípulos de Jesus Cristo, haviam Lhe perguntado quando isso aconteceria e Ele lhes explicou, por parábolas, sobre esse tempo, conforme lemos em todo o capítulo 24 de Mateus falando sobre os sinais que aconteceriam na grande tribulação que viria sobre o mundo. Jesus Cristo falava muito por parábolas e através da parábola da figueira Ele nos deu a proximidade do tempo em que todas as profecias teriam se cumprido para a sua volta:

"Aprendei agora esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar." Mt 24:32- 35.

 Vamos interpretar o significado dessa parábola:

    Uma parábola é uma forma geométrica que liga um ponto a outro, em forma de arco; uma parábola textual como figura de linguagem, não vai direto ao assunto. Jesus Cristo, ao falar sobre a figueira, estava se referindo ao renascimento e reflorescimento da nação de Israel, cujo símbolo é a figueira. Ao voltarmos na história, sabemos que Israel foi destruído no ano de 70 d.C. e os judeus que sobreviveram tornaram-se fugitivos na diáspora e se separaram, indo viver em várias regiões. Apesar de serem poucos e viverem separados, cada família preservou a sua cultura judaica, não se misturando ou aceitando o costume de outros povos, permanecendo assim por quase dois mil anos, até o final da Segunda Guerra mundial, sobrevivendo ao holocausto imposto por Hitler. Esse fato dos judeus sobreviverem por esse período tão longo da história dispersos pelo mundo com sua cultura preservada e após a guerra, serem restituídos ao seu antigo território para que pudessem retornar a terra de seus antepassados, é um grande milagre.

Isso aconteceu porque Deus tem um plano para os judeus.

     Os ramos da Figueira começaram a se renovar e as folhas a brotar  na primavera do dia 14 de maio de 1948, quando foi reconhecida a nação de Israel, pelo voto minerva do chanceler brasileiro Oswaldo Aranha; porém há pessoas que entendem que se refere à tomada de Jerusalém em 1967. O Vaticano e Igreja Católica não reconheceram o Estado de Israel. A profecia do vale dos ossos secos, no livro de Ezequiel, também nos diz muito espiritualmente. Mas a essência desta profecia foi justamente mostrar que o povo judeu retornaria dos países em que viviam para novamente formar sua nação.

     Desde que os judeus foram expulsos de Israel pelos romanos em 70 d.C, eles jamais regressaram como nação, senão no ano de 1948. Viveram essa diáspora por aproximadamente 1900 anos. O Estado de Israel foi oficialmente idealizado em 1895 depois que Theodor Herzl, jornalista judeu austro-húngaro, ao participar, em Paris, do Caso  Dreyfuss, escreveu e defendeu a criação do Estado Judeu, em seu livro O Estado Judeu; assim pode ser considerado fundador do moderno Sionismo político; também o cientista Chaim Weizmann, durante a Primeira Guerra Mundial, inventou uma tecnologia para se produzir pólvora rapidamente para a Inglaterra. Isto foi a chave para a Inglaterra vencer seus inimigos.

     Como gratidão a Chaim, os ingleses decidiram recompensá-lo com o que ele quisesse pedir. Porém, Chaim pediu aos ingleses para negociarem com os outros países vencedores da Primeira Guerra a volta dos judeus à região da Palestina. Foi então criado o primeiro tratado da criação do Estado de Israel, chamado de Declaração de Balfour, que se concluiu em 1948, quando então David bem Gurion, judeu nascido na Polônia em 1886, fundou oficialmente o país Israel em 14/05/1948, sendo seu primeiro ministro. Hoje, o aeroporto internacional de Tel Aviv leva o nome de Ben-Gurion.

     Verifiquemos com mais atenção os versículos 11 a 14, para concluirmos que foi exatamente o que aconteceu em 1948. O versículo 33 nos alerta para que quando virmos acontecer essas coisas (a figueira começar a brotar) saibamos que está próximo, às portas, o Reino de Deus; mais adiante, no versículo 34, Jesus Cristo disse que não passaria ESSA geração sem que TODAS aquelas coisas acontecessem. Ora, primeiramente precisamos saber quantos anos compõem uma geração. Vemos, por ocasião do nascimento de Jesus Cristo, em Mateus, que houve catorze gerações desde o cativeiro da Babilônia até o nascimento do Messias. Então, calculando, 600 anos divididos por catorze gerações perfaz 42,85 anos. Hoje, a longevidade média de uma pessoa está em torno de 70 anos.

     Em Mateus 23.36 Jesus Cristo disse aos escribas e fariseus que todas as coisas descritas nesse capítulo viriam sobre Jerusalém naquela geração. A destruição de Jerusalém e a dispersão dos judeus ocorreu no ano 70 D.C.(aquela geração havia começado a contar do nascimento de Jesus Cristo). Portanto uma geração equivale a setenta anos, hoje. Quando Jesus Cristo se referiu de "que não passaria essa geração", estava dizendo sobre a geração que teve início a partir da formação do Estado de Israel. Quando Jesus Cristo disse: "sem que todas essas coisas aconteçam", estava falando sobre a grande tribulação descrita no capítulo 24 de Mateus.

     Para quem gosta de cálculos e projeções, o planeta Terra no qual vivemos teve seu prazo determinado por Deus por volta do ano 2018 (levando-se em conta a data de 14 de maio de 1948), quando Jesus Cristo voltará para julgar as pessoas, incluindo os mortos desde os primórdios da civilização que serão ressuscitados para o julgamento onde receberão a sentença de castigo eterno no inferno ou para a vida eterna com Cristo no céu, dependendo da escolha que fizeram quando estavam aqui na Terra. Eis que o Semeador saiu a semear. Mas falta aparecer o oitavo rei mencionado no Apocalipse 17.10-11.  Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Mt 11.15

 02 - O ARREBATAMENTO DA IGREJA

 

Inacreditável! Fantástico! Apesar de não termos como precisar o momento (hora, dia, mês e ano) em que se dará a segunda vinda de Jesus Cristo (conf. Mateus 24.36), é possível que venhamos a reconhecer as indicações do "princípio de dores" e sinais que acontecerão imediatamente antes do arrebatamento:

"E Jesus Cristo, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores." (Mt 24:4-8 ACF)

 "Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado." (Lc 17:34-36 ACF)

"... o Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (I Ts 4:16-17 ACF)

 "Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão." (I Ts 5:4 ACF)

 

Assim, também Cristo, oferecendo-se uma única vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação". - Hb 9.28

 "E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos voarão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará" -.Dn 12.4

 "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterna" – Dn 12.2

 Como será o arrebatamento?

"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade." (I Cor 15:51-53 ACF)

      A presença da Igreja na Terra e a conseqüente ação do Espírito Santo têm impedido, nos dias de hoje, a plena manifestação do anticristo (2 Ts 2.6-7). Todavia, após o arrebatamento da Igreja, e diminuída a influência do Espírito Santo - tudo de conformidade com o plano de Deus -, a raça humana descerá a um nível de depravação jamais visto. Convém dizer que a iniqüidade vem crescendo assustadoramente em todo o mundo. A imaginação do homem é pródiga em descobrir novas fórmulas de se tornar mais indigno, mais impuro, imoral, cruel e depravado; haverá desprezo aos valores éticos e morais; violência sem limites; liberdade e perversão sexual; ocultismo, horóscopo, falta de amor. Ademais, o desaparecimento repentino de milhões de crentes salvos em Jesus Cristo, em face do arrebatamento, causará grande perplexidade e temor. Haverá uma desorganização geral em todos os níveis da atividade humana, além de gigantescos desastres e muitas mortes. Exemplos: muitas aeronaves ficarão sem comando porque seus comandantes foram arrebatados em pleno vôo; muitos acidentes aéreos, porque os controladores de vôo desaparecerão; engarrafamentos, batidas e mortes nas estradas e nos grandes centros urbanos, porque muitos veículos ficarão repentinamente desgovernados; milhares de empresas comerciais e industriais, pequenas e grandes lojas ficarão com um número reduzido de empregados; grande desfalque também de servidores nas repartições públicas; os serviços públicos, tais como bombeiros, limpeza e comunicações serão afetados. Por outro lado, inúmeros imóveis residenciais, Igrejas e lojas ficarão abandonados; presos fugirão dos presídios e os saques se multiplicarão. Os governantes não terão meios de colocar as coisas em ordem. Ninguém será capaz de explicar a causa do repentino desaparecimento de parentes e amigos. Caos total. Convulsão social. É nesse contexto que surgirá um homem muito inteligente, com respostas inteligentes e prometendo soluções práticas para todos os problemas. Esse homem é o anticristo.

É certo e infalível que um dos sinais necessários para que ocorra o arrebatamento da Igreja verdadeira é que venha a apostasia, que muitos abandonem a verdadeira fé da doutrina bíblica bem como o aparecimento no cenário mundial do filho da perdição (o anticristo):

"Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição." (II Ts 2:3 ACF)

 "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças" (I Tm 4:1-3 ACF)

 "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." (II Tm 4:3-4 ACF)

  "... nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia"  2 Pe 3:32 Pe 3:3-8

      Como podemos ver, muitos destes sinais já estão se cumprindo, com exceção da vinda do filho da perdição, e estão se tornando cada vez mais intensos em nossos dias com muitos abraçando o liberalismo, o gnosticismo, o pragmatismo, espiritismo, reencarnacionismo, o neo-evangelicalismo, o ecumenismo, o naturalismo, dentre vários outros "ismos" heréticos tão ao gosto da sociedade moderna e que não crêem na ressurreição e vinda de Jesus Cristo. E estes sinais continuarão a se intensificar mais ainda, até que Jesus Cristo venha para levar Sua Noiva, em glória, aos ares consigo.

Como exemplo, podemos citar o grande número de falsos profetas, que brotam e surgem em cada esquina de nossas cidades, fundando seitas, espalhando o joio, semeando um evangelho de engano e perdição, visando o lucro pessoal e enganando a muitos:

"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. (2) E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da Verdade. (3) E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." (II Pedro 2:1-3 ACF)

 

"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." (Mt 24:11-12 ACF)

E com grande parte dos sinais já cumpridos, o que se pode deduzir é que Jesus Cristo pode vir a qualquer momento, pois o filho da perdição pode surgir a qualquer momento. Cristo já poderia ter vindo há muito ou pode ainda levar muitos anos ou séculos para vir, mas, atenção, pode ser também que Ele venha ainda HOJE. E cremos piamente que Sua vinda é iminente, pois todos os "sinais" e "preparativos", inclusive para o início da Grande Tribulação, estão extremamente intensos e se tornando mais claros a cada dia que passa e Israel, o relógio de Deus, é testemunha disso.

     E como consequência desta situação, estamos vendo sim o amor de muitos se esfriando, até por julgarem-se impotentes frente aos titânicos desafios que se colocam. Desafios estes que ficam ainda maiores a cada novo dia.

"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras"..."e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares",

  Estes sinais estão se aprofundando: A fome se alastra pelo mundo, a AIDS dominou quase que completamente o continente africano, novas gripes e doenças surgem ano a ano e contrariando o pensamento de muitos podem, sim, matar. Lembremo-nos da gripe espanhola e dos milhões que morreram devido a ela! E estes são apenas exemplos de tudo o que hoje está acontecendo no mundo! Nós estamos cada vez mais próximos dos acontecimentos necessários para a volta do nosso Senhor, basta que vejamos os jornais televisivos ou leiamos a imprensa jornalística. E este é o pano de fundo necessário para que dele surja o anticristo como solução mundial para a paz e para a segurança:

"Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." (I Ts 5:3 ACF)

Tenhamos a absoluta certeza de que a paz sem Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, é rigorosamente impossível!!! Que não haja engano: De modo algum haverá verdadeira paz até que Cristo volte! ATENÇÃO:

"Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor." Fp4:5 ACF)

 "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é o veremos." (I Jo 3:2 ACF)

Propósito e conseqüência do arrebatamento

O propósito do arrebatamento é que a Igreja, a noiva de Cristo, se reúna a seu Noivo, e estejam ambos em plena e jubilosa união:

"Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível." (Ef 5:25-27 ACF)

 "E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos." (Ap 19:6-8 ACF)

E como conseqüência imediata do arrebatamento, o mundo passará a experimentar um estado de acelerada deterioração espiritual e moral, o que será necessário para a manifestação do anticristo. Jesus Cristo, quando veio, não foi aceito como o Messias, como o Salvador, mas o filho da perdição, quando vier, será aceito como o salvador da terra, dos problemas ecológicos, dos problemas mundanos, mas será o anticristo:

"E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;" (II Tes 2:6-8 ACF)

 

Arrebatamento pré-tribulacional

 A Igreja de Cristo será arrebatada antes que venha a grande tribulação, e desta forma não passará por ela. Esta afirmação se sustenta no seguinte:

1.       A Noiva de Cristo, antes do final da Grande Tribulação já é chamada Esposa:

"Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos." (Ap 19:7-8 ACF)

2.       E a Esposa (aqueles com vestes de linho) seguem a Jesus Cristo em seu retorno triunfal.

 "E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.(Ap 19:14 ACF)

 

“Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele" (II Tessalonicenses 2:1 ACF),

 Neste texto podemos perceber que duas coisas ocorrerão simultaneamente "a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" e a "nossa reunião com Ele".

