OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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FILHO/A PREFERIDO/A x FILHO/A PRETERIDO/A
 
 
                 Meu sobrinho me escreve e eu respondo.
(Filho usando a técnica tática do piti) – Buááááá
(Mãe zelosa e protetora): – Calma, filhinho, mamãe dá um jeito...
   Pais neófitos, de primeira viagem ! Cuidado com as preferências no tocante aos filhos !
Essa pode ser uma história ou um exemplo qualquer, mas você, leitor, tem a plena liberdade de modificá-la a seu modo e ajustá-la ao seu problema.
Um casal, três filhos, quatro netos, várias brigas e incontáveis opiniões... Filho único é um problema; dois, uma cisão; três então...
 
 UMA PASSAGEM PELA BÍBLIA.
Quando pensamos na relação entre pais e filhos, a partir de uma perspectiva bíblica, imediatamente vêm a nossas mentes duas passagens paralelas do Novo Testamento: Efésios 6:1-4 e Colossenses 3:20-21. Em ambos os textos nos são apresentadas duas verdades bíblicas contundentes:
 
·         Filhos obedeçam...
·         Pais, não se exasperem...
 
Leiamos também uma passagem em Gênesis e vejamos o que lá está escrito:
 
“Isaque, que tinha gosto pela caça, amava a Esaú, mas Rebeca amava a Jacó”. Gn 25-28
 
Teçamos agora algumas conjeturas. Esaú e Jacó, embora gêmeos, eram fisicamente diferentes porque eram gêmeos fraternos, dizigóticos ou bivitelinos, e não se assemelhavam fisicamente entre si; não tinham o mesmo genoma, diferentemente dos gêmeos monozigóticos ou univitelinos.
  Esaú, por ser o primogênito tinha o seu direito de primogenitura garantido pela lei hebraica.
 
"Ao filho primogênito cabiam os direitos de primogenitura, como dupla herança (Dt 21,17), supremacia entre os irmãos e chefia da família (Gn 27,29.40; 49,8").      
 
Porém, de forma insensata e profana, (cf. Hb 12.16, fornicário e profano) faminto, vindo de uma caçada, trocou este direito por um guisado de lentilhas que o irmão Jacó preparara. A venda da primogenitura foi o suficiente para Esaú não receber os créditos da benção paterna que viria mais tarde.  
Isso era naquela cultura, naqueles tempos. Hoje em dia, em nossa cultura ocidental, não é esse o valor que se tem de família e de herança, pois a modernização, a justiça e a cultura mudaram drasticamente esta situação e pendem para uma outra visão judicial no tocante aos filhos e à mulher. A mulher de hoje, na sociedade capitalista-ocidental, concorre de igual para igual com os homens, principalmente no mercado de trabalho.  É uma conquista fática.
 
Desígnios divinos à parte, devido à insensatez por parte de Isaque e Rebeca em se afeiçoarem em extremo cada qual à sua preferência, foi essa afeição e afinidade justamente um dos motivos pelos quais os irmãos chegaram ao pomo da discórdia, a ponto de haver brigas, desavenças, discórdias e ódio, tendo inclusive de separarem-se geograficamente, para que o pior não viesse a acontecer.
 
Remontando aos ancestrais de Jacó, seu meio-tio Ismael também fora expulso do clã familiar pelo seu avô Abraão. Daí a guerra que perdura até hoje entre judeus e árabes, entre o judaísmo e islamismo.
 
 Isaque, pai, seja por afinidade, interesse ou caráter, amava demasiadamente Esaú.  Rebeca tinha preferência por Jacó ? Seria a afinidade?  Prolongamento natural da saga israelita, e cisão familiar, Gn 37 nos narra a história de José e seus irmãos.
Uma das histórias mais fantásticas e emocionantes que a Bíblia nos apresenta é o reencontro desses irmãos. Jacó e Esaú há muito tempo não se viam, porque Jacó recebera a benção da primogenitura no lugar de Esaú, enganando o seu pai Isaque, que era avançado em idade e de pouca visão, fazendo-se passar por seu irmão Esaú e tivera que fugir de diante de Esaú. A Bíblia nos diz no versículo 24 do capítulo 32 que, a caminho, Jacó ficou só, e lutou com ele um homem até o romper do dia; quando o homem viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa e a deslocou. O homem queria ir, porém Jacó lhe disse, que não poderia deixá-lo até receber a sua benção. A seguir este muda o nome de Jacó para Israel e aquele lugar passa a se chamar Peniel.
 
