OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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A GUERRA DE TROIA

Helena, de Tróia

 O ESTOPIM da GUERRA

        Não se pode afirmar categoricamente se a Guerra de Troia foi um fato histórico ou se foi um mito; porém, segundo consta, ocorreu por volta de 1200 a.C. no período micênico. A Guerra de Troia eclodiu quando os aqueus (povo que hoje conhecemos como gregos) atacaram a cidade de Troia, buscando vingar o rapto de Helena, esposa de Menelau, rei de Esparta. Menelau é irmão de Agamémnom (rei de Micenas, ou Argos).

     Os aqueus compartilhavam uma cultura e língua comuns, mas na época se definiam como vários reinos, e não como um povo e Estado unificado tal qual hoje o conhecemos. É um mito (ou será história?) que data mais ou menos no ano de 1.200 a.C.  Troia,  cercada durante dez anos pelo rei de Micenas, é finalmente tomada mediante uma ideia espetacular de Ulisses: a introdução, na cidade de Troia, de um cavalo de madeira, oco, recheado por dentro de guerreiros, à guisa de presente, como se quisessem fazer as pazes.

    A Ilíada e a Odisseia estão intrinsecamente amarradas e correlacionadas com a Guerra de Troia, sendo um dos episódios que compõem o chamado Ciclo Troiano, de Homero.  Em Troia, notadamente no Helesponto, mitologia e história se mesclam, amarradas se confudem, narradas em uma Odisseia dão uma veracidade ao mito.
    Narradas e dramatizadas nos dias de hoje, essas obras seriam uma verdadeira novela com um enredo muito complexo, riqueza de detalhes, mesclado de vários mitos e personagens entrelaçados entre si.  Essa grande quantidade de personagens da mitologia grega, poderia causar confusão mental ao leitor moderno, mas não aos ouvintes gregos de então,  que estavam acostumados à mitologia grega e aos relatos orais.  
     Consta que a nereida e deusa do mar Tétis era desejada e cortejada como esposa por Zeus e por seu irmão Poseidon, além de vários outros deuses. Porém, Prometeu, primo de Zeus,  um dos pretendentes, rechaçado, aquele que havia dado o fogo aos homens, profetizou que o filho da deusa Tétis, que iria nascer, seria maior que seu pai, vaticínio esse que arrefeceu a pretensão de muitos; então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, intencionando enfraquecer-lhe o filho, que seria apenas um reles humano. O filho de ambos que viria a nascer seria Aquiles, um semideus, herói e o mais poderoso dos guerreiros; porém, era era mortal.
    Nascido Aquiles, sua mãe Tétis, visando fortalecer a natureza mortal do filho, mergulhou-o, ainda bebê, nas águas do mitológico rio Estige, rio subterrâneo que corria no Hades (inferno), segurando-o, porém, pelos calcanhares. As águas tornaram o herói invulnerável, de corpo fechado, exceto no calcanhar, por onde a mãe o segurara para o mergulhar no rio (daí a famosa expressão “calcanhar de Aquiles”, significando ponto vulnerável).
     Mais tarde, sua mãe profetiza que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna e morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, mas sendo logo esquecido.  Ele escolheu lutar em Troia.
      Abandonado por Tétis, encolerizada com a interferência do pai na educação do filho, Peleu levou então o filho ao centauro Quíron para que o educasse. Com o sábio centauro o jovem Aquiles aprendeu, além das artes guerreiras, a medicina.
 