 

A grande tribulação é um tempo de manifestação da ira de Deus sobre um mundo ímpio e iníquo; logo, Sua Igreja não pode estar entre os que serão atingidos:

"E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide, e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus." (Ap 16:1 ACF)

5.       Cristo prometeu à Igreja de Filadélfia, Igreja fiel, a que tem a porta aberta e ninguém a pode fechar, que:

"Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora

da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra." (Ap 3:10 ACF)

6.       Todos que habitam a Terra, neste período, não têm seus nomes inscritos no livro da vida, o que vem a excluir a presença da Igreja de Cristo:

"E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." (Ap 13:8 ACF)

7.       O anticristo somente poderá ser revelado após o que o detém ter sido retirado. Somente aí o mundo entrará no estado de completa desestruturação espiritual e moral necessária para a dominação do anticristo, e isto somente ocorrerá se a Igreja de Cristo não mais estiver sobre a Terra:

 

"E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;" (II Ts 2:6-8 ACF)

 

Algum tem defendido que "o que o detém" é o Espírito Santo, mas esta posição tem problemas se não estiver vinculada à Igreja de Cristo, já que o Espírito Santo está em cada um que foi salvo pelo sangue de Cristo. Assim, para que o Espírito Santo possa deixar a Terra, todos os salvos devem deixá-la também! Desta forma, a correta posição é a de que "o que o detém" é o Espírito Santo manifesto através da Igreja de Cristo.

Conforme Mateus 24:4-8, apesar da Igreja não passar pela tribulação, ela passará pelo que o Senhor chamou de "princípio de dores", tempo de grande temor, dificuldade e perseguição, cuja sombra já podemos vislumbrar no horizonte.

A palavra dores tem neste texto o significado de "dores de parto", dores estas que estão anunciadas em várias outras passagens da Palavra de Deus, como por exemplo, em:

"Portanto, todas as mãos se debilitarão, e o coração de todos os homens se desanimará. (8) E assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e se angustiarão, como a mulher com dores de parto; cada um se espantará do seu próximo; os seus rostos serão rostos flamejantes. (9) Eis que vem o dia do SENHOR, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação, e dela destruir os pecadores." (Is 13:7-9 ACF)

 "Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." (I Ts 5:3 ACF) 

 

 03 - A GRANDE TRIBULAÇÃO

 Os teólogos se dividem em três diferentes correntes:

1.       Pré-Tribulacionistas: Os defensores desta doutrina acreditam que a Igreja não passará pela tribulação, pois será arrebatada antes que ela se inicie (Ap.3:10; Rm.5:9; Its.1:10;5:9

2.       Meso-Tribulacionistas: Os defensores desta opinião acreditam que a Igreja vai passar pela primeira metade da tribulação, e será arrebatada no meio (mid) dos dois períodos de três anos e meio cada. Seus defensores citam At.14:22 para fundamentar esta opinião e Mt 24.22 “Um período de tribulação que será abreviado por causa dos eleitos”.

3.       Pós-Tribulacionistas: Estes acreditam que a Igreja passará por todo o período da tribulação, e será arrebatada apenas após a tribulação, por ocasião da segunda vinda de Cristo. Eles não distinguem a segunda vinda em duas fases.

OS DOIS PERÍODOS DA GRANDE TRIBULAÇÃO DE SETE ANOS

A Grande Tribulação (Ap 7.14) é identificada no Antigo Testamento como: "o dia do Senhor" (Sf 1.14-18; Zc 14.1-4);"tempo de angústia de Jacó" (Jr 30.7); "a grande angústia" (Dn 12.1); "a ira” (Is 26.20); "o dia da vingança" (Is 63.1-4); "o dia da ira de nosso Deus" (Sl 110.5). No Novo Testamento, como: "grande aflição"(Mt 24.21); "a hora da tribulação" (Ap 3.10); "grande tribulação" (Ap 7.14) a Grande Tribulação (Mt 24;21), será de curta duração por causa do amor de Deus pelos escolhidos (Mt 24;22).

3.1 - A PRIMEIRA METADE - (primeiros três anos e meio)3.1.1 - Aliança de Israel com o anticristo (Dn.9:27; Jo.5:43; Is.28:14-18).

         3.1.2 - As duas testemunhas (Ap.11;3)

3.2 - A SEGUNDA METADE - (últimos três anos e meio) Chamada de grande tribulação ou angústia de Jacó (Mt.24:21; Jr.30:7; Dn.12:1).3.2.1 -Perseguição aos judeus (Ap.11:2;12:6,14).

3.2.2-Perseguição aos convertidos a Cristo (Ap.7:13,14)]

3.2.3 - A besta política, o anticristo (Ap.13:1-10).

3.2.4 - A besta religiosa, o Falso Profeta (Ap.13:11-18)

3.2.5 - Os 144.000 judeus (Ap.7:4-8;14:1-5).

3.2.6 - Abominação desoladora (Dn.9:27;12:11; Mt.24:15; Ap.13:14,15; II Ts.2:9)

Depois da segunda metade da Tribulação e da Batalha do Armageddon, com a consequente segunda vinda de Cristo, virá o Milênio e será estabelecido o Reino de Deus. Após o Milênio, Satanás será solto da sua prisão por pouco tempo (Ap20.7), quando terá liberdade de enganar as nações, promovendo uma revolta mundial contra a Igreja de Cristo, descrita aqui como "o acampamento dos Santos" Ap 20.7-9.

Daniel descreve os juízos de Deus que serão derramados sobre a terra no período da Grande Tribulação “Deus vai dar-lhe (ao anticristo) o cálice do vinho do furor da sua ira” (Apocalipse 16:19), e o anticristo e seus seguidores vão ser destruídos e derrotados. Afirma que é somente após isto que se dará a ressurreição geral dos mortos, "uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno", sendo assim, para Daniel, não há nenhuma ressurreição antes da Grande Tribulação, mas somente após:

Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o seu povo, se levantará. Haverá um tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações até então. Mas naquela ocasião o seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto. Multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno." (Dn 12.1,2)

 

  A menção "as almas dos decapitados" em Ap. 20.4 é muito semelhante a visão dos mártires na glória registrada no capítulo 6. São textos paralelos, de modo que um ajuda a entender melhor o outro. Vejamos o que diz: "Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram. Eles clamavam em alta voz: 'Até quando, ó Soberano santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue?' Então cada um deles recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos como eles"Ap. 6.9-11. É impressionante a similaridade das duas descrições. Compare: “as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram” Ap.6.9 com: “as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus Cristo, e pela palavra de Deus” Ap.20.4.     

Na visão do profeta Daniel, Deus revelou o reinado do anticristo que era representado pelo quarto animal da visão, escrito no livro de Daniel 7: 17 ao 28 e também a restauração do povo santo que são todos os que aceitarem a Jesus Cristo nesse período e os judeus que forem redimidos. No capítulo 9 de Daniel, do versículo 24 ao 27 relata a explicação sobre o tempo, sendo que cada semana (sete dias) representa o período de sete anos. Das setenta semanas, sessenta e nove já se passaram, e a última semana restante terá seu início a partir do primeiro dia em que começar o reinado do anticristo em Jerusalém, no templo reconstruído. Esse local marcou importantes fatos ocorridos, pois foi ali no Monte Moriah onde Abraão levou seu filho Isaque para ser oferecido em holocausto, mas Deus poupou a vida dele devido a fé de Abraão. Nesse mesmo lugar, o rei Davi comprou as terras de Araruna para oferecer em sacrifício a Deus, e mais tarde foi construído o templo do rei Salomão, e após a destruição de Jerusalém o templo também ficou em ruínas, e passados cinco séculos, após a propagação do islamismo ocalifa omíada Abd al-Malik, patrocinou e construiu, entre 685 e 691 d.C., a mesquita Domo da Rocha, tornando-se um local sagrado para eles. O sonho dos judeus é o de reconstruírem o terceiro templo, mas para isso precisarão demolir essa mesquita, o que geraria um conflito de proporções imensas com o povo árabe.

O início da grande tribulação poderá ser, conforme vimos acima, por volta de 2018, levando-se em conta a data de 14 de maio de 1948; portanto, até o final de 2017, poderá ter deflagrada a 3ª guerra mundial e o templo já terá sido construído para o reinado do anticristo, e a invasão liderada pela Rússia e China após a 3ª guerra mundial já ter acontecido, conforme a profecia de Ezequiel capítulos 38 e 39.

Uma coisa é certa: A Grande Tribulação terá seu início no dia em que o anticristo assinar um acordo de paz de Israel com o mundo por 7 anos, e o arrebatamento ocorrerá nesse momento, ou pouco tempo após esse tratado ser assinado. (somente Deus faz as coisas eternas – os homens fazem tratados).

04 - O ANTICRISTO.

 

QUEM SERÁ:

     O antigo dragão, a serpente, aparecerá como líder mundial logo após o arrebatamento da Noiva, da Igreja de Jesus Cristo. Como anticristo, reunirá poderes de contrários de Rei (será governante de uma nação e/ou igreja), Sacerdote (será religioso) e Profeta (dirá coisas falsas). Anticristo significa "opositor de Cristo, "contra Cristo". Também chamado de "a besta que subiu do mar (mar simboliza as nações – com dez chifres e sete cabeças, será líder de uma confederação de dez nações); “besta escarlate" (Ap 17.3); "a besta" (Ap 17.8,16); "o homem violento" (Is 16.4); "o príncipe que há de vir" (Dn 9.26); "o rei do Norte" (Dn 11.40); "o angustiador" (Is 51/13); "o iníquo" (2 Ts 2.8);"o mentiroso" (1 Jo 2.22); "o enganador" (2 Jo v7); "um rei feroz de cara" (Dn 8.23); "a ponta pequena" (Dn 7.8). Há que se ter cuidado no terrreno da escatologia, pois no afã de se conseguir tal intento às vezes, os pressupostos empregados forçam muitos intérpretes (até mesmo os mais cautelosos) a sair fora do eixo bíblico, tornando suas interpretações um verdadeiro malabarismo, destituídas de qualquer análise contextual mais lata. Os princípios fundamentais da boa exegese bíblica são deixados de lado em detrimento de interpretações forçadas oriundas de uma mentalidade pré-conceituosa. Deve-se ter em conta a linguagem simbólica, poética e cultural, e o contexto sócio-cultural daquela época.

            O anticristo será um homem como outro qualquer, nascido de mulher, porém a serviço de Satanás. O oitavo rei (besta. bispo?) será o anticristo (falso profeta) sob a influência de Satanás (dragão) apoiado pro dez nações (chifres) oriundas do antigo império romano que reinará no mundo por sete anos (cabeças) sendo que governará efetivamente o mundo por três anos e meio (cabeças) - Dn 9.27 e será derrotado pela sobrenatural segunda vinda de Jesus Cristo, terminando com a Grande Tribulação e instituindo o Milênio. Em Ap 17.10   "...são sete reis: cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo".  Do ponto do interesse de Israel e da Visão de Daniel - Os impérios - Babilônia, Assíria, Medo/Persa, Grécia e Roma (o apóstolo João, quando escreveu o Apocalipse, estava  se referindo do império romano que o mantinha preso e enclausurado na ilha de Patmos (atual Turquia). O governo do anticristo durará três anos e meio mais três anos e meio. Os dez chifres serão as dez nações oriundas do antigo império romano que apoiarão os  do anticristo.

                                  

PREDIÇÃO:

"Ninguém de maneira alguma vos engane, pois isto não acontecerá sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição" (2 Ts 2.3,4,8; Dn 8.23; 9.26; 1 Jo 2.18; Ap 13.1-8)”

 QUANDO E COMO SURGIRÁ:

O anticristo será um líder que busca a paz e trava guerras. Na busca de paz ele será bem-sucedido e enganador; ao travar guerras que  ele será destemido e destrutivo. O anticristo geralmente é descrito na Bíblia como um guerreiro. Suas atividades estão resumidas em Daniel 9.27:

"Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele.”

O Vaticano não reconhece Israel como Estado, nem Jerusalém como capital de Israel. O ideal para o papa, e para a Igreja romana, seria um papa apresentar-se como paladino da paz e internacionalizar Jerusalém, no sentido político, comercial, militar e religioso. Diante deste suporte mundial, e desse super-homem, fácil ceder o poder do Estado de Israel para o Vaticano dando-lhe supremacia e as rédeas, seria dessa forma o possível poder para o ecumenismo ser manipulado de forma ampla e irrestrita, bem no centro de todas as religiões mundiais. E este é o pano de fundo necessário para que dele surja o anticristo como solução mundial para a paz e para a segurança:

"Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." (I Ts 5:3 ACF)

      Mas essa rebeldia ainda não chegou no limite de Deus. Ninguém sabe qual seja esse limite. Sabe-se, todavia, que o fim virá. O castigo virá para a humanidade no tempo de Deus, tal qual ocorreu nos tempos de Noé e de Sodoma e Gomorra.

E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam na mentira, e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade" 2 Ts 2.11-12”.

 SUAS ATIVIDADES:

     A manifestação do anticristo na Terra durará sete anos, e suas atividades nesse período estão divididas em duas fases, como a seguir:

4.1 - A PRIMEIRA FASE

     No início do período de sete anos, o anticristo, sob a máscara de um líder político inteligente e poderoso, fará uma aliança com Israel por sete anos - e, por extensão, com as demais nações -, em que prometerá prosperidade, paz e segurança, tendo em vista a situação caótica mundial: 

"Ele confirmará uma aliança com muitos por uma semana..." (Dn 9.27-a).