 “Então o homem disse: Deixa-me ir pois já rompeu o dia. Porém Jacó respondeu; Não te deixarei ir, se não me abençoares. Perguntou-lhe o homem. Qual é o teu nome? E Jacó respondeu: Jacó. Então o homem disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel, porque lutaste com Deus, e com os homens, e prevaleceste. Perguntou-lhe Jacó: Dize-me, peço-te o teu nome. Mas o homem respondeu: Por que perguntas pelo meu nome? E ali o abençoou. Jacó chamou aquele lugar Peniel, pois disse. Vi a Deus face a face e a minha vida foi poupada”.  Gn.32:26-30
E agora depois de anos a possibilidade do reencontro e de fazerem as pazes, seria algo mais real do que nunca. Deus havia preparado Jacó nas terras para a qual havia ido e foi justamente depois de alguns anos distante, que este toma a iniciativa de encaminhar presentes e coloca a sua família na frente para o encontro com seu irmão.  O retorno.
1. NOSSOS FILHOS DEVEM SER AMADOS DE IGUAL FORMA
 
Quem tem filho ou filha única é incapaz de proferir um juízo de valor, pois não passou pela experiência, da mesma forma que padres não têm base para falar sobre relacionamentos familiares porque não as têm. Os nossos filhos devem ser amados de igual forma.  Os pais devem amar os filhos, mesmo que as personalidades, sexo ou outras qualidades criem elos de identificação diferenciados. Devem procurar estabelecer e moldar parâmetros quanto aos exageros e preferências que podem com certeza trazer sérios problemas de ordem emocional, psíquica e comportamental na vida futura deles. Por mais difícil que possa ser os pais devem procurar amá-los de igual forma. Este amor deve ser traduzido não somente na base de declarações amorosas, como também em atividades práticas, que justifiquem com cada um deles o espaço de aproximação que se faz necessário. Em outras palavras - deve-se procurar amadurecer na idéia de não acumular benefícios e elogios em relação a um filho em detrimento do outro. Os nossos filhos devem se sentir amados, protegidos, respeitados, seguros e tranqüilos em relação ao amor que temos para com eles.
 
2. NOSSAS INFLUÊNCIAS, NOSSOS SONHOS E REALIZAÇÕES PESSOAIS NÃO PODEM PREJUDICAR O FUTURO DE NOSSOS FILHOS.
 
 A segunda lição que tiramos desta história é que os pais devem ter o equilíbrio necessário para não frustrar o futuro de seus filhos. Devem tomar cuidado para não colocar expectativas pessoais exageradas sobre eles a ponto de se tornar tais expectativas como um fardo mui pesado; nunca devemos instigar um filho contra o outro dentro de suas qualidades e anseios, tampouco exigir e impor que siga esta ou aquela profissão, mas sim apenas aventar a possibilidade e, desde tenra idade ir sondando na criança as aptidões intelectuais e profissionais visando encaminhá-la, sem contudo impor.
 No versículo 5 do capitulo 27 encontramos Rebeca tramando um plano para beneficiar o seu filho amado e o que teve deste a conivência.  A história nos mostra que Jacó foi super abençoado pelo pai já velho, o qual mal enxergava, enquanto que Esaú reteve as menores bênçãos. Deste fato resultou a briga entre ambos e fez com que Esaú odiasse a seu irmão a ponto de querer matá-lo. Jacó passou os seus dias longe dos olhos de seu irmão Esaú, em terras de parentes.
Como pais a nossa influência deve ser sempre na direção da unidade, do amor, do entendimento, das coisas certas, em relação aos nossos filhos, do que é melhor para eles e isto devemos fazer com temor e tremor diante de Deus, principalmente quando estes estão debaixo de nossa guarda, de nossa proteção e cuidados. Tomar partido ou estabelecer situações de engano, de maldade, pode trazer grande sofrimento às partes envolvidas e também a toda família.
Se você observar a trajetória da vida de Rebeca, você vai notar, que ela pagou um preço tremendamente caro com esta tramóia e pelo seu ato inconsequente. Seus filhos passaram a não se relacionar direito, e Jacó que era o filho amado de Rebeca, devido às intenções maldosas do irmão, teve que sair de casa e ir morar com Labão, seu tio. Rebeca, desde que seu filho partiu nunca mais pôs seus olhos nele.
3. O PERDÃO, e nada mais que o PERDÃO E A COMPREENSÃO SERÁ O MEIO PELO QUAL QUALQUER RELACIONAMENTO FAMILIAR PODERÁ VOLTAR AO SEU CURSO NORMAL.
 