    Para o casamento de Peleu e Tétis, celebrado no alto do monte Pélion, todos os deuses e deusas do Olimpo foram convidados por Zeus, exceto Éris (deusa da discórdia). Os noivos receberam vários presentes. Poseidon presenteou os noivos com dois cavalos imortais, Bálio e Xanto, capazes também de falar.  Na cerimônia de casamento entre Tétis e Peleu, compareceu ofendida, de forma invisível, a deusa Éris a qual deixou à mesa um pomo de ouro (uma fruta de ouro) com a inscrição “à mais bela”. As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o pomo e o título de “a mais bela mulher do universo”. Para resolver a disputa e o título de "a mais bela", Zeus (o deus chefe do Monte Olimpo) elegeu o príncipe troiano Páris, à época sendo criado ali perto como um pastor e protetor de ovelhas; o deus mensageiro HERMES foi incumbido de levá-las ao monte Ido,
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Hermes, o deus mensageiro

 (o deus correspondente ao Mercúrio romano, e também era mensageiro, ou intérprete da vontade dos deuses, daí o termo hermenêutica),  ali perto de Tróia, onde estava Páris, também conhecido como Alexandre, para que este fizesse o julgamento. Para ganhar o título de “a mais bela”, Atena ofereceu a Páris a sabedoria; para ganhar o título de “a mais bela” Hera ofereceu a Páris o poder na batalha e o domínio de toda a Ásia, e Afrodite, para ganhar o título, ofereceu o amor da mulher mais bela do mundo. Páris, também conhecido como Alexandre, deu o pomo e o título a Afrodite, objetivando assim ganhar o amor da mulher mais bela do mundo; assim agindo, ganhou sua proteção, porém atraiu o ódio das outras duas deusas contra si e contra sua cidade, Troia.
 
HELENA
 
      E a mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e Leda. Helena possuía diversos pretendentes, que incluiam muitos dos maiores heróis da Hélade. Seu pai adotivo, Tíndaro, hesitava tomar uma decisão em favor de um deles temendo enfurecer os preteridos. Finalmente um dos pretendentes, Odisseu (cujo nome latino era Ulisses), rei de Ítaca, resolveu o impasse propondo que todos os pretendentes jurassem proteger Helena e sua escolha, qualquer que fosse o escolhido. Aquiles apelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito em face da decisão desta.     
        Helena então casou-se com Menelau, que se tornou o rei de Esparta.  Consta que Helena, quando mocinha, e devido à extraordinária beleza, fora raptada pelo herói Teseu e levada para Atenas; foi resgatada, porém, por Castor e Pólux, seus irmãos. Castor e Pólux eram gêmeos, filhos de Zeus e Leda.  Ainda: Helena e Menelau já tinham uma filha de nove anos, de nome Hermione, na época da questão entre as três deusas Hera, Atena e Afrodite.  
     Quando Páris, príncipe de Troia, foi a Esparta em missão diplomática o rei Menelau o acolheu em sua casa; aconteceu que o rei Menelau teve de viajar até Creta, para participar dos funerais de Catreu, filho de Minos e Pasífae, seu avô por parte de mãe, deixando o hóspede Páris aos cuidados da esposa Helena. Páris enamorou-se de Helena, e vice-versa, tiveram um affair uma paixão avassaladora, e ambos fugiram para Troia, tendo Helena deixado a filha Hermíone para trás. Esse colóquio enfureceu o rei Menelau. Esse rapto e fuga foram a causa da guerra de Troia. 
     Cumpriu-se a profecia de Afrodite de que Páris teria o amor da mulher mais bela do mundo.  Para ir em resgate de sua cunhada Helena, Agamémnom  assumiu o comando de um exército de mil barcos e atravessou o Mar Egeu para atacar Troia. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Troia e iniciaram um cerco que duraria 10 anos, custando a vida de muitos heróis, de ambos os lados.
    Finalmente, seguindo um estratagema proposto por Odisseu, episódio conhecido como O Cavalo de Troia, os gregos conseguiram invadir a cidade governada por Príamo e terminar a guerra. No final, a flecha de Páris matará Aquiles, acertando-o no calcanhar.
 
