OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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 A JOANINHA e o ESCARAVELHO
CAPÍTULO I
 
Os primeiros voos.
            Era vez numa determinada floresta onde todos viviam em paz e harmonia, muito felizes e livres na natureza, até que um certo dia aconteceu um fato imoral que causou indignação no mundo dos insetos. Tudo isso aconteceu numa noite clara no início da primavera, noite de lua cheia, quando os insetos saíam para seus folguedos de costume. Nenhum inseto, porém, poderia pressupor que uma das criaturas mais bonitas e queridas da floresta corria perigo, simplesmente por ser bonita, simpática e charmosa, criatura essa a quem todos chamavam carinhosamente de Joaninha.
          Foi assim: Um certo dia, mais precisamente numa sexta-feira, o Seo João, pai da Joaninha, concedeu que esta saísse naquele final de tarde a dar um passeio, visitar suas amigas e primas abelhinhas, afinal de contas a filhinha ficara o dia inteiro na escolinha e tinha direito a um descanso merecido de fim de semana, pois seu aniversário seria no sábado quando então completaria 7 anos de idade.  
          Assim, feliz da vida, ela voou algumas dezenas de metros e pousou em uma folha de margarida branca, onde já estava sua prima Amelinha. A prima Amelinha Apis melífera ia de uma flor a outra, sempre em busca do pólen para fazer mel, pois era uma abelhinha melífera. Conversaram e riram de suas peripécias. Cada uma era mais levada que a outra. Logo a Joaninha foi ao chão conversar com o Artur, tatuzinho de jardim e coleguinha de escola. Era conhecido carinhossamente como Tutuzinho. Na aula de Biologia Joaninha estudou e aprendeu que o seu amiguinho tatuzinho era do mesmo Reino que o seu (Animália), do mesmo Filo (Arthropoda), mas Subfilo Crustáceo e Família Porcellionidae. Mas isso não era motivo para discriminação, afinal eram amigos e isso era o mais importante. Não tinham diferenças. E conversaram durante um bom tempo.
tatuzinho de jardim 
          Depois disso, o tatuzinho, atendendo a um chamado de sua mãe, pois já estava entardecendo, entrou na sua toquinha, enrolou-se e adormeceu. 
          Ficando sozinha no jardim Joaninha vê surgir algo de um buraco do chão; vê uma coisa mexer-se e eis que surge um enorme besouro. Este era chifrudo, parecendo um rinoceronte. Jô Tremeu de medo. E notou que o tal besouro vinha em sua direção. Melhor reparando, viu que era uma espécie de escaravelho. Escaravelho-rinoceronte. A Joaninha, que nunca antes tivera contato com tal criatura, mas apenas tinha ouvido falar de semelhante inseto,  não sabia o que fazer, nem o que dizer, nem pra onde correr, ou melhor, voar. 
 
 
 
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 Escaravelho-rinoceronte
CAPÍTULO II
Os ensinamentos do pai. Aprende-se para a vida, e não para a escola.

          Ela esvoaçava prá lá, prá cá, brincava com alguma amiguinha sua, degustava um néctar aqui, outro acolá e assim ia brincando no jardim totalmente alheia ao perigo que a espreitava. 

Visto que ali na entrada da floresta havia muitos animais e insetos tinham Joaninha em grande apreço, o escaravelho ficou apenas olhando a besourinha com olhares gulosos, sem nada fazer.  

Ao retornar à casa, Joaninha contou ao pai o encontro com a sua prima abelhinha e com o seu coleguinha o tatuzinho de jardim, entre outras façanhas.  Omitiu, porém, o caso do escaravelho.  Não se sabe por qual razão.  

 

CAPÍTULO III
Aplicação dos ensinamentos do pai. Aprende-se para a vida e não para a escola.