 Este, a meu ver, foi uma experiência gratificante, porém marcante na vida principalmente de Jacó. Depois de anos, resolve enfrentar a situação de frente, reconhecendo que falhou, que pecou e que precisava do seu irmão novamente. Reatar os laços familiares era-lhe imperioso.  A Bíblia nos fala dos preparativos que Jacó fez e de como preparou presentes e mais presentes na esperança de aplacar a ira do irmão Esaú, porém o que ele não podia prever era a sua experiência pessoal, a sua guerra íntima que teria, em que a personagem do qual estava presente lutando com ele seria a presença do Senhor.  A caminho uma batalha.
Uma luta, uma batalha toda íntima, pessoal. Isto mesmo. A Bíblia diz que: Jacó estava só na sua angústia, porque pecado não confessado traz conseqüências, traz peso, traz insegurança, traz receios, justificativas. E agora aparece alguém que se apresenta para lutar com ele e a Bíblia fala que por uma noite lutavam e Jacó prevalecia. Prevalecia, porque queria a bênção, queria com toda a sua força reatar novamente o elo quebrado. Seu coração estava apreensivo, porém era decisivo ganhar aquela batalha. Prevalecer novamente para ser abençoado. Nem mesmo recebendo um deslocamento em sua coxa, Jacó foi imbatível. Ele não se esmoreceu, prevaleceu. Ele sabia o que tinha que fazer para que a bênção fosse total. E foi exatamente isto que aconteceu ele saiu vitorioso da peleja.
 Agora estava pronto para o encontro. No seu coração agora existia paz, não ódio. Não existia ressentimento e nem medo. A vitória estava garantida.  Se você ler o capitulo 33 você verá que ambos se entendem se perdoam e voltam a ser irmãos e amigos novamente. 
A REALIDADE HOJE SOBRE FILHOS PREFERIDOS e PRETERIDOS.
 
    Aprender a não necessitar dos pais é algo a ser inculcado na mente dos filhos desde a naus tenra idade, e aprender a não usar os filhos como instrumento de ataque e defesa é algo que deve ser trabalhado com os pais sempre. A preferência por um determinado filho é freqüente, e estudo comprovado e publicado na revista Psychology Today, diz que 25% dos pais revelaram ter preferências filiais e dois terços dos filhos comprovaram que há sim, de fato, essa preferência.
 
FATORES
 
Segurança econômica. Em muitos países em desenvolvimento, os filhos são a única fonte de segurança para os pais na velhice. Os homens eram vistos como um alicerce, uma futura força de trabalho. Hoje esta visão está mudada. A sociedade ocidental basicamente estruturou-se a partir da Revolução Industrial e, isso, em escala de tempo é muito pouco tempo para uma sociedade patriarcal ajustar-se e amoldar-se. A história da criança da Idade Média aos tempos modernos sofreu uma gradual reversão. A sociedade medieval a ignorava enquanto criança e o posterior sentimento moderno em relação às crianças e aos filhos. História Social da Criança e da Família, de Philippe Áries, nos diz que:
 
“No início dos tempos modernos, houve a preocupação de isolar as crianças por um período destinado à sua formação moral e intelectual com o objetivo de adestrá-las, discipliná-las com autoritarismo e rigidez, separando-as da sociedade adulta“.
 