PERSONAGENS
 
            Os deuses e heróis gregos e troianos
    
  A miríade de deuses gregos toma parte ativa na trama, envolvendo-se na batalha e ajudando ambos os lados. Notadamente temos Tétis (mãe de Aquiles) Apolo, Zeus, Hera, Atena, Poséidon, Afrodite, Éris.
 
do lado dos gregos
 
·         Zeus (deus chefe do Olimpo)
·         Helena (filha de Zeus e Leda)
·         Tíndaro (pai adotivo de Helena)
·         Menelau (rei de Esparta) toma Helena como esposa.
·        Agamenon (irmão mais velho de Menelau - Rei de Micenas e comandante supremo dos aqueus na guerra de Troia; sua atitude de tomar a escrava Briseide de Aquiles será o estopim do desentendimento entre eles, narrado n'A Ilíada).
·         Poseidon (ou Posídon, deus dos mares)
·         Tétis (deusa do mar, e cortejada como esposa por Poseidon e Zeus)
·         Prometeu (profetizou que o filho que Tétis viria a ter seria maior que seu pai)
·         Aquiles - príncipe de Ftia e líder dos mirmidões; herói e melhor de todos os guerreiros, filho da deusa marinha Tétis e do mortal rei Peleu. Sua ira é o tema central da Ilíada. Vinga a morte do amigo Pátroclo matando Heitor em um duelo um a um.
·         Pátroclo – Amigo de Aquiles na Guerra de Troia. Alguns argumentam que há envolvimento íntimo entre Aquiles e Pátroclo, (homossexualismo) o que foi, no entanto, refutado por Sócrates no Diálogo Fedro, citando passagens da Ilíada que dizem que Aquiles e Pátroclo dormiam em leitos separados, cada um com sua respectiva concubina. Pátroclo foi morto por Heitor enquanto fingia ser Aquiles.
·         Odisseu – (Ulisses, em latim) Rei de Ítaca, considerado “astuto”, ou “ardiloso”. Freqüentemente faz o papel de embaixador entre Aquiles e Agamémnom. Foi ele que teve a idéia de fazer uma armadilha aos troianos. É o personagem principal de "Odisséia", também atribuído a Homero em que é narrada a volta de Ulisses à Ítaca.  
·         Calcas Testorídes – Poderoso vidente que guia os aqueus. Foi ele que predisse que a guerra duraria 10 anos, que era preciso devolver Criseida ao pai e muitas outras coisas.
·         Ájax, Nestor, Idomeneu – Reis e heróis gregos que comandavam exercitos de seus reinos sob a supervisão de Agamenon.
·         Diomedes – Príncipe de Argos, comandava a frota de navios de seu reino. Herói valente que participou ativamente do cerco, pilhagem e do saque a Troia.
 
do lado dos troianos
 
·         Príamo - rei de Troia, já é idoso, portanto quem comanda a guerra é seu filho Heitor.
·         Heitor – Príncipe de Troia, filho de Príamo e irmão de Páris. É o melhor guerreiro troiano, herói valoroso que combate para defender sua cidade e sua família. Líder dos exércitos troianos. Mata Pátroclo em uma batalha achando que ele era Aquiles porque usava a armadura, escudo e espada deste, sem mencionar a semelhança física entre os dois. Aquiles, em um duelo, matará Heitor.
·         Páris - Príncipe de Troia, sua fuga com Helena é a causa da guerra. É sua a flecha que finalmente matará Aquiles, acertando-o no calcanhar.
·         Enéias – Primo de Heitor e seu principal tenente.
·         Helena – Esposa de Páris, antes casada com Menelau e pivô da Guerra de Troia. Com a queda de Troia e a vitória dos gregos, volta a Esparta e para Menelau.
·         Andrômaca – Esposa de Heitor, de quem tinha um filho bebê, Astíanax.
·         Briseida – Prima de Heitor e Páris, capturada pelos aqueus (gregos), torna-se escrava de Ulisses e acaba se apaixonando por ele, e vice-versa.
  