  Um belo dia o escaravelho aproximou-se da Joaninha e foi logo puxando conversa:

- Oi, Joaninha, como vai ? Tudo bem ?
- Tudo bem.respondeu amistosamente a Joaninha
- Nossa ! como você está cheirosa e bonita... - disse o escaravelho, com ar galanteador.
- Joaninha, - continuou o enorme besouro quantas bolinhas você tem ?
- Sete - balbuciou a pequenina, sentindo um misto de curiosidade e medo diante daquele estranho que era chifrudo em cima e peludo embaixo. - E não são bolinhas não; são pintinhas negras - corrigiu Joaninha.  E ficou ali cavilando e tecendo conjeturas sobre as expressões "em cima" e "embaixo".  Por que será que em cima escreve-se de forma separada e embaixo escreve-se junto ?  Assunto para a disciplina de Língua Portuguesa. Anotou em sua memória para perguntar à professora. 
         Sempre sorridente, simpático e solícito, assim era o modo como o escaravelho tentava mostrar-se à medrosa Joaninha. Esta, sem reação, ficou admirando o enorme chifre daquele inseto, o qual, exibindo-se em demonstração de força, ergueu um enorme naco de esterco de vaca que estava ali próximo, arremessando-o na sua toca.  Mas a Joaninha não ficou admirada diante de tal proeza, quedou-se, isso sim, premida na dicotomia medo/curiosidade diante daquele monstruoso inseto de chifre enorme.  Era apenas um chifre, mas era enorme. E tinha garras fortes.
 - Quer entrar na minha toca e conhecer o meu apê, Joaninha ?  É muito bonito, espaçoso e quentinho. Tem até esse naco de esterco pra gente comer, esse que acabei de jogar lá dentro. Falou o Escaravelho.
A Joaninha não sabia o que dizer, pois, muito jovem, não tivera ainda uma experiência de vida para aquele caso.  Mas na sua inocência, respondeu;
- Não, muito obrigada senhor Escaravelho, excremento não faz parte da minha cadeia alimentar.  O senhor é coprófago, eu não.  Eca ! - disse, fazendo uma careta.
- ECA ? Como assim ? - quis saber o escaravelho.
- Eca quer dizer nojento, asqueroso  - respondeu inocentemente a Joaninha.
- Ahh - suspirou o escaravelhoAliviado com aquela resposta o escaravelho continuou na sua investida, pois pensava que a Joaninha tinha se referido ao Estatuto da Criança e do Adolescente, popularmente conhecido como ECA - a  cartilha que é o terror dos marmanjos malvados e pedófilos.
- Então, de que é que você gosta ? de doces ? Pode deixar que eu dou um jeito. - disse o escaravelho, sempre solícito - Vamos entrar....
Não, não ! - interrompeu-o a Joninha - Não se preocupe, alimento-me geralmente de moscas das frutas, de afídeos, popularmente conhecidos como pulgões, e cochonilhas, as pragas que acometem a lavoura dos humanos e atacam os pomares; dessa forma eu ajudo a humanidade a não usar muitos produtos químicos no combate às pragas. E, por sermos milhões de bilhões nossa força é mais eficiente que qualquer veneno químico.

Cochonilha.jpg

cochonilha.

          Ao ouvir aquilo o escaravelho pôs-se em alerta, pois não sabia que a Joaninha era tão inteligente e que estivesse assim tão bem informada. E a conversa assediante e impertinente talvez tivesse se estendido por mais tempo não fosse a Providência Divina que chegou naquele momento sob as asas da abelhinha Amelinha, a qual convidou a prima para um passeio e vôo pelo jardim.  Assim, o escaravelho meteu-se dentro de sua toca e deixou a menina seguir em paz seu caminho. Ou melhor, voar. Não foi dessa vez que o escaravelho pegou uma Joaninha incauta.
 
CAPÍTULO IV
Aplicação dos ensinamento.
 
 Pode acontecer, dia menos dia, uma hora ou outra, que venha a ocorrer algo assustador na vida de alguém. Mas por essa a Joaninha não esperava,  como ninguém espera, pois o ladrão, nesse caso, a ladra, aparece como que do nada, quando menos se espera, para assaltar e aterrorizar.  Voando graciosamente de flor em flor e de galho em galho, estava a Joaninha fotografando as flores e o jardim,  estreando o celular e a máquina fotográfica que ganhara de presente de aniversário. Nesse dia a nossa heroína, entretida nesse mister, viu-se repentinamente acuada a um canto do jardim por um criatura que até então nunca vira. Era um monstro terrível. Com um olhar assustador e duas tenazes conhecidas como quelíceras. Era um animal peçonhento, horrível. Ante aquela visão medonha Joaninha ficou como que paralisada, estática, pois o aracnídeo parecia ter quatro pares de olhos hipnotizadores.
Naqueles poucos segundos em que ficou hipnotizada diante do aracnídeo, Joaninha pôde perceber que aquela aranha carregava uma pedrinha branca nas patinhas, algo parecido com crack.  Boa coisa não era, pensou a Joaninha, fazendo menção de alçar voo.  Porém, ao vir aproximar-se aquele bicho, a Vaquinha, - outro nome como Joaninha é conhecida no Brasil - expeliu instintivamente um líquido naquele momento. Não vá pensar que era xixi. Não era não. A Joaninha jura de pés juntos que não. É um líquido fétido usado como mecanismo de defesa. Mas essa arma da Joaninha não valeu. A aranha estava nem aí.
Nesse momento a aranha aproximou-se da Joaninha e, sem muita cerimônia, erguendo as quelíceras ameaçadoras, pediu-lhe que entregasse a máquina fotográfica, o aparelho celular, o tênis e a blusa vermelha com pintinhas negras. A Joaninha titubeou em atender, mas a aranha novamente avançou perigosamente sobre o pequeno inseto que não teve outro remédio senão entregar-lhe tudo.
             - Rápido, rápido, sua molenga, que não tenho tempo a perder - gritou a aranha.
              A Joaninha começou a choramingar. Pensou em seu pai, em suas amigas, em gritar por socorro. Enfim, pensou em tudo, menos em reagir e lutar.
     