      Ele imporá a paz entre Israel, palestinos, e árabes, aos conflitos milenares no Oriente Médio. De fato, o mundo experimentará boa recuperação na primeira metade dos sete anos. Fome, guerras, peste e violência parecem solucionados diante da dinâmica atuação desse "salvador" da pátria, a quem muitos passarão a admirar. Certamente ele dirá que os crentes foram seqüestrados por naves espaciais, OVNI's, que esse negócio de salvação através do sangue de Jesus Cristo é mentira; que a alma salva-se a si mesma; que todos são iguais a Deus, etc. Aliás, a mesma mentira que hoje é ensinada pelo movimento Nova Era, Nova Ordem Mundial e por tantas seitas diabólicas.

4.2 - A SEGUNDA FASE.

Todavia, havendo transcorrido metade do tempo previsto no acordo, ou seja, passados três anos e meio de aparente prosperidade, paz e segurança, aquele político deixará cair a máscara e mostrará sua face e seus objetivos malignos: romperá a aliança com o Estado de Israel; assumirá a posição de governante mundial com autoridade sobre todas as nações; anunciará ser ele o próprio Deus; profanará o templo em Jerusalém e ali colocará uma imagem (foto ?) sua para ser adorada; proibirá a adoração ao Deus dos cristãos; perseguirá de forma sistemática e cruel seus opositores; perseguirá por 42 meses os fiéis a Cristo; fará grandes milagres e maravilhas em razão do seu poder satânico, e, com isto, ganhará muitos admiradores. Verifiquemos como a Bíblia relata essa fase:

 “Ele confirmará uma aliança com muitos por uma semana [sete anos], mas na metade da semana [três anos e meio, 42 meses ou 1.260 dias] fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais(Dn 9.27)

O anticristo só admitirá culto de louvor e adoração a si próprio.

“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei...” Dn 7.25

Por exemplo, não mais haverá liberdade religiosa.

 “Este rei fará conforme a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus, e falará coisas espantosas contra o Deus dos deuses, e será próspero, até que a ira se complete, porque aquilo que está determinado será feito. Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito pelo desejado das mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá. Agirá contra os castelos fortes com o auxílio de um deus estranho, e aos que o reconhecerem multiplicará a honra, e os fará reinar sobre muitos, e repartirá a terra a preço" Dn 11.36-39

              Não medirá esforços para agradar aos que lhe derem apoio, mas perseguirá com crueldade os seus opositores.

Ele se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios de mentira" 2 Ts2.4,9

O Diabo, o pai da mentira, não tem feito outra coisa senão mentir e enganar. As operações cirúrgicas através de médiuns; as práticas esotéricas e de ocultismo em que as pessoas acreditam mais num cristal, numa pedra, numa água, num despacho, num passe, do que nas bênçãos do Deus Todo-poderoso são uma prova de que o diabo consegue enganar muita gente e levá-las à perdição.

... E deu-se-lhe autoridade para continuar por quarenta e dois meses... também foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los. E deu-se-lhe poder sobre toda tribo, língua e nação. E todos os que habitam sobre a terra a adorarão [a besta], esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" Ap. 13.5,7,8

 Um "falso profeta" - denominado "a outra besta, que possuía dois chifres" - virá a preparar o caminho do anticristo; fará grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens, e serão mortos os que não adorarem a imagem da besta. Ap 13.11-14

     Muitos seguirão a besta porque não saberão distinguir o real do verdadeiro. Uma pessoa que faça cair fogo do céu será reconhecida como um deus. Hoje, por muito menos, pessoas são veneradas e idolatradas.

     O que lemos acima não chega a ser uma descrição detalhada do caráter e objetivos do anticristo, a cruel e sanguinária besta. Ele será muito pior. Vejam que Apocalipse 13.5 fala em 42 meses, ou 1.260 dias, ou três anos e meio, exatamente o tempo de Daniel 9.27 ("metade da semana"). Este período de três anos e meio será o mais negro e turbulento de toda a história da raça humana. As mudanças que têm ocorrido no âmbito mundial dão-nos a convicção de que aos poucos as peças do quebra-cabeça encaixam-se. Para a instalação de um forte governo único, mundial, igual ao futuro governo do anticristo, faz-se necessário:

·         Uma só moeda:

     Já temos a implantação de uma moeda comum na Comunidade Européia, o Euro, que substituirá as moedas de muitos países europeus. A mesma idéia parece prevalecer para os países integrantes do Mercosul, na América Latina; há, também, uma tendência de dolarização da economia em países em crise. A unificação dos sistemas financeiros - uma só moeda, um controle único - é uma tendência mundial como resultado da criação de mercados comuns.

·         Uma só economia, um só mercado:

     A globalização já é uma realidade. Comunidade Européia e Mercosul, p. exemplo, são acordos com objetivos comerciais que ampliam e tornam o processo de globalização irreversível. A União Européia (países da Europa) e o Mercosul (países da América Latina) discutem os passos para implantação do livre comércio entre essas nações. A Europa se fortalece - é hoje o Bloco Econômico mais poderoso do planeta - e isso tem um objetivo maior: quebrar a supremacia econômica, e bélica, dos Estados Unidos.

·         Força militar única:

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), subscrita em 4.4.1949, é uma aliança militar "projetada para prevenir ou repelir agressões contra qualquer de seus membros".  A OTAN é, portanto, um poderoso exército formado a partir de acordos com as nações mais ricas da terra; possui um só comando e enorme capacidade de destruição. Logo, a idéia de uma força militar única, comandada por um só homem, não é coisa de outro mundo. Uma única moeda, uma só economia e uma força militar única são mudanças que apontam em direção de um único governante, um ditador mundial, carismático, inteligente, capaz de impressionar com seu discurso e de comandar um poderoso exército. Uma das conclusões a que se chega o Clube de Roma - fundado em 1968 e integrado por "personalidades de gabarito reconhecidamente mundial, na política, nas ciências e na educação"-, "é a de que a humanidade necessita urgentemente de um governo único e centralizado para resolver seus problemas e suprir suas necessidades". Este homem que surgirá no cenário mundial será "feroz de cara", o anticristo. O mundo se prepara para recebê-lo.

4.3 - AS DUAS TESTEMUNHAS.

Aparecerão no termpo do anticristo. Apocalipse 11.3-13 descreve a obra de dois indivíduos excepcionais que proclamarão o Evangelho durante 1.260 dias, na primeira parte da Tribulação. Mencionadas como as “duas testemunhas”, o ministério sobrenatural destas duas pessoas dirige-se a Jerusalém e à nação de Israel, a quem elas fornecem um testemunho especial do programa de juízo de Deus. Apesar de severa oposição dos gentios e opressão de Israel durante a segunda parte da Tribulação (Ap 11.2), Deus continuará a proporcionar oportunidade para o arrependimento, e a sua soberania sobre a história e a natureza humana se demonstrará ao longo de todo o período da Tribulação.

No AT, eram necessárias duas testemunhas para que houvesse um testemunho legal competente que assegurasse a condenação (Dt 17.7; 19.15; Nm 35.30). No entanto, a obra destas duas pessoas é mais profética do que de procedimentos. Segundo Apocalipse 11.3, as testemunhas pertencem a Deus e são mensageiros proféticos especiais, vestidos de pano de saco. A sua vestimenta, que indica aflição, humilhação e tristeza, é remanescente da dos profetas do AT, e é um símbolo de que as testemunhas são profetas de condenação, convocando a nação de Israel ao arrependimento (veja SI 69.11; Is 37.1-2; Dn 9.3; }11.13; Jn 3.5-8).

·         A IDENTIDADE.

Muitos estudiosos das profecias identificaram as duas testemunhas como Moisés e Elias, embora outras opções também tenham sido conjeturadas. Entre outros pares históricos sugeridos pelos intérpretes ao longo dos séculos, encontram-se Enoque e Elias (uma vez que ambos foram levados ao céu sem morrer), Jeremias e Elias, Tiago e João, Pedro e Paulo, dois cristãos que foram martirizados pelo general romano Tito, e dois futuros profetas judeus que ainda não tenham vivido. Alguns intérpretes, observando que as testemunhas são chamadas de “castiçais”, em Apocalipse 11.4, e que os castiçais são símbolos das igrejas em 1.20, argumentam que as testemunhas simbolizam a Igreja. No entanto, esta interpretação pressupõe que toda a passagem (11.3-13) é simbólica. Além disso, somente indivíduos podem vestir pano de saco, e a descrição das testemunhas evidencia que elas têm poderes extraordinários e identidades específicas, como os profetas do AT. Tal visão simbólica também exige que todos os crentes desta época sejam martirizados. Alguns também argumentaram que as duas testemunhas são um misto de figuras históricas e simbólicas.

Talvez a solução mais lógica seja interpretar que se trate de Moisés e Elias. Ambos reapareceram na transfiguração de Jesus Cristo (Mt 17.3; Mc 9.4; Lc 9.30), e os sinais milagrosos realizados (Ap 11.5-6) combinam com os que foram realizados pelos dois profetas. Moisés converteu água em sangue e enviou pragas aos egípcios (Ex 7.14-11.10). Elias fez descer fogo do céu (2 Rs 1.10) e impediu que a chuva caísse dos céus (1 Rs 17.1; veja Lc 4-25; Tg 5.17). A duração da seca, nos tempos de Elias, também é a mesma deste período. Uma ajuda adicional para identificar as duas testemunhas como sendo Moisés e Elias vem de Malaquias 4-5, que afirma que Elias será enviado outra vez, por Deus a Israel, “antes que venha o dia grande e terrível do Senhor”.

Alguns intérpretes, no entanto, fazem objeção a esta hipótese de Moisés e Elias, porque João Batista cumpriu a profecia de Malaquias, e porque Moisés realmente morreu, e morrer uma segunda vez (Ap 11.7) é algo problemático. Mas ainda que JoãoBatista fosse como Elias, ele não restaurou todas as coisas, como profetizadas. A respeito de Moisés, duas mortes para um indivíduo é algo extraordinário, mas não se trata de algo sem precedente, pois Lázaro teve a mesma experiência.

Outra questão é se Elias foi glorificado depois que “subiu ao céu” em um redemoinho (2 Rs 2.11). Em caso afirmativo, como poderia ele voltar à terra em um corpo físico, mortal, e morrer? Um fator importante para solucionar este problema pode ser encontrado em uma declaração de Jesus Cristo: “Ninguém subiu ao céu, senão [...] o Filho do Homem” (Jo 3.13).

A sua declaração parece excluir a possibilidade de que qualquer pessoa, incluindo Enoque e Elias, pudesse ter subido ao céu do trono de Deus. Jesus Cristo foi “as primícias dos que dormem”, no sentido de receber um corpo ressurreto glorificado. Ninguém mais receberá um corpo como este até o arrebatamento (1 Co 15.20-23).

Na verdade, ninguém poderia ter sido glorificado antes do próprio Jesus Cristo. Talvez, então, nem Enoque nem Elias tenham recebido corpos glorificados quando Deus os tirou da terra. Como Paulo (2 Co 12.2-4), eles podem ter sido levados ao céu (ou paraíso) de Deus por um período de tempo.

Depois, ambos retornaram à terra, temporariamente, para aparecer com Jesus Cristo na sua transfiguração (Mt 17.3). E, finalmente, ambos podem, mais uma vez, entrar na vida mortal no início da Tribulação e morrer outra vez, três anos e meio depois.

A razão por que Moisés é uma escolha melhor do que Enoque é o fato de que Enoque não seria um companheiro de testemunho apropriado com Elias em um ministério profético dirigido exclusivamente a Israel.

Para a futura nação apóstata de Israel, depois do arrebatamento da Igreja, não haveria outros dois homens em toda a história de Israel que recebessem maior respeito e apreciação do que Moisés e Elias. Moisés foi o grande libertador dado por Deus ao seu povo, como também o legislador para Israel (veja Dt 34-10-12). Os judeus do século I realmente pensavam que Moisés lhes dera o maná no deserto (Jo 6.32). E Deus levantou Elias para confrontar Israel em uma época de grande apostasia nacional.

Deus o justificou, enviando fogo do céu e “um carro de fogo, com cavalos de fogo” para escoltá-lo para fora deste mundo. Tão elevada era a opinião que os judeus da época de Jesus Cristo tinham sobre Elias que, quando viram os milagres de Jesus Cristo, alguns concluíram que Elias havia retornado (Mt 16.14).

·         O MINISTÉRIO

O ministério destas duas testemunhas incluirá pregação, profecias e realização de milagres. Elas chamarão as pessoas ao arrependimento, predirão eventos futuros e anunciarão que é chegado o reino. Como Zorobabel e Josué, que procuraram restaurar Israel à sua terra, as duas testemunhas encorajarão a fidelidade a Deus, independentemente das circunstâncias individuais.

Apocalipse 11.4 descreve as testemunhas como “as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra”. Este versículo é uma alusão a Zacarias 4-3, 11, 14, em que Zorobabel e Josué, o sumo sacerdote, líderes de Israel na época de Zacarias, são retratados como um castiçal, ou luz, para Israel. O seu combustível é o azeite de oliva, que representa o poder do Espírito Santo. Assim também, nos últimos dias, as duas testemunhas se levantarão pelo poder de Deus e trabalharão em seu cargo profético.

Deus protegerá as duas testemunhas daqueles que tentarem causar-lhes mal antes que a sua missão esteja concluída. Apocalipse 11.5-6 registra os poderes milagrosos dados a estas testemunhas e declara que se alguém lhes quiser fazer mal, será destruído pelo fogo. Isto corresponde à proteção dada a Elias, que, em duas ocasiões, fez descer fogo do céu, quando soldados tentaram aprisioná-lo (2 Rs 1). De maneira similar, os idólatras e inimigos de Moisés foram destruídos pelo fogo (Nm 16.35).