 
AS BATALHAS
 
     No décimo ano do cerco a Troia, portanto, antes do final da guerra, houve um pequeno desentendimento entre as forças dos aqueus (gregos), comandadas por Agamémnom. Ao dividirem os espólios de uma conquista, o comandante aqueu fica, entre outros prêmios, com uma moça chamada Criseida, enquanto que a Aquiles cabe outra bela jovem, Briseida, prima de Heitor e Páris. Criseida era filha de Crises, sacerdote do deus Apolo, e este pede a Agamémnom lhe restitua a filha em troca de um resgate. O chefe aqueu recusa a troca, e o pai ofendido pede ajuda a seu deus. Apolo passa então a castigar os aqueus com a peste. Quando forçado a devolver Criseida ao pai para aplacar o castigo divino, Agamémnom rouba a Aquiles sua Briseida, como forma de compensação. Isso é uma afronta a Aquiles. Este, ofendido, se retira da guerra junto com seus comandados, os valentes Mirmidões. Aquiles pede então a sua divina mãe Tétis que interceda junto a Zeus, rogando-lhe para que favoreça aos troianos, como castigo pela ofensa de Agamémnom. Tétis consegue a promessa de Zeus de que ajudará os troianos, a despeito da preferência de sua esposa, Hera, pelo lado aqueu (lado dos gregos).
    Então Zeus manda a Agamémnom, através de Oneiros, (deus dos sonhos) um sonho incitando-o a atacar Tróia sem as forças e ajuda de Aquiles. Agamémnom resolve testar a disposição de seu exército. A tentativa por pouco não termina em revolta generalizada, incitada pelo insolente Tersites. A rebelião só é evitada graças à decisiva intervenção de Odisseu (Ulisses, em latim), que fustiga e castiga Tersites e lembra a profecia de Calcas Testorides de que Tróia cairia apenas  no décimo ano do cerco.
    Os dois exércitos perfilam-se no campo de batalha, diante de Tróia. Páris, príncipe de Tróia, se adianta, mas logo recua ao ver Menelau, de quem roubara a esposa, episódio esse que veio a causar a guerra. Menelau o insulta e xinga, e Páris responde propondo um duelo entre ambos. Os aqueus respondem com agressões, porém seu irmão Heitor, o maior e mais bravo herói troiano, reitera o desafio, propondo que o destino da guerra seja decidido numa luta entre Menelau (lado dos gregos) e Páris (lado dos troianos). Menelau aceita, exigindo juramento de sangue sobre o pacto de respeitar o resultado do duelo. Enquanto os preparativos são feitos, Helena se junta ao sogro Príamo, rei de Tróia, no alto de uma torre para observar a contenda. Ela apresenta a Príamo os maiores comandantes aqueus, apontando-os.
     O duelo tem início e Menelau leva vantagem. Quando está para derrotar Páris, Afrodite intervém e o retira da batalha envolto em névoa, levando-o ao encontro de Helena. Agamémnom declara então que Menelau venceu a disputa e exige a entrega de Helena e pagamento do resgate. Porém Hera e Atena protestam junto a Zeus, pedindo a continuidade da guerra até a destruição de Tróia. Zeus cede em troca da não-intervenção de Hera caso deseje destruir uma cidade protegida por ela. Atena então desce entre as tropas troianas e convence Pândaro, arqueiro troiano, a disparar contra Menelau, ferindo-o e rompendo o pacto com os gregos. O exército troiano avança, e Agamémnom incita os aqueus ao combate. Tem lugar então uma luta violenta, na qual os gregos começam a levar vantagem. Porém Apolo incita aos troianos, lembrando-os que Aquiles não participa da peleja.
    Os troianos então avançam, retomando a vantagem sobre os gregos, a despeito dos grandiosos esforços de Diomedes, que, insuflado pela deusa Palas Atena, chega a ferir as deusas Afrodite e Ares, que defendem os troianos. Os gregos por sua vez parecem retomar a vantagem, o que faz com que Heitor então retorne à cidade para pedir a sua mãe que tente acalmar Palas Atenas com oferendas. Após falar com a mãe, encontra-se com sua esposa Andrômaca e seu filho Astiánax em uma torre. O encontro, em que Heitor fala com a esposa e o filho sobre o futuro de ambos é bastante triste, pois Heitor pressente que Tróia cairá. A seguir, convoca  seu irmão Páris e voltam à batalha.