           Isso se deu nos séculos XV e XVIII. Os adultos não prestavam atenção nos limites das crianças, tanto que as deixavam trabalhar desde pequenas, até mesmo em fornos de carvão e por horas a fio. Uma criança era, por assim dizer, principalmente se fosse filho varão, motivo de entrada de dinheiro em uma sociedade voltada para o trabalho. Até o Século XVIII não havia termos para designar e diferenciar a infância, a adolescência e a maturidade, o que reflete a ausência de preocupação com o universo infantil.  Na Modernidade a imagem da criança adquire importância e um exemplo disso é a obra Emílio, do teórico contratualista Rosseau, não obstante esse escritor e pensador haver abandonado seus cinco filhos.  Na qual o autor estabelece uma idéia de uma educação natural. A criança, o jovem é um produto histórico proveniente das revoluções burguesas, do nascimento e desenvolvimento do capitalismo. Mas será que antes disso não existiam jovens e crianças ?? Existiam sim, porém o modo de a sociedade olhar e tratar os tais era diferente. 
 Como fenômeno social, em termos ocidentais, diferentemente das cidades gregas de Esparta e Atenas, as quais tinham que reunir homens com uma certa condição física e vigor para a guerra, hoje essa visão mudou. Jesus Cristo, naquela época, pregava uma visão diferente:
 
“deixar vir a Mim os pequeninos“ e “se alguém escandalizar a um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós que um asno faz girar e que o lançassem no fundo do mar”. Mc 10.4
 
  A base estrutural da sociedade burguesa deu-se com o nascimento da escola, o fortalecimento da família e uma nova ótica voltada para a infância. Daí que foram criadas instituições na Alemanha, denominadas jardins de infância.
 
 Fatores sócio-culturais. Em muitos países, as regras de parentesco, tradição e religião valorizavam e ainda valorizam mais os homens do que as mulheres. Mas as mulheres passaram a exercer um papel preponderante na sociedade a partir do momento da eclosão das grandes guerras, quando os homens iam ao campo de batalha, muitos morriam, poucos voltavam e, quando voltavam, mutilados; nesse comenos as mulheres tinham que exercer o papel masculino na sociedade, ocupar os postos de trabalho nas fábricas, nas unidades de produção e de reprodução. Trabalhar e cuidar da família.  Acrescente-se a isso o fim da sociedade rural e a maciça urbanização.  Isso tudo deu uma guinada brusca na sociedade e no mercado de trabalho como fortes mudanças sócio-demográficas.  Com o crescente bem-estar, a longevidade, e crescimento econômico, as fortes mudanças tecnológicas que causaram impacto sobre a organização social tudo tornou-se uma complexa equação.
 
O que pode ser feito?

As tentativas de melhorar a posição das meninas na sociedade costumam concentrar-se na economia e em editar leis severas. Hoje, o papel do estado como agente regular e disciplinador das relações sócio-afetivo é muito importante para o futuro da nação e da humanidade. Os pais, avós não devem fazer poupança para um determinado filho e/ou neto em detrimento de outros; antevendo a partida, fazer um seguro de vida para um em detrimento dos outros.  

   Filho, filha, pai, mãe, amigo, amiga que estás a ler esta mensagem. Quem sabe você esteja vivendo um drama semelhante, passando por um dilema interior. Por causa de conflitos, de ciúmes, brigas, invejas, de desencontros em sua família. É hora de pensar, repensar, dobrar os joelhos para ser atingido pelo anjo do Senhor, como Jacó, e alcançar a paz interior. Para encontrarmos a Deus é necessário muito mais, é necessário buscar a perfeição, buscar a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus.
Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união !     Salmos 133.1
O amor tudo vence. — Amor vincit omnia.

 

 
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