·         A MORTE E RESSURREIÇÃO DAS 2 TESTEMUNHAS

Por decreto divino, o ministério das testemunhas durará 1.260 dias. Durante três anos e meio, elas ministrarão em Jerusalém, a “grande cidade [...] onde o seu Senhor também foi crucificado” (Ap 11.8), sem que lhes seja feito nenhum mal. Ap 13.7. Durante este período, Jerusalém será semelhante, espiritualmente, a Sodoma e ao Egito. A semelhança figurativa sugere uma degradação moral e espiritual completa, e total antagonismo relativo a Deus e ao seu povo. No final deste período, Deus retirará a sua proteção especial, e as duas testemunhas serão mortas pela Besta. Ela “lhes fará guerra” (11.7), uma expressão remanescente de Daniel 7.21, e prenunciando o fim.

Segundo Apocalipse 11.9, os corpos insepultos das duas testemunhas ficarão pelas ruas de Jerusalém durante três dias e meio, como um espetáculo, para que todas as pessoas as vejam. Esta era uma das piores maneiras de desonrar um corpo nos tempos bíblicos (SI 79.2-3). Haverá regozijo mundial pela morte das testemunhas por parte dos “que habitam na terra” (11.10). Esta expressão é uma fórmula apocalíptica para o mundo incrédulo (Ap 3.10; 6.10). Os profetas morrerão na mesma cidade onde morreu o seu Senhor, e, como Ele, também serão fisicamente ressuscitados levados ao céu em uma nuvem (Ap 11.11- 12; cf. At 1.9), da mesma maneira como a Igreja terá sido arrebatada (1 Ts 4.17).

A ascensão das duas testemunhas será pública e à vista de seus inimigos e zombadores (Ap 11.12). Depois do arrebatamento das testemunhas, um terremoto destruirá a décima parte de Jerusalém e matará 7.000 pessoas. Quando Jesus Cristo morreu, houve trevas na terra, o sol escondeu-se ante o sacrifício de Jesus Cristo, e houve tremor de terra. Depois do arrebatamento das duas testemunhas, os restantes se converterão a Deus com arrependimento. O arrependimento vem no final dos juízos das taças, oferecendo encorajamento em meio ao maior horror do mundo.

4.4 - AS DUAS BESTAS E O FALSO PROFETA.

As duas bestas (a que emerge do mar e a que emerge da terra) aparecerão no tempo do anticristo. O falso profeta será o “marqueteiro” e admirador número um do anticristo, promovendo ao mundo que este sim seria o verdadeiro Messias.Apocalipse 11.3-13 descreve a obra dos três Ap. 16:13:

"E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs." Ap 19:20

 "E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre." Ap 20:10

 "E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre."

 Final, após o milênio: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”. Ap 20.10

·         O JULGAMENTO DOS SELOS - (os quatro cavaleiros)

        O julgamento dos selos ocorrerá logo no iníco da Grande Tribulação. Este julgamento é o primeiro dos três julgamentos que o Senhor enviará à terra durante o período de Tribulação, como punição ao governo do anticristo e a todos seus seguidores. Eles durarão os primeiros 21 meses da Tribulação. Os selos são consecutivos e conectados entre si. O sétimo selo inicial as sete trombetas, e a sétima trombeta inicia as sete taças. As sete trombetas são o conteúdo do sétimo selo. A sétima trombeta evoca e chama os sete anjos com as sete taças da ira de Deus.   

PRIMEIRO SELO - O CAVALO BRANCO

Este selo representa o governo do anticristo enganando ao mundo com sua falsa proposta de paz. Atenção: Não confundam o cavalo branco deste selo com o Aparecimento Glorioso de Jesus, que virá em um cavalo branco, no fim do livro de Apocalipse.

SEGUNDO SELO - O CAVALO VERMELHO

Este selo representa uma possível Terceira Guerra Mundial, deflagrada pelo anticristo em resposta a todos os governantes que se opuserem a ele. É possível que armas nucleares sejam envolvidas nesta guerra. 

TERCEIRO SELO - O CAVALO NEGRO

 Este selo representa a inflação incontrolável por causa da guerra. A palavra "dinheiro" (em outras traduções "denário") significa o salário diário do tempo bíblico para o mínimo de subsistência. Equivale ao nosso salário mínimo dos tempos de hoje.

Quando o versículo 6 diz:

"Uma medida de trigo por um dinheiro [um salário de um dia de trabalho], e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho." 

significa que o dinheiro das pessoas vai valer muito pouco, e que para se comprar o mínimo, será necessário todo o salário, devido à inflação alta por causa da guerra. É a besta com o seu sinal e seu modo de comercializar. Quem não tiver na mão direita ou na testa o seu sinal não poderá vender ou comprar. Somente à guisa de informação - o azeite e o vinho, nos tempos bíblicos, eram produtos caríssimos. Somente os ricos tinham acesso a grandes quantidades destes produtos.

QUARTO SELO - O CAVALO AMARELO

Este selo representa a morte, por causa da cor pálida (amarela). Um quarto da população da terra morrerá por consequência da guerra mundial.

QUINTO SELO - OS MÁRTIRES

  Este selo mostra os mártires, ou seja, aqueles que morreram por Cristo durante a Tribulação. Eles fazem parte da colheita de almas que acontece durante a Tribulação. Estes crentes foram evangelizados principalmente pelas 144 mil testemunhas judias de Apocalipse 7. O anticristo perseguirá e matará quantos crentes ele puder durante seu governo. Todos que morrerem são feitos mártires nos céus.

SEXTO SELO - O MAIOR TERREMOTO MUNDIAL

 Este selo mostra um terremoto violento de proporções mundiais, ou seja, atingirá o mundo todo ao mesmo tempo. Esta profecia confirma a preocupação atual dos geólogos, sobre o movimento em conjunto das placas tectônicas. A intensidade do terremoto mundial será tão grande que João chega a dizer que até os montes e ilhas foram removidos de seu lugar.

SÉTIMO SELO - PREPARAÇAO PARA O JULGAMENTO DAS TROMBETAS

O sétimo selo é a preparação para o próximo julgamento: o das trombetas. Observe que este momento foi tão sério que houve um silêncio de meia hora no céu.

05 - A BATALHA DO ARMAGEDON

     Logo depois da Grande Tribulação e antes do milênio, acontecerá o aparecimento glorioso de Jesus Cristo. O anticristo, o falso profeta e o próprio Satanás insuflarão os exércitos de todo o planeta para invadir a região da Palestina a fim de eliminar todos os judeus do mundo e também para lutar contra Jesus Cristo. A batalha de Armagedom se refere a uma guerra necessária entre Jesus Cristo e as hostes malignas de Satanás ao final dos sete anos de governo do anticristo. Local: planície de Esdraelon, ou Vale de Jezreel, situada ao norte de Israel, 32 km a sudeste de Haifa. Esta guerra se faz necessária por causa das ambições perversas da humanidade e sua fonte de poder, que é Satanás.

Jesus Cristo descreve quando será esta batalha:

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória [em brilho e esplendor]. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os Seus escolhidos (os Seus eleitos) desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus." Mt 24:29-31

 

A palavra “Armagedom” ocorre apenas em Apocalipse 16:16:“Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”. Essa passagem fala dos reis que são fiéis ao anticristo e se reúnem para um ataque final em Israel. Durante o Armagedom, Deus vai “dar-lhe o cálice do vinho do furor da sua ira” (Apocalipse 16:19), e o anticristo e seus seguidores vão ser destruídos e derrotados.

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O QUE SIGNIFICA ARMAGEDOM ?

 Esta batalha se define como sendo a Batalha de Armagedom conhecida como planície de Esdraelom (nome grego), ou ainda planície ou vale de Megido, por causa da cidade de Megido que fica a oeste da planície. A palavra "Armagedom" vem do hebraico Har Megiddo, que significa Monte Megido. Este monte está situado no vale deJezreel (nome hebraico), sul de Nazaré.

06 - A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Quando se dará a segunda vinda ?

      Após o último período da Grande Tribulação. Nesta visão após uma crescente pregação do Evangelho e da conseqüente aquisição das bênçãos e melhora moral, social e espiritual da raça humana decorrentes desta pregação seria estabelecido o milênio, a partir do exato momento que a Cristandade fosse conhecida na Terra após sete anos do período da Grande Tribulação voltaria Jesus Cristo.

  "...relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo (a Igreja) para o seu nome; e com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito: depois disto voltarei e reedificaei o tabernáculo de Davi, que está caído, levantá-lo-ei das ruínas e tornarei a edificá-lo": At 15.14-17.

 Este movimento foi uma reação ao amilenismo da era posterior à reforma, e atualmente está "fora de moda", devido especialmente ao que ocorreu na I e na II Guerras Mundiais.

Como argumentação contrária a esta visão temos, entre outras coisas, que:

             1 -Se baseia em interpretações alegóricas de várias profecias, incluindo Ap. 20

 2 - Cristo, em sua volta, encontrará um mundo corrompido e uma Igreja apóstata:

"E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, (28) pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. (29) Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. (30) E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. (31) Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite." (Lc 16:27-31 ACF)

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios" (I Tm 4:1 ACF)

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." (II Tm 3:1 ACF);

"E como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E não o perceberam, e veio o dilúvio e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do Homem.". Mt 24. 37-39

 3 - Somente após a volta de Jesus Cristo é que ocorrerá a conversão plena de Israel e das nações:

"...relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo (a Igreja) para o seu nome; e com isto concordam as palavras dos profetas, como está escrito: Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. (17) Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas." (At 15:14-17 ACF)

 4 - Uma análise do texto em Apocalipse 19 e 20 exige a vinda de Cristo antes do milênio:

"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça."(Ap 19:11 ACF)

"E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. (20) E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre." (Ap 19:19-20 ACF).

 

 "Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos." (Ap 20:2 ACF)

 

Depois do milênio Satanás será solto por um pequeno período de tempo.

Pré-milenismo

     Nesta visão a segunda vinda de Cristo ocorrerá antes do milênio e Cristo, e não a Igreja (como no pós-milenismo) irá estabelecer o Reino. Cristo irá literalmente reinar sobre a Terra, e durante o milênio haverá o cumprimento das promessas feitas a Abraão e a Davi. A era atual (dispensação da graça) irá vivenciar uma crescente apostasia e degeneração que culminará com a Grande Tribulação, imediatamente antes da segunda vinda do Senhor. Quando Ele retornar estabelecerá Seu Reino por 1000 anos, após os quais acontecerá a ressurreição e julgamento dos não salvos e o início da eternidade.

     Esta visão deriva de uma leitura direta, simples e literal das escrituras sagradas, não demandando qualquer alegorização ou espiritualização do texto, e é a única visão que contempla todas as profecias e promessas da Palavra de Deus. Esta deve ser então a forma de ver a época e os acontecimentos que ainda estão por vir, por ser a única forma bíblica de ver estes fatos.

A natureza da segunda vinda de Cristo

     Os cristãos aguardam ansiosamente a segunda vinda de Cristo, entretanto alguns não têm a clara noção de como se dará esta segunda vinda. O arrebatamento da Igreja ainda não é a segunda vinda de Cristo, o que se dará em uma segunda etapa. Vamos assim analisar a natureza da segunda vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, que será:

·         Inesperada:

"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mt 24:36-37 ACF)

 "E quando disserem: há paz e segurança;, então lhes sobrevirá repentinamente o fim." (I Ts F)

"Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." (Mt 25:13 ACF)

 "Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã." (Mc 13:33-35 ACF)

·         Pessoal:

"E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." (Jo 14:3 ACF)

"Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie ele a Jesus Cristo Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio." (At 3:19-21 ACF)

·         Corporal:

"Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus Cristo, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. “ (At 1:11 ACF)

·         Em glória:

"Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras." (Mt 16:27 ACF)

"E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;" (Mt 25:31 ACF)

 

·         Em duas etapas:

1ª Etapa (O Arrebatamento): Se dará nos ares, será a busca de Sua noiva (Igreja):

"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (I Ts 4:16-17 ACF)

"Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado." (Lc 17:34-36 ACF)

 

2ª Etapa (A Implantação do Reino): Se dará na terra para julgar ao mundo:

 

"E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele para o sul. E fugireis pelo vale dos meus montes, pois o vale dos montes chegará até Azel; e fugireis assim como fugistes de diante do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá. Então virá o SENHOR meu Deus, e todos os santos contigo." (Zc14:4-5 ACF)

"Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo Cristo com todos os seus santos." (I Ts 3:13 ACF)

"E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele." (Jd 14-15 ACF)

 

     Entre a primeira e a segunda etapas ocorrerá a Grande Tribulação, sendo que a Igreja do Senhor não terá parte nesta tribulação, como ficará demonstrado mais à frente neste estudo.

Em Apocalipse 20.9  temos uma descrição da Segunda Vinda de Cristo, como um fogo que desce do céu e que destruirá seus inimigos naquela batalha final que também é conhecida como a Batalha do Armageddon:

 "As nações marcharam por toda a superfície da terra e cercaram o acampamento dos santos, a cidade amada; mas um fogo desceu do céu e as devorou". Paulo ensinou o mesmo, afirmando que Jesus Cristo retornaria em meio a chamas flamejantes para julgar a humanidade (2Ts 1.6-10; cf. Mt 16.2725.31,32) e o mesmo disse Isaías: "Vejam, O Senhor virá num fogo, e seus carros são como um turbilhão! Transformará em fúria a sua ira, e em labaredas de fogo, a sua repreensão. Pois com fogo e com a espada o Senhor executará julgamento sobre todos os homens" (Is 66.15-16). Jesus Cristo não é ajudado por labaredas de fogo, Ele retorna a terra em labaredas de fogo! É o próprio Senhor Jesus Cristo quem matará o perverso "com o sopro da sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda" (2Ts 2.8)!