E não vá pensar que estou sozinha - disse-lhe em tom ameaçador a aranha. - Tenho uma outra aranha, minha comparsa, que está ali na outra ponta, me dando cobertura.  Se não entregar tudo, vamos furar você.  
          E Joaninha começou por entregar a máquina fotográfica, o aparelho celular e depois entregou o tênis novo que ganhara de presente de aniversário.  Ficou triste e tremia muito diante daquelas quelíceras. Mas, como estava acuada e era frágil diante daquele aracnídeo peçonhento, não lhe restou outro recurso senão ceder.    
       Nisso, zumbindo, eis que aparece subitamente uma vespa, sobrevoando o jardim, e a aranha, mais do que depressa, vendo seu inimigo alado, migo figadal,  fugiu levando os objetos. É sabido que as vespas exterminam as aranhas e estas são seu prato predileto.
- Ufa ! Que sufoco ! Menos mal que não me arrancou a capa vermelha com pintinhas negras, minha roupa tradicional, roupa de gala ! - pensou agradecendo intimamente à Providência Divina pelo oportuno aparecimento daquela vespa.

 .
CAPÍTULO VII
Os  escola.
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CAPÍTULO VIII
Osra a escola.
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CAPÍTULO IX
As Amigas de verdade.
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           A mãe da abelhinha melífera, a abelha-rainha foi, certo dia, visitar o Seo João, o pai de Joaninha. Conversa vai, conversa vem, e patati e patatá, e a conversa descambou, como é natural em conversas  entre pais e mães, sobre a  educação dos pimpolhos etc e tal. O pai de Joaninha ficou encucado quando soube que um besourão andava abordando a sua filhinha.  Foi por esse modo que o pai ficou sabendo da... .

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CAPÍTULO X
No Conselho Tutelar e na Delegacia da Criança e do Adolescente. 

          Joaninha agora contava dezesseis anos de idade. Era muito bonita, mas ainda era adolescente, não era mulher plena no sentido civil e de acordo com o ECA. Certa vez, de posse dos dados e fotografias do besourão, uma equipe de policiais, juntamente com o Conselho Tutelar, ficou próximo ao colégio, à espreita da nova investida do titio Don Juan, o escaravelho malvado. Munidos de binóculos e equipamentos de escuta e gravação à distância, viram quando à saída do colégio ocorreu nova abordagem, assim na cara-dura, e a equipe de agentes da Lei pôde ver, ouvir, filmar e gravar o seguinte diálogo:

- Oi Joaninha, quanto tempo.. - começou o besourão.

- Oi, senhor escaravelho.  Bom dia ! Disse Joaninha, educadamente.

- Eu trouxe um presentinho pra você, Joaninha.

- Presentinho ?

- Sim,

- Mas meu pai e minha professora me disseram que não devo aceitar presentes de estranhos, sou menor de idade e não gostaria de decepcioná-los.

- Que nada, ligue não. Isso não me custa nada - Dito isso, deu-lhe um embrulhozinho bem mimoso, um perfume importado, juntamente com uma cédula de cem reais, além de um bilhetinho escrito de próprio punho com seu nome, telefone celular e um endereço e horário para encontrá-lo.

- Mas... Prá mim ? - Perguntou Joaninha.