 O profeta Joel igualmente descreve a Segunda Vinda de Cristo como um fogo devorador (Jl 2.1-3). Pedro também fala da Segunda Vinda de Cristo em termos semelhantes, dizendo assim: "O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada" (2Pe 3.10 cf.1Ts 5.2-3).

E quem escreveu a Epístola aos Hebreus, confirma:

 "... E os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não acabarão.” -  Hb 1.10-12

   E, para o profeta Daniel, não há nenhuma ressurreição antes da Grande Tribulação, mas somente após (Dn 12.1,2). Sendo assim, como a ressurreição dos mortos é produto da Segunda Vinda de Cristo, chegamos a conclusão de que Daniel também é pós-tribulacionista assim como todos os autores do Novo Testamento!

 "imediatamente após a tribulação daqueles dias aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céus com poder e grande glória" (Mt 24.30),

 

O arrebatamento acontecerá neste grande e glorioso Dia do Senhor, pois que, na sequência, é dito: "E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus" (Mt 24.31). A Igreja será arrebatada para encontrar-se com o Senhor nos ares e acompanhá-lo em sua triunfal descida em direção a terra (1Ts 4.16,17). Não nos esqueçamos que Paulo ensinou que a Segunda Vinda de Cristo e a Nossa Reunião com ele não aconteceria sem que antes se desse a apostasia e fosse revelado o homem o filho da perdição (2Ts 2.1-3).

Diante de todas estas afirmações bíblicas, fica patente que a Segunda Vinda de Cristo acontecerá após a manifestação do anticristo, que sabemos ocorrerá no período da Grande Tribulação. Paulo claramente ensinou que a Segunda Vinda de Jesus Cristo e o arrebatamento que promoverá nossa reunião com Ele somente acontecerá após a apostasia e a manifestação do anticristo. 2 Ts 2.1-3

6.1 - A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO

A Ressurreição dos Justos: cfme. (Lc 14.14; Jo 5.28,29). Alguns crêem que serão ressuscitados no arrebatamento; outros pensam que isso se dará na segunda vinda, logo após a Grande Tribulação. Porém, fato é que todos os mortos e salvos em Cristos estão incluídos na primeira ressurreição. Os cristãos são descritos como já estando espiritualmente assentados com Cristo em seu trono celestial, reinando sobre todo principado e potestade (Ef 2.6; 1 Co 3.21-22 e Cl 3.-1-2. Todos os que estão em Cristo já passaram da morte para a vida, ainda estão sujeitos a morte física, que é a primeira morte, mas "a segunda morte não tem poder sobre eles" (Ap 20.6) ! Já, os demais, continuam mortos nos seus delitos e pecados, não participam da primeira ressurreição e nem reinam com Cristo durante o milênio. Todos estes ressuscitarão apenas uma única vez na ressurreição geral e física de todos os mortos que acontecerá após o milênio, serão condenados no juízo final e padecerão a segunda morte que é o castigo eterno (Ap.20.5).

·         Inclui os mortos em Cristo, que são ressuscitados no arrebatamento da Igreja (1Ts 4.16).

·         Inclui os salvos durante o período da tribulação (Ap 20.4).

·         Inclui os santos do A. T. (Dn 12.2

     Mais uma prova de que a primeira ressurreição (Ap 20.6) é de caráter espiritual, sendo uma referência ao novo nascimento e a condição dos salvos, que já estão inscritos no Livro da Vida, pode ser aferida do texto paralelo que se encontra no versículo 15. “Pois quem nasceu de novo não sofre o dano da segunda morte ou condenação do inferno”. O versículo 14 diz que a Segunda Morte é o Lago de Fogo, ou seja, o inferno, e conhecemos bem a afirmação de Paulo de que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus Cristo” Rm 8.1. O que concorda plenamente com a exclamação de Nosso Senhor: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).

Portanto, quem tem o seu nome inscrito no Livro da Vida (Ap 20.15), ou seja, quem já participou da Primeira Ressurreição (v. 6), não sofrerá o dano da Segunda Morte (v. 6 e 15). Tanto a Primeira Ressurreição como a Segunda Morte são de caráter espiritual. Não seria coerente dizer que uma ressurreição física livra o homem de uma condenação espiritual.

     O Novo Testamento usa com frequência o termo ressurreição, ressuscitados e ressurretos para descrever a condição do crente em Cristo: 

tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.12)... 

Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus” (Cl 3.1)...

Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4)...

Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte” (1. Jo 3.14).

Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, de modo que os mártires cristãos estão vivos em Deus e reinam com Cristo.

     Vemos, no capítulo 5 do Evangelho de João, o emprego do termo ressurreição tanto no sentido espiritual como no físico e isto num mesmo contexto (Jo 5.25-29). Portanto, não seria de se estranhar que o mesmo acontecesse neste outro escrito de João.

     A primeira ressurreição mencionada em Ap 20.6 é espiritual, apresentada aqui principalmente para indicar a vitória dos mártires que vivem e reinam com Cristo, pois o estado intermediário dos crentes, entre a morte e a ressurreição, é um período de vida (Lc 20.38) e consciência (Ap 6.9-11), que segundo Paulo é incomparavelmente melhor do que a dos crentes antes da morte (Fp 1.23), que o faz até preferir deixar o corpo para habitar com o Senhor (2 Co 5.8), pois eles desfrutam da presença do Senhor numa dimensão superior, por se acharem diante do trono de Deus, servindo a Deus de dia e de noite no seu santuário, já não tem mais fome, nem sede, e já não sofrem mais a intempéries da vida, pois são apascentados e consolados por Jesus Cristo (Ap 7.15-17), e, aqui, em Ap 20.6, vemos que eles também partilham de alguma maneira do privilégio de reinar juntamente com Cristo. Já, a segunda ressurreição é descrita nos versículos de 11 a 13 como algo distinto da primeira, sendo uma clara referência a ressurreição do corpo que se dará por ocasião da Segunda Vinda de Cristo.

     A Primeira Vinda de Cristo, nos ares, nos trouxe a primeira ressurreição, que é o novo nascimento e a Segunda Vinda, física, nos trará a segunda ressurreição que será a do corpo. A segunda morte é uma referência ao castigo eterno, o que implica em que a primeira ressurreição, mencionada por João, não seja uma ressurreição física. Pois se os crentes já tivessem aqui (em Ap 20.6) ressuscitado fisicamente, em corpo glorificado, eles já estariam desfrutando do gozo pleno e total da vida vindoura e não seria necessário dizer que sobre eles a segunda morte não tem poder (v.6). Notar que este contraste, pelo menos em sua dimensão espiritual, entre a primeira ressurreição e a segunda morte, pode ser visto também no versículo 15, que diz: “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo”. A expressão “foi achado inscrito no Livro da Vida” indica a condição do salvo, daquele que nasceu de novo, que já foi ressuscitado espiritualmente com Cristo e que já passou da morte para a vida, enquanto que, no versículo 14, é dito que o lago de fogo é a segunda morte.

     Portanto, estamos vivendo os últimos dias! A Escatologia está em processo! A Igreja tem parte viva e atuante neste processo de expansão do Evangelho do Reino!

Quem participa da primeira ressurreição?

Para entender melhor, vou colocar em parênteses a parte que não se refere ao que está sendo falado:

"E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus Cristo, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos." Ap 20:4 

(Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram). Esta é a primeira ressurreição"Ap 20:5 

Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”Ap 20:6 

      Neste trecho a "primeira ressurreição" inclui estes que foram degolados pelo testemunho de Jesus Cristo e não adoraram a besta, que vivem e reinam com Cristo mil anos. Tudo indica que sejam mártires mortos durante a grande tribulação.

     Obviamente os outros mortos (o trecho entre parênteses), que são os que morreram na incredulidade, só irão ressuscitar depois dos mil anos do reino de Cristo na terra, quando vier o juízo final. Lembre-se de que o juízo final, ou Grande Trono Branco, não é um julgamento para ver que será salvo e quem será condenado. Trata-se apenas da lavratura da sentença, pois que aparecer ali já está condenado de antemão. É o momento da condenação dos perdidos.

     A princípio pode parecer que existe um problema com 1 Tessalonicenses 4, pois lá nos fala da ressurreição e do arrebatamento dos vivos, que deve acontecer pelo menos 7 anos antes dessa dos mártires da tribulação, já que o arrebatamento da Igreja antecede o período de 3 anos e meio conhecido como princípio das dores e os outros 3 anos e meio conhecidos como grande tribulação. Ocorre que a chamada "primeira ressurreição" não é apenas um evento. Ela inclui:

a) A ressurreição de Cristo (já ocorrida):

"Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda". I Co 15.23

b) A ressurreição dos que morreram em Cristo por ocasião do arrebatamento da Igreja (pode ocorrer a qualquer momento):

 “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.1 Ts 4:14 Porque,se cremos que Jesus Cristo morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus Cristo dormem, Deus os tornará a trazer com ele." 1 Ts 4:13 

 “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.1 Ts 4:16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.1 Ts 4:17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." 1 Ts 4:15 

c) A ressurreição dos santos mortos durante a tribulação, da passagem citada no início e também descrita em Daniel (irá ocorrer no final da grande tribulação e início do reino milenial de Cristo):

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Dn 12:2 

     A "primeira ressurreição", portanto, inclui Cristo e todos os que verdadeiramente morreram na fé, embora ressuscitem em diferentes momentos. A "primeira ressurreição " é uma só, porém ocorre em mais de um estágio.

     Os que não fizerem parte da primeira ressurreição, que completa seus estágios antes de se iniciar o reino milenial de Cristo, ficará para a outra ressurreição depois do milênio, que é a volta à vida dos mortos que morreram em seus pecados para receberem sua sentença. Fica mais fácil entender se pensarmos simplesmente que a primeira ressurreição inclui Cristo e os salvos por Ele, e a segunda inclui os perdidos. Por isso Daniel fala das duas, porém ali não menciona que elas estão separadas por mil anos:

 “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Dn 12:2

     A primeira parte do versículo 5 deve ser entendida como um parêntese. Os "outros mortos" refere-se aos incrédulos de todas as eras que serão ressuscitados no final do Milênio para estarem diante do julgamento do Grande Trono Branco.

     A frase "esta é a primeira ressurreição" refere-se ao versículo 4. A primeira ressurreição não é um evento único. Ela descreve a ressurreição dos justos em diferentes períodos. Inclui a ressurreição de Cristo (1 Co 15:23), a ressurreição dos que são de Cristo quando ele arrebatar a igreja (1 Ts 4:13-18), a ressurreição das duas testemunhas cujos corpos ficarão nas ruas (Ap 11:11) e a ressurreição dos santos mortos na tribulação, os quais são descritos aqui nesta passagem (veja também Dn 12:2). Em outras palavras, a primeira ressurreição inclui a ressurreição de Cristo e de todos os verdadeiros crentes, apesar de ressuscitarem em épocas diferentes.

     A primeira ressurreição ocorre em vários estágios. Os que participarem da primeira ressurreição não serão incluídos na segunda morte, quando todos os incrédulos serão lançados no lago de fogo (Ap 20:14)."

       6.2 - O TRIBUNAL DE CRISTO

Depois do Arrebatamento da Igreja O Tribunal de Cristo e as Bodas serão um evento ímpar - O julgamento dos crentes segundo as suas obras. Não será julgamento para condenação. Uns receberão muitos galardões; outros, reprovação, poucos galardões ou nenhum - 2 Co 5.10; Rm 14.10,12; Mt 5.11-12; 25.Jo 5.22; 1 Co 3.12-15;9.25-27;; Gl 6.8-10; Cl 3.23-25; Hb 6.10; Ap 2.26-28)

6.3 - AS BODAS DO CORDEIRO

As Bodas do Cordeiro - Dar-se-á o encontro de há muito esperado do noivo (Jesus Cristo) com a sua noiva (Igreja). Estaremos com Jesus Cristo para sempre. "Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro" (Ap 19.7-9)

6.4 - O JULGAMENTO DAS NAÇÕES

Esse julgamento objetiva selecionar os povos que participarão do Milênio (Jl 3.2,11,12,14; Mt 25.31-46).

7  - O MILÊNIO

      Uma análise do texto em Apocalipse 19 e 20 exige a vinda de Cristo antes do milênio, pelo que Ele o iniciará e encerrará os sete anos da Grande Tribulação:

  "E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça."(Ap 19:11 ACF)

 "E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. (20) E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre." (Ap 19:19-20 ACF)

"Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos." (Apocalipse 20:2 ACF). O profeta Joel igualmente descreve a Segunda Vinda de Cristo como um fogo devorador (Jl 2.1-3). Pedro também fala da Segunda Vinda de Cristo em termos semelhantes, dizendo assim: "O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada" (2Pe 3.10 cf. 1Ts 5.2-3).

 No milênio, pois haverá gloriosas bênçãos prometidas, entre elas:

1.      Paz Universal:

"E Ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear." (Is  2:4 ACF)

2.      Alegria e júbilo:

"E vós com alegria tirareis águas das fontes da salvação. (4) E direis naquele dia: Dai graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei notório os seus feitos entre os povos, contai quão excelso é o seu nome. (5) Cantai ao SENHOR, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isto em toda a terra. (6) Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti." (Isaías 12:3-6 ACF)

3.      Santidade:

"Naquele dia será gravado sobre as campainhas dos cavalos: SANTIDADE AO SENHOR; e as panelas na casa do SENHOR serão como as bacias diante do altar. (21) E todas as panelas em Jerusalém e Judá serão consagradas ao SENHOR dos Exércitos, e todos os que sacrificarem virão, e delas tomarão, e nelas cozerão. E, naquele dia não haverá mais cananeu na casa do SENHOR dos Exércitos." (Zacarias 14:20-21 ACF)

4.      Uma língua comum a todas as pessoas:

"Porque então darei uma linguagem pura aos povos, para que todos invoquem o nome do SENHOR, para que o sirvam com um mesmo consenso." (Sofonias 3:9 ACF)

7.1 - O JULGAMENTO DAS NAÇÕES

     Passada a Grande Tribulação, a Segunda Vinda de Cristo e o Milênio teremos a "segunda ressurreição" que é a ressurreição física geral de todos os mortos não salvos. A Ressurreição dos Ímpios:

"Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida foram lançados no lago de fogo" (Ap 20.11-15).

Ele mesmo chamará todos à vida, novamente: "Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz. E os que, fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação" (João 5:28-29)

Todos os não-salvos serão ressuscitados depois do milênio para comparecerem perante o Grande Trono Branco e serem julgados (Ap 20.11-15). Esta segunda ressurreição resulta na segunda morte para todos os envolvidos ímpios.

     Uma série de outros textos bíblicos também ensina que a Ressurreição será Geral e que depois dela vem o Juízo Final: (Dn 12.2Mt 25.31-46Jo 5:28-29;Jó 19:23-27;Is 26:19At 24:15;Rm 8:11, 23Fp 3:20 1Ts 4:16).

Por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, todos mortos ressuscitarão (Dn 12.2)! "Todo olho o verá, até mesmo os que o traspassaram" (Ap 1.7,) o que só será possível se a ressurreição física e geral de todos os mortos acontecer no dia da Segunda Vinda de Cristo.

Jesus Cristo também ensinou que haveria apenas uma única ressurreição geral e que esta aconteceria logo após a Sua Segunda Vinda:

"Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda... E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna" (Mt 25.31-33 e 46).

Portanto, a Primeira Vinda de Cristo trouxe a Primeira Ressurreição e a Segunda Vinda trará a Segunda Ressurreição.

7.2 - O GRANDE TRONO BRANCO

O julgamento do Grande Trono Branco é encontrado em Apocalipse 20:11-15 e é o julgamento final antes que os perdidos sejam lançados ao lago de fogo (o lugar de eterna punição comumente conhecido como inferno). Sabemos, através de Apocalipse 20:7-15 que este julgamento ocorrerá após o milênio e após Satanás, a besta e o falso profeta serem lançados ao lago de fogo (Apocalipse 20:7-10). Os livros que forem abertos (Apocalipse 20:12) contêm registros dos feitos de todos, bons ou maus, porque Deus sabe tudo o que já foi dito, feito ou mesmo pensado; e Ele recompensará ou punirá cada qual adequadamente (Salmos 28:4; Salmos 62:12; Romanos 2:6; Apocalipse 2:23; Apocalipse 18:6; Apocalipse 22:12

Nesta hora é aberto também outro livro, que é o “livro da vida” (Apocalipse 20:12).      Este é o livro que determina se uma pessoa herdará vida eterna com Deus ou receberá punição eterna no lago do fogo. Mesmo sendo os crentes responsáveis por seus atos, eles são perdoados em Cristo e seus nomes são escritos no “livro da vida desde a fundação do mundo” (Apocalipse 17:8). Das Escrituras também aprendemos que é neste julgamento que Jesus assim julgará: “E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Apocalipse 20:12) e que o nome de qualquer um que não for achado no livro da vida, este será lançado no lago de fogo (Apocalipse 20:15)

O fato de que haverá um julgamento final para todos os homens, crentes e não crentes, é claramente confirmado em muitas passagens da Escritura. Cada pessoa, um dia, estará de pé perante Cristo e será julgada por seus atos. Apesar de ser muito claro que o Julgamento do Grande Trono Branco é o julgamento final de Cristo, os cristãos discordam a respeito de como isto se relata com os outros julgamentos mencionados na Bíblia, e a respeito de quem exatamente será julgado no Julgamento do Grande Trono Branco.

Muitos cristãos acreditam que as Escrituras revelam três diferentes julgamentos que virão. O primeiro será o julgamento dos “bodes e ovelhas” ou um “julgamento das nações”, como visto em Mateus 25:31-36. Eles crêem que ocorrerá após o período da tribulação, mas antes do milênio, e que servirá para determinar quem entrará no reino milenar. O segundo é um julgamento das obras dos crentes, ao qual freqüentemente se refere como o “Grande Tribunal de Cristo” (II Coríntios 5:10), no qual os cristãos receberão graus de recompensas por seus feitos ou serviços a Deus. O terceiro é o julgamento do “grande Trono Branco”, ao final do milênio (Apocalipse 20:11-15); que é o julgamento dos incrédulos, no qual serão julgados de acordo com suas obras e sentenciados à punição eterna no lago de fogo.

Outros cristãos crêem que todos estes três julgamentos, como visto em Mateus 25:31-36, II Coríntios 5:10 e Apocalipse 20:11-15, são o mesmo julgamento final, e não três julgamentos separados. Em outras palavras, os que têm esta visão crêem que o julgamento do “Grande Trono Branco” em Apocalipse 20:11-15 será o tempo em que tanto crentes quanto incrédulos serão da mesma forma julgados. Aqueles cujos nomes são achados no “livro da vida” serão julgados por suas obras para que se determinem os galardões ou perda de galardões que receberão; e aqueles cujos nomes não estiverem no “livro da vida” serão julgados de acordo com suas obras para que se determine o grau de punição que receberão no lago de fogo. Os que têm esta visão crêem que Mateus 25:31-46 é uma outra descrição do que acontece no julgamento do “Grande Trono Branco”. Eles mostram o fato de que o resultado deste julgamento é o mesmo que é visto após o julgamento do “Grande Trono Branco em Apocalipse 20:11-15. As “ovelhas” (crentes) entram na vida eterna enquanto os “bodes” (incrédulos) são lançados na “punição eterna” (Mateus 25:46)

Qualquer que seja a visão que tivermos do julgamento do “Grande Trono Branco”, é importante que não se perca de vista três fatos muito importantes em relação à vinda do julgamento ou julgamentos.

1- Hoje, Jesus é o advogado perante Deus, ao voltar, será o juiz.

2- Que todos os incrédulos serão julgados por Cristo, e que eles serão punidos de acordo com as obras que praticaram. A Bíblia é muito clara ao dizer que o incrédulo está armazenando “ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus” (Romanos 2:5), e que Deus “recompensará cada um segundo as suas obras” (Rm 2:6).

3- Que os crentes também serão julgados por Cristo, mas uma vez que a justiça de Cristo a eles foi imputada e seus nomes estão escritos no “livro da vida”, eles serão galardoados de acordo com as obras que fizeram. Romanos 14:10-12 é muito claro ao dizer que “todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” e que cada um de nós “dará conta de si mesmo a Deus”.

Sem dúvidas a Bíblia é bastante clara ao dizer que todos, crentes e não crentes, de igual modo irão, um dia, comparecer perante Cristo para serem julgados. Mas a boa notícia para o crente é que nosso julgamento não será para determinar se seremos lançados no lago de fogo, porque isto já terá sido estabelecido uma vez que cremos no evangelho e nos tornamos “filhos de Deus”. Aqueles que verdadeiramente são salvos receberam o beneficio da grande troca na qual nossos pecados são creditados a Cristo e Sua justiça é a nós imputada. Portanto, enquanto nossa salvação está assegurada em Cristo ainda assim daremos conta de nós mesmos a Deus (Romanos 14:12) e devemos ao máximo nos esforçar para fazermos tudo para a glória de Deus (I Co 10.31).

 08  - O JUÍZO FINAL

Em Apocalipse 20, após a descrição da Ressurreição Física de todos os mortos, temos o Juízo Final:

"O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito" (v.13). "Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida foram lançados no lago de fogo" (v.15).

Paulo afirmou possuir a mesma esperança dos profetas do Antigo Testamento; de que haverá ressurreição geral tanto de justos como de injustos:

"Confesso-te, porém, que adoro o Deus dos nossos antepassados como seguidor do Caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a Lei e no que está escrito nos Profetas, e tenho em Deus a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto de justos como de injustos" (At 24.14,15).

 Como vimos, Daniel e Jesus Cristo ensinaram que a ressurreição dos mortos é geral e acontece exatamente antes do Juízo final (Dn 12.2Mt 25.31-46Jo 5:28-29;Jó 19:23-27Is 26:19At 24:15Rm 8:11, 23Fp 3:20 e1Ts 4:16).

Há também um outro importante texto em que Jesus Cristo ensina claramente que a ressurreição será geral, para todos, crentes e não crentes, uns para vida e outros para a condenação:

Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”(Jo 5.28,29).

        Assim como a Ressurreição, o Juízo Final também será geral, abarcando os vivos e os mortos, os salvos e os perdidos.  "Pois, todos compareceremos perante o Tribunal de Deus"  (2 Co 5.10;Rm 14.10-12).

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino"  2 Timóteo 4:1

Os que não tiverem os seus nomes escritos no livro da vida serão condenados (Ap 20.11-13).

      Paulo afirmou possuir a mesma esperança dos profetas do Antigo Testamento; de que haverá ressurreição geral tanto de justos como de injustos:

"Confesso-te, porém, que adoro o Deus dos nossos antepassados como seguidor do Caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a Lei e no que está escrito nos Profetas, e tenho em Deus a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto de justos como de injustos" (At 24.14,15). 

"Pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite. Quando disserem: “Paz e segurança”, a destruição virá sobre eles de repente, como as dores de parto à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão" (1Ts 5.2,3).

 Se volvermos os ouvidos ao Profeta Joel 2.31 e 3.1-2 , ouviremos também que o Dia do Senhor é dia de Juízo Final e não de milênio terrestre.

 "Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia do SENHOR vem, já está perto; Dia de trevas e de escuridão; dia de nuvens e densas trevas, como a alva espalhada sobre os montes; povo grande e poderoso, qual nunca houve desde o tempo antigo, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. Diante dele um fogo consome, e atrás dele uma chama abrasa; a terra diante dele é como o jardim do Éden, mas atrás dele um desolado deserto; sim, nada lhe escapará. A sua aparência é como a de cavalos; e como cavaleiros assim correm. Como o estrondo de carros, irão saltando sobre os cumes dos montes, como o ruído da chama de fogo que consome a pragana, como um povo poderoso, posto em ordem para o combate. Diante dele temerão os povos; todos os rostos se tornarão enegrecidos. Como valentes correrão, como homens de guerra subirão os muros; e marchará cada um no seu caminho e não se desviará da sua fileira. Ninguém apertará a seu irmão; marchará cada um pelo seu caminho; sobre a mesma espada se arremessarão, e não serão feridos.

Irão pela cidade, correrão pelos muros, subirão às casas, entrarão pelas janelas como o ladrão. Diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor.

E o SENHOR levantará a sua voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque poderoso é, executando a sua palavra; porque o dia do SENHOR é grande e mui terrível, e quem o poderá suportar?" (Joel 2:1-11)

Note também que as descrições deste Dia se assemelham as descrições da Segunda Vinda encontradas no Novo Testamento, tais como: "Tocai a trombeta" (Mt 24.31;1Co 15.52;1Ts 4.16), "diante dele um fogo consome" (2Ts 1.7), "a sua aparência é como a de cavalos" (Ap 19.11,21), "como um povo poderoso", "diante dele tremeram os povos" (Mt 24.30), "diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor" (Mt 24.29), "porque o dia do Senhor é grande e mui terrível" 1 Ts 5.3 e 2 Pe 3.10. Confirmando assim que a Segunda Vinda desencadeará o Juízo Final.

Pedro também ensina que a Segunda Vinda de Cristo trará o julgamento final:

"O dia do Senhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada. Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor" (2Pe 3.10-12).

        Diante da Segunda Vinda de Cristo, os pecadores não tem esperança de um reino milenar, mas sim, uma terrível expectativa do juízo final. Jesus Cristo claramente ensinou que a Segunda Vinda precipitaria imediatamente o Juízo Final:

"Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes... Então dirá aos que estiverem à sua esquerda: 'Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos'... E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna" (Mt 25.31-46).

A Parábola das Dez Virgens ensina que não há esperança de vida e nem de salvação para os perdidos após a Segunda Vinda de Jesus Cristo. Ficando, assim, descartada a ideia de uma segunda oportunidade de vida e salvação para os não salvos após o Arrebatamento da Igreja. Todos estes textos ensinam que a Segunda Vinda de Cristo é o Grande e terrível Dia do Senhor em que Jesus Cristo vem para julgar a terra. Os inimigos de Deus serão condenados e o mal terá fim. Já, os remidos do Senhor receberão a vida eterna em um lar celestial.

09  - A NOVA JERUSALÉM

 A Nova Jerusalém que, após o Milênio, desce do céu. O Capítulo 21 de Apocalipse descreve destino eterno do povo de Deus como uma cidade celestial "a noiva e a esposa do Cordeiro” (v.10). Este novo céu é chamado de "Nova Jerusalém" (v.11), uma prometida Canaã celestial ! É o reino eterno nos céus.

"Então vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia dos céus, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. 4 Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Aquele que estava assentado no trono disse: “Estou fazendo novas todas as coisas!” E acrescentou: “Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança” (Ap 21.1-5).