- Sim, e saiba que eu não sou um estranho prá você.  Já a conheço há muito tempo, sou seu vizinho e desejo o melhor prá você.  Vamos fugir prá um lugar bem longe e lhe darei tudo, do bom e do melhor.

Mas a Joaninha, inteligente e estudante do melhor colégio de sua cidade, rebateu

- Olha, não estoou entendendo direito. O meu pai e minha professora ensinaram-me que isso é crime.

- Então vamos entrar no meu carro e ouvir algumas músicas, fazer um lanche... falou o escaravelho, tentando empurrá-la para  o interior do veículo.

- Não, mais uma vez, obrigada. Agradeço a sua gentileza. - disse Joaninha, esquivando-se de seu abraço.

  Que gentileza qual nada, aquilo era uma cantada aberta, porém Joaninha não o sabia. Mas a Joaninha ficou estática, não sabendo o porquê de ficar ali presa, como um ímã, atraída e sem reação.
Ora - continuou o grandalhão - eu tenho vários doces lá dentro do meu carro, além disso eu tenho um Playstation lá na minha toca que comprei na última viagem que fiz aos States.
A simples menção de um aparelho Playstation acendeu a atenção de Joaninha, pois, como quase toda adolescente era fascinada por jogos eletrônicos.  Assim, percebendo que Joaninha havia fisgado a isca, o espertalhão continuou:
Eu sou campeão de joguinhos de estratégia. Eu posso lhe ensinar alguns truques.
Mas a estratégia que o espertalhão conhecia muito bem era a de corromper cabecinhas pequenas e aliciar criaturas ingênuas para os seus maus propósitos.
-  Quer namorar comigo ?Arriscou o brutamontes.
- Não - refutou a Joaninha -, eu não posso, eu ainda sou menor de idade; não daria rock, senhor escaravelho além do que há uma diferença brutal entre nós em termos de idade e tamanho e família. Pertencermos a Reinos, Classes e Ordens semelhantes, mas diferimos na Família. Eu sou da Família Coccinellidae e o senhor pertence à Família Scarabaeidae. Como se pode ver, não podemos de forma alguma nos unir. Isso é o que me ensinou minha professora.
- Mas  isso soa a discriminação - redarguiu o escaravelho.
- Mas eu não posso entrar em seu carro, nem em sua toca, senão meu pai, que é policial, me colocará de castigo e me levará ao Conselho Tutelar. Eu sou menor de idade.
  Tentou abraçá-la.  

  Nisso chegou repentinamente, não se sabe de onde, uma equipe do Conselho Tutelar e da Polícia, trazendo um "presentinho" para o escaravelho, colocando-lhe as algemas e prendendo o malandro em flagrante delito, levando-o para a Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente.

 

 
CAPÍTULO VI
O assalto. A aranha  rouba-lhe a máquina fotográfica, o aparelho celular e o tênis.
 
CAPÍTULO V
a escola.
 
CAPÍTULO IV
 escola.Capítulo XI

CAPITULO III

 

Os ensinamentos do pai

Aprende-se para a vida e não para a escola.

 Ao retornar à casa, Joaninha contou ao pai o encontro com a sua prima abelhinha e com o seu coleguinha o tatuzinho de jardim,  Omitiu, porém, o caso do escaravelho.  Não sabemos por qual razão.  

 

CAPITULO IV

 

 No shopping e na biblioteca com as amigas

 

CAPITULO V

 

Um assalto – a aranha e a vespa

Roubam-lhe a máquina fotográfica, tênis, celular e blusa.

 

CAPITULO VI

 

A menarca

A metamorfose - transição

 

CAPITULO VII

 

 Abordagem na saída do colégio

O escaravelho oferece doces, dinheiro e drogas.

 

CAPITULO VIII

 

 As Amigas de verdade avisam o pai

Amigas e amigas. Com A maiúsculo e a minúsculo.

 

CAPITULO IX

 

Uma nova abordagem na saída do colégio.

Nem sempre os pais vão buscar os filhos no colégio, pois trabalham.

 

CAPITULO X

 

 No Conselho Tutelar e na Delegacia

 

 Capítulo XI – Amigas e amigas

Capítulo XI I – Vícios e virtudes

Capítulo XI II – Sexo prematuro

Capítulo XI V – Drogas e químicos  o câncer.

Capítulo XIV – TV e jogos eletrônicos e computador alienantes (postura corporal) interação familiar e amizades

Capítulo XIVI – O melhor marido do mundo.
 
 
 
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