A descrição deste novo céu também remonta a Israel:

 "Nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel" (v. 12). E é nesta mesma cidade santa que encontramos "os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro" inscritos nos fundamentos de seus muros. O que revela que o destino de Israel não é um paraíso na terra, mas, sim, no mesmo céu da Igreja! Pois de ambos os povos, judeus e gentios, Deus fez um: A Igreja, que está edificada sobre o fundamento dos profetas do Antigo Testamento e dos Apóstolos do Novo Testamento. Ef 2.20.

O Apóstolo Pedro diz que nossa esperança não é um milênio na terra, pois o que nós aguardamos como crentes são os novos céus e a nova terra: a Palavra afirma que :

"... os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam (se reservam) para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo (extraordinariamente paciente) para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão (desaparecerão)com grande estrondo, e os elementos [materiais do universo], ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas [cada um de vós] vos convém [neste momento] ser em santo trato, e piedade, Aguardando (esperando e trabalhando nesse sentido), e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos [materiais do universo], ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça (retidão, libertação do pecado e assentado à direita com Deus).2 Pedro 3:7-13

Paulo também confirma que a esperança do crente é um habitação celestial:

"Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus, não construída por mãos humanas. 2 Enquanto isso, gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação celestial" (2Co 5.1)

.

10 - CONCLUSÃO

Portanto, em Sua Primeira Vinda, Jesus Cristo já venceu e amarrou Satanás. A grande Batalha já foi travada na cruz, onde Jesus Cristo sagrou-se vencedor. O Corpo de Cristo também partilha desta vitória, de modo que seus membros já são "mais do que vencedores". A pequena semente de mostarda transformar-se-á em grande árvore, pois a Igreja foi estabelecida com a promessa de prevalecer sobre as portas do inferno, recebendo todo o poder para ser bem-sucedida em sua missão de fazer discípulos de todas as nações, o que certamente acontecerá segundo a visão futura descritiva da grande multidão de convertidos de Apocalipse 7. Quando a Igreja cumprir a sua missão, Satanás será solto por pouco tempo e promoverá uma guerra universal contra a Igreja.

Portanto, Apocalipse 20, não está ensinando nada novo e nem diferente do ensino de Jesus Cristo e de seus Apóstolos que deixaram claro que a Primeira Vinda de Cristo inaugurou o Reino de Deus e que Jesus Cristo foi entronizado, tendo recebido todo o poder e glória, de modo que Ele já reina do seu trono celestial colocando um a um de seus inimigos debaixo de seus pés, cujo último inimigo, a morte, será destruído por ocasião da sua Segunda Vinda, que será única, pessoal, visível, portentosa, em meio a labaredas de fogo, promovendo uma ressurreição geral de todos para o Juízo Final, quando o joio será separado do trigo e os bodes das ovelhas. Os mortos em Cristo ressuscitarão e receberão corpos espirituais e indestrutíveis capacitados para viver a eternidade na Jerusalém Celestial. Pois, não pertencemos a Jerusalém terrena, nossa cidadania é celeste ! Aguardamos novos céus e nova terra, nossa morada celestial a qual Jesus Cristo foi preparar !

F I M

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (até 1948) são as autênticas Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), são as únicas que o crente deve usar, pois são fielmente traduzidas somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

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CONSIDERAÇÕES FINAIS.

     A Palestina no século I d.C. era um grande mosaico de povos e costumes. Dominados por Roma, os judeus, maioria da população, acabaram por revoltar-se, o que redundou no efetivo domínio romano. Área produtiva, a maior riqueza da região, contudo, era a sua privilegiada posição estratégica. Cada vez mais influenciada pela cultura romano-helenística, o judaísmo resistia, mantendo suas práticas e instituições, mesmo que excluindo a alguns grupos. Ao final do século I, com a Guerra Judaica e a extinção da grande maioria das seitas judaicas, o judaísmo acabou por gerar uma religião autônoma, o cristianismo, e a passar por um processo de cristalização farisaica.

REI HERODES

      Primeiramente, uma breve história dos hebreus, pois quando falamos de Israel é necessário ter claro alguns elementos históricos. Depois da Conquista da Terra Prometida, empreendida por Moisés e comandada por Josué, mais ou menos mil e duzentos anos antes de Cristo, os hebreus estabeleceram uma monarquia. Essa etapa teve 3 reis clássicos, aprovados por Deus: Saul, Davi e Salomão. Depois de Salomão, e com sua morte, o reino foi dividido por seus filhos,  Roboão e Jeroboão, em Reino do Sul, chamado Judá, e o Reino do Norte. Jeroboão, em vez de ouvir o conselho sábio dos anciãos das tribos de Israel, para aliviar a carga tributária e os trabalhos compulsórios impostos por seu pai , fez o contrário - mandou aumentá-los. Isso levou à rebelião das tribos setentrionais e à divisão a do Reino de Israel em dois novos reinos: o Reino de Israel Setentrional (ou Reino das 10 Tribos do norte, capital Samaria, tendo como Rei Jeroboão I), e o Israel Meridional (ou Reino de Judá, tendo por capital Jerusalém e como rei, Roboão. Cada reino destes, por mais de 300 anos de existência fugaz, teve reis diferentes. O Reino do Norte, no ano 930 a.C sob a invasão de Tiglath Pileser III,  desapareceu primeiro e, com a invasão por Nabucodonosor, em 587 a.C, e o exílio na Babilônia, terminou também o Reino de Judá, aquele do Sul.  Depois da volta do povo do exílio na Babilônia, mais ou menos 530 anos antes de Cristo, em termos de governo, a Palestina foi subjugada e o povo de Israel foi acompanhado por uma história bastante complicada até ser dominado pelos romanos e estabelecida a pax romana, no tempo do nascimento de Jesus Cristo, o Messias, durante o reinado de Herodes, o Grande.

     O correto é dizer que Herodes, o Grande, foi um rei-marionete da Judéia. Reinou na Judéia de 37 a.C a 4 d.C.  Mas não era um monarca de fato, mas sim um fantoche cujas funções se resumiam em oprimir, fiscalizar e tributar, reportando-se ao Imperador. Nasceu em Jericó e ali faleceu, logo após haver decretado o genocídio infantil das crianças judias coevas de Jesus Cristo. Esse Herodes vivia temeroso de uma revolta popular judaica, razão pela qual teria construído, como refúgio, a fortaleza de Massada, perto do Mar Morto. No século I a.C , Herodes, o Grande, ordena uma remodelação do templo, remodelação essa considerada por muitos judeus como uma profanação e, com o propósito de agradar a César, manda construir num dos vértices da muralha do templo a Torre Antônia, uma guarnição romana que dava acesso  direto ao interior do pátio do templo. Certos autores designam o templo após esta intervenção por "Terceiro Templo", pois não se podia mudar a arquitetura do templo, cujo modelo Deus havia dado a Davi, e ordenou que se seguisse o modelo predito. A mudança que Herodes fez simbolizava uma profanação para os judeus.  Foi sucedido por seus três filhos (Herodes Aquelau, Herodes Antipas e Herodes Filipe), além de Lisânias, codinominado de Tetrarcas, pois a Palestina foi dividida politicamente e tributariamente em quatro partes, e esses Tetrarcas, reis-vassalos, reportavam-se ao César, imperador romano.

  A PALESTINA NOS TEMPOS DE JESUS

Os procuradores eram funcionários diretamente ligados ao imperador. Sob este título eram denominados diversos funcionários que possuíam atribuições diferentes. Eles provinham da ordem eqüestre, ou dos cavaleiros, e eram remunerados. Os procuradores palestinos estavam subordinados ao governador da Síria. Entretanto, como representantes diretos do Imperador, detinham poderes civis, militares e jurídicos. Eles residiam em Cesaréia, mas em épocas de festa religiosas se transferiram para Jerusalém, já que, nestas ocasiões, esta ficava apinhada de fiéis.

Conforme Andréia Cristina L Frazão da Silva, professora de História Antiga, faz-se importante ressaltar que as questões internas da comunidade judaica, contudo, mesmo sob a administração romana, eram resolvidas pelo Sinédrio, tribunal religioso presidido pelo sumo-sacerdote e formado por 71 membros (anciões, sumo-sacerdotes depostos, sacerdotes do partido dos saduceus e escribas fariseus), com sede em Jerusalém. Provavelmente instituído ainda no século III aC, no século I dC possuíam atribuições jurídicas: julgavam os crimes contra a Lei Mosaica, fixavam a doutrina e controlavam todos os costumes e aspectos da vida religiosa. Em todas as cidades e vilas da Palestina também existiam pequenos sinédrios formados por três membros que cuidavam de questões locais (Mt. 5:25

Ainda que Roma tenha procurado manter as estruturas locais anteriores à conquista e tenha respeitado a idiossincrasia judaica no tocante a diversos aspectos, a dominação romana implicou na progressiva romanização e helenização e na cobrança de inúmeros impostos diretos e indiretos. Os publicanos eram os responsáveis pela coleta dos impostos, repassados aos tetrarca, que por sua vez os enviava a César, em Roma. Essa era a razão pela qual os judeus publicanos eram mal vistos e odiados pelos judeus.

 Neste sentido, face a irreversível ocupação romana na região, surgiram movimentos de resistência armados, como os zelotas. Historiadores, como Flávio Josefo, e o próprio Novo Testamento apresentam indícios de que ocorreram, no período, alguns levantes pontuais contra Roma (Lc. 13;1; At. 5: 36-37, 21:37).

 Pouco a pouco grandes parcelas da população foram mobilizadas contra o controle romano, o que resultou no embate militar que durou de 66 a 70 d.C. e é conhecido como Guerra Judaica. A fortaleza de Massada teve papel preponderante nessa guerra. Foi no decurso desta guerra que o Templo de Jerusalém foi novamente destruído e levaram que a política tolerante de Roma em relação aos judeus fosse revista.

Estes acontecimentos marcaram profundamente judeus e cristãos. Seus reflexos encontram nos textos neotestamentários e foram um fator decisivo no rompimento definitivo entre judeus e cristãos. Com a destruição do Templo, cessaram os sacrifícios. O culto nas sinagogas ganharam importância, sendo dirigidos pelos Rabis fariseus.  A Judéia tornou-se província romana, na qual se encontravam duas legiões estacionadas. Contudo, as revoltas não cessaram.

Em 132 a Palestina torna-se palco de nova revolta, agora liderada pelo judeu Simão Bar-Kochba. Esta insurreição resultou numa acentuada baixa demográfica na Palestina.  Jerusalém foi destruída e reconstruída como colônia romana, ou seja, ali foram fixados soldados aposentados de diversas origens. Os judeus foram proibidos de entrar na cidade.  No local do Templo foi construído um templo pagão.

Organização econômica

Devido à sua posição estratégica, entre a Ásia, a África e o Mediterrâneo, a Palestina era uma região de passagem. Por ela circulavam soldados, comerciantes, mensageiros, diplomatas, etc. Esta região possuía importantes centros urbanos, como Cesaréia e Jerusalém, que concentravam pessoas e atividades econômicas. Como em outras áreas do Império, nesta região existiam vias e portos, que facilitavam as comunicações e transporte de mercadorias e pessoas.

Existia, na região, uma incipiente manufatura, especializada na defumação ou salgação de peixes, construção, fiação e tecelagem, produção de artigos em couro, cerâmica, além de um artesanato de produtos de luxo, como perfumes e a extração e tratamento do betume, substância utilizada para a calafetagem dos navios. Além disso, outros ofícios se faziam presentes, principalmente nas grandes cidades, tais como os padeiros, carregadores de água, barbeiros etc.

O comércio, tanto interno quanto externo, também era praticado. O comércio interno, pouco conhecido, consistia-se nas trocas locais e, sobretudo, visava o abastecimento das grandes cidades. Quanto ao externo, importava-se produtos de luxo, consumidos pelas elites e pelo Templo. Por outro lado, exportavam-se alimentos – frutas, óleo, vinho, peixes – e manufaturas, como perfumes, além do betume.

A principal atividade econômica da região, contudo, era a agricultura. Plantava-se trigo, cevada, figo, azeitonas, uvas, tâmaras, romãs, maçãs, nozes, lentilhas, ervilhas, alface, chicória, agrião etc. Além da plantação de alimentos, eram encontrados cultivos especiais, voltados para a produção de manufaturas, como rosas, para a produção de essências para os perfumes.

As atividades de pesca, pecuária e extrativismo também não podem ser esquecidas, devido a sua grande importância econômica. Banhada pelo Mediterrâneo, cortada por rios e possuindo lagos, não é difícil constatar a variedade de peixes e seu papel para o abastecimento interno e até exportação. Quanto à pecuária, a região possuía rebanhos de ovelhas, cordeiros e bois. No campo da extração, além do já mencionado betume, há que ressaltar a variedade de árvores, como o salgueiro, loureiro, pinheiros, das quais se extraía madeira, temperos e essências; certos animais, como pombas; e alimentos, como o mel.

Organização Social

A sociedade palestinense pode ser dividida em quatro grandes grupos socioeconômicos: os ricos, grandes proprietários, comerciantes ou elementos provenientes do alto clero; os grupos médios, sacerdotes, pequenos e médios proprietários rurais ou comerciantes; os pobres, trabalhadores em geral, seja no campo ou nas cidades; e os miseráveis, mendigos, escravos ou excluídos sociais, como ladrões.

Contudo, as diferenças sociais na palestina não se pautavam somente na riqueza ou pobreza do indivíduo, mas em diversos outros critérios, como sexo, função religiosa, conhecimento, pureza étnica, etc. Ou seja, uma mulher, ainda que proveniente de uma família rica, estava numa situação social inferior a de um levita; um samaritano, apesar de ser descendente dos israelitas, devido à miscigenação, era considerado impuro e, socialmente, inferior a uma mulher judia, para citar só dois exemplos.

 Instituições religiosas

O Templo foi, até 70 dC, o mais importante centro religioso judaico. Destruído duas vezes, estava sendo reconstruído neste período. As mulheres e os não-circuncidados não podiam entrar no interior do Templo. Neste edifício eram realizados os sacrifícios; o sinédrio se reunia; eram armazenadas as riquezas e impostos dirigidos ao Templo, bem como os objetos de culto. Ou seja, o Templo era muito mais do que um local de culto. Sobretudo, era o centro de toda a vida religiosa, econômica e política judaica. Suas atividades e organização revelam os valores e as divisões desta sociedade, onde os sacerdotes e conhecedores da Lei possuem privilégios, só os homens circuncidados são levados em conta e mulheres e gentios são colocados à margem.

Organizando a vida religiosa e os cultos no templo existiam um amplo clero chefiado pelo sumo-sacerdote, que provinham das famílias mais ricas judaicas da palestina. Os sacerdotes e sumos-sacerdotes, tanto sob o governo dos herodianos quanto dos procuradores, eram escolhidos e destituídos pelos governadores civis. Logo, este posto possuía um marcado caráter político.

Os sumos-sacerdotes (vejam só, antes era um; o governo romano implantou dois) eram auxiliados por diversos funcionários, todos provenientes das famílias mais importantes: o comandante do Templo; os chefes das 24 equipes semanais, os sete vigilantes, três tesoureiros.

Além do sacerdote supremo, existiam cerca de 7 mil outros sacerdotes divididos em 24 equipes que se revezavam nos serviços do Templo. Em média, cada sacerdote atuava cinco vezes por ano. Recebiam salário, que provinha dos sacrifícios e do dízimo. A função sacerdotal era hereditária. Ao lado dos sacerdotes, havia 10 mil levitas, também organizados e 24 equipes. Atuavam como músicos ou porteiros, também cinco vezes ao ano. Não recebiam salários.

As sinagogas também eram centros religiosos, já que nelas se cultuava a Deus e era estudada a Lei, tal como ocorre ainda hoje. Nelas, qualquer judeu poderia ler e fazer comentários à Lei, o que não ocorria na prática, função que acabava controlada pelos especialistas nas escrituras, os escribas e rabis fariseus.

As festas religiosas também possuíam um papel destacado na vida judaica. Nestas ocasiões o povo se reunia em Jerusalém e celebrava a intervenção divina em sua História. Mais do que um momento de comemoração, tais datas serviam para perpetuar a memória e as tradições do povo. Três festas eram consideradas mais importantes: a Páscoa, que recordava a libertação da escravidão no Egito; Pentecostes que ocorria na época da colheita e recordava a Aliança do Sinai; Tendas, ou Festa dos Tabernáculos, que festeja o próprio Templo.

Outras práticas religiosas judaicas comuns no século I dC eram a circuncisão, a guarda do Sábado, a oração cotidiana, realizada pela manhã e à tarde. Contudo, apesar de uma aparente unidade, o Judaísmo estava subdividido em uma série de facções político-religiosas, que apresentaremos no próximo item.

O Judaísmo no século I

Muitas pessoas pensam no judaísmo do século I d.C. como um bloco monolítico, uma religião solidamente unificada que o cristianismo dividiu, formando uma religião nova. Entretanto, havia muitos subgrupos diferentes dentro de judaísmo antigo e o movimento de Jesus era, à princípio, só um deles. Assim, a separação do cristianismo do judaísmo não foi súbita, mas aconteceu gradualmente. Para entendermos o Novo Testamento mais completamente, especialmente como a vida de Jesus é apresentada nos Evangelhos, nós precisamos conhecer a variedade dos grupos judeus que existiram no primeiro século.

O Judaísmo no tempo de Jesus parecia muito com as divisões internas do cristianismo de hoje. Todos os judeus tinham certas crenças comuns e praticaram alguns aspectos da religião: eram monoteístas, praticavam a lei de Moisés, circuncidavam-se, etc. Porém, os diferentes grupos judeus debatiam, digladiavam e discordavam entre si sobre muitos detalhes, tais como as expectativas sobre o Messias, os rituais e as leis de pureza, sobre como viver sob a dominação estrangeira.

Josefo, historiador judeu do primeiro século, descreve três grupos principais com suas filosofias ou modos de vida: os fariseus, os saduceus, e os essênios. Ele também menciona vários outros grupos políticos e revolucionários judeus ativos no primeiro século d.C., especialmente durante a primeira Guerra contra Roma (66-70 d. C.). O Novo Testamento menciona os Fariseus e Saduceus, além de vários outros grupos identificáveis a partir da pequenas menções. São estas informações que nos permitem reconstruir tais partidos político-religiosos. A seguir, vamos apresentar os principais grupos e suas características:

1- Fariseus

Os fariseus formavam um grupo ativo, numeroso e influente na Palestina desde o século II a.C.. O termo Fariseu provavelmente significa, em hebreu, separado e se refere à observância rígida das leis e tradições por parte dos membros do grupo (Lc. 18:10-12). Seus líderes eram chamados de rabinos ou professores, tal como Gamaliel, já que se dedicavam a estudar e comentar as escrituras (Atos 5:34; 22:3).

Os Fariseus aderiram e defendiam a observância rígida do sábado sagrado, dos rituais de pureza, do dízimo, das restrições alimentares, baseando-se nas Escrituras hebraicas e em tradições orais mais recentes (Mc. 7:1-13; Mt. 15:1-20). Se opunham à romanização e à helenização. Seus maiores rivais políticos e religiosos foram, durante muito tempo, os Saduceus, principalmente devido à postura pró-Roma deste grupo. Esta rivalidade, contudo, não os impedia de unirem-se em alguns momentos em que os objetivos faziam-se comuns.

Em sua maioria, os fariseus eram leigos, ainda que entre eles fossem encontrados alguns levitas e membros do Sinédrio (Atos 5:34). Consideravam-se sucessores de Esdras e dos primeiros escribas. Eram os freqüentadores das sinagogas e buscavam divulgar a interpretação da Lei escrita e oral.

Em contraste com os Saduceus (Mc. 12:18-27), os Fariseus acreditavam na ressurreição dos mortos, no livre arbítrio do homem, na onipresença de Deus, no papel da Lei como um freio para os impulsos negativos dos homens (Atos 23:1-8). Os Evangelhos os retratam como os principais oponentes de Jesus (Mc. 8:11; 10:2) e que teriam conspirado junto com os herodianos para matá-lo (Mc. 3:6). Por outro lado, Jesus dirige algumas críticas severas contra a hipocrisia e cegueira dos Fariseus (Mt. 23; Jo. 9). Contudo, em termos teológicos, cristãos e fariseus concordavam em alguns aspectos, o que explica o grande número de fariseus que acabaram por tornar-se cristãos (Atos 15:5). Paulo, antes de converter-se ao cristianismo, era um fariseu (Fil. 3:5; Atos 23:6; 26:5). Mesmo após a Guerra Judaica, os fariseus permaneceram ativos. Como, dentre as seitas de então, não foi eliminado, passou a dirigir o Judaísmo e a rivalizar com os cristãos.

2- Saduceus

Os saduceus formavam outro grupo proeminente de judeus na Palestina entre os séculos II a.C. ao I d.C. . Não se sabe ao certo a origem da palavra Saduceus. Alguns crêem que vem do hebreu saddiqim, que significa íntegro ou derivado de Zadok, nome do mais importante sacerdote durante o reinado de Davi (1 Reis 1:26). Organizaram-se no período da dinastia asmonéia, momento de prosperidade política e econômica. Eles eram um grupo formado pela elite, principalmente proveniente das famílias da alta hierarquia sacerdotal. Provavelmente era menor, mas mais influente que os Fariseus. Sua influência, porém, era sentida sobretudo entre os grupos governantes ricos.

Seguiam somente as leis escritas, presentes na Bíblia hebraica (a Torah), e rejeitavam as tradições mais novas e não acreditavam em vida depois da morte (Mc. 12:18-27; C. 20:27); em anjos ou espíritos (Atos 23:8) nem na Providência Divina. Eram altamente ritualistas e só aceitavam os cultos realizados no Templo onde, acreditavam, Deus estava. Possuíam um papel preponderante no Sinédrio e controlavam as atividades e riquezas do Templo (Atos 4:1; 5:17; 23:6).

Rejeitaram os ensinos do Fariseus, especialmente as tradições orais e as tradições mais novas. Além dos fariseus, rivalizavam com os Herodianos, porém, eram simpáticos à romanização e à helenização. Os Evangelhos os retratam freqüentemente junto com os Fariseus como oponentes de Jesus (Mt. 16:1-12; Mc. 18:12-27). Com a destruição do templo e a efetivo domínio romano, esta seita acabou por desaparecer.

3- Essênios

Os essênios formavam um grupo minoritário que estava organizado como uma comunidade monástica em Qumram, área localizada perto do Mar Morto, desde o século II a.C. até o século I d.C, quando em 68 foram eliminados pelos romanos durante a Guerra Judaica. Alguns crêem que o nome essênios deriva do grego hosios, santo, ou isos, igual, ou ainda do hebraico hasidim, piedoso. Ou seja, não há consenso. Sua origem pode estar associada à era macabéia, quando um grupo, liderado por um sacerdote, teria fundado a comunidade. Eles rejeitaram a validez da adoração de Templo, e assim recusavam-se a assistir os festivais ou apoiar o Templo de Jerusalém. Eles consideraram os sacerdotes de Jerusalém ilegítimos, desde que não fossem Zadokites, ou seja, descentes de Zadok, dos quais eles próprios se viam como descendentes.

Eles viviam em regime comunitário com exigências rígidas, regras, e rituais. Provavelmente também praticavam o celibato. Esperaram que Deus enviasse um grande profeta e dois Messias diferentes, um rei e um sacerdote. O objetivo dos essênios era manterem-se puros e observar a lei. Praticavam um culto espiritualizado e sem sacrifícios e possuíam uma teologia de caráter escatológico. Dentre os ritos observados, estava a prática do batismo por imersão periódico, como forma de purificação. Eles interpretavam a Lei de forma literal e produziram diversos textos que foram considerados, posteriormente, apócrifos, como a Regra da Comunidade.

Os essênios não são mencionados no Novo Testamento. Contudo, alguns estudiosos pensam que João Batista e o próprio Jesus estavam associados a este grupo, mas uma conexão direta é improvável.

4- Herodianos

Os herodianos formaram a facção que apoiou a política e o governo da família dos Herodianos, especialmente durante o reinado de Herodes Antipas, que governou a Galiléia e Peréia durante as vidas de João Batista e de Jesus.

No Novo Testamento são mencionados só duas vezes em Marcos e uma vez em Mateus. Em Marcos 3:6, como já assinalamos, eles conspiram com os Fariseus para matar Jesus Cristo, quando este iniciava o seu ministério na Galiléia. Em Marcos 12:13-17 e Mateus 22:16 eles figuram, novamente unidos a alguns Fariseus, tentando apanhar Jesus com uma pergunta sobre o pagamento de impostos ao César. Alguns autores acreditam que as referências neotestamentárias aos amigos e funcionários do tribunal de Herodes também estão relacionadas aos herodianos (Mc. 6:21, 26; Mt. 14:1-12; 23:7-12). Esta seita desapareceu com o efetivo domínio romano na região palestina.

5- Zelotes

Os zelotes, também foram conhecidos como sicários, devido ao punhal que levavam escondido e com o qual atacavam aos inimigos, eram um grupo religioso com marcado caráter militarista e revolucionário que se organizou no I século d.C. opondo-se à ocupação romana de Israel. .

Seus adeptos provinham das camadas mais pobres da sociedade. A princípio, foram confundidos com ladrões. Atuaram primeiro na Galiléia, mas durante a Guerra Judaica tiveram um papel ativo na Judéia.

Os zelotes se recusavam a reconhecer o domínio romano. Respeitavam o Templo e a Lei. Opunham-se ao helenismo. Professavam um messianismo radical e só acreditavam em um governo teocrático, ocupado por judeus. Viam na luta armada o único caminho para enfrentar aos inimigos e acelerar a instauração do Reino de Deus.

Um de discípulos de Jesus é chamado de Simão, o Zelote em Lucas 6:15 e Atos 1:13. Alguns autores apontam que ele poderia ter pertencido a um grupo revolucionário antes de se unir a Jesus, mas o sentido mais provável era de " zeloso " na sua acepção mais antiga.

6- Outros grupos

Além dos grupos político-religiosos aqui representados, não podemos deixar de mencionar os outros segmentos que participavam do cenário religiosos judaico no I século: os levitas, como vimos no estudo anterior, que formavam o clero do Templo de Jerusalém e que eram os responsáveis pelos sacrifícios e pelos cultos; os escribas, hábeis conhecedores e comentadores da Lei; os movimentos batistas, seitas populares que levaram adiante as práticas de batismo por imersão, de João Batista, dentre outros.

Quando Jesus Cristo iniciou sua pregação foi visto como mais um dentre os diversos grupos que já possuíam interpretações próprias da lei. Contudo, a mensagem de Cristo mostrou-se revolucionária, chegando a formar uma nova religião. Jesus soube colocar o homem acima da Lei e das tradições e proclamou que qualquer mudança só poderia se iniciar a partir do coração do homem que, pela fé em seu sacrifício salvador, era restaurado.

 

 

 

 

 

 

 
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