    Apolo combina com Atena uma trégua na batalha e para consegui-la incitam Heitor a desafiar um herói grego ao duelo. Ajax é o escolhido num sorteio e avança para o combate. O duelo é renhido e prossegue até a noite, quando é interrompido. Os aqueus então aproveitam para recolher seus mortos e preparar um baluarte.
    Rompendo a aurora o combate recomeça, porém Zeus proíbe os outros deuses de interferir, enquanto que ele dispara raios dos céus, prejudicando os aqueus. O combate prossegue desastroso para os gregos, que acabam por se recolher ao baluarte ao final do dia. Os troianos acampam por perto, ameaçadores.
   Durante a noite Agamémnom se desespera, percebendo que havia sido enganado por Zeus. Porém Diomedes garante que os aqueus têm fibra e ficarão para lutar. Agamémnom acaba por ouvir os conselhos de Nestor, e envia a Aquiles uma embaixada composta por Odisseu, Ajax, dois arautos, além do veterano Fênix presidindo a embaixada, para oferecer presentes e pedir ao herói aqueu que retorne à batalha. Aquiles, porém, ainda irado, não cede.
    Agamémnom então envia Odisseu (Ulisses) e Diomedes ao acampamento troiano numa missão de espionagem. Heitor, por sua vez, envia Dólon espionar acampamento aqueu. Dólon é capturado por Odisseu e Diomedes, que extraem informações e o matam. A seguir invadem o acampamento troiano e massacram o rei Reso e doze guerreiros que dormiam, retirando-se de volta para o lado aqueu, onde são recebidos com festa.
   Durante o dia o combate é retomado, e os troianos, empurados por Zeus, novamente são superiores. Heitor manda uma grande pedra de encontro a um dos portões e invade o baluarte grego, expulsando-os e os empurrando até as naus, de onde não haveria mais para onde recuar a não ser para o oceano. Há amargo combate, com os aqueus recebendo apoio agora de Poséidon (rei dos mares) enquanto Zeus favorece os troianos, com heróis realizando grandes feitos de ambos os lados.
   Hera, então, consegue convencer Hipnos (deus do sono) a adormecer Zeus. Os gregos, acuados terrivelmente, se aproveitam desse momento para recuperar alguma vantagem, e Ajax fere a Heitor. Porém Zeus acorda e, vendo os troianos dispersos e a momentânea vitória grega, reconhece a obra de Hera e a repreende. Hera diz que Poséidon é o único culpado, e Zeus a manda falar com Apolo e Íris para que estes instiguem os troianos novamente à luta. Então Zeus impede Poséidon de continuar interferindo, e os troianos retomam a vantagem. Os maiores heróis aqueus estão feridos.
   Pátroclo, vendo o desastre dos aqueus, vai implorar a Aquiles, seu amigo, que o deixe comandar os Mirmidões e se juntar à batalha. Aquiles lhe empresta as armas e armadura e consente que lidere os Mirmidões, mas recomenda que apenas expulse os troianos da frente das naus, e não os persiga. Pátroclo então sai com as armas de Aquiles (incluindo a armadura, o que faz com que aqueus e troianos achassem que Aquiles havia voltado à batalha) e combate os troianos junto às naus. Ao ver fugindo os troianos, Pátroclo desobedece a recomendação de Aquiles e os persegue até diante da cidade. Lá, Heitor, percebendo que é Pátroclo e não Aquiles, o confronta em duelo e acaba por matá-lo.
   Há uma disputa pelas armas de Aquiles, e Heitor as ganha, porém Ajax fica com o corpo de Pátroclo. Os troianos então repelem os gregos, que fogem, acossados. Aquiles, ao saber da morte do companheiro, fica terrivelmente abalado, e relata o acontecido a Tétis. Sua mãe promete novas armas para o dia seguinte e vai ao monte Olimpo encomendá-las a Hefestos. Enquanto isso Aquiles vai ao encontro dos troianos que perseguem os aqueus e os detém com seus gritos, permitindo que os gregos cheguem a salvo com o cadáver. A noite interrompe o combate.
   Na manhã seguinte Aquiles, de posse das novas armas e reconciliado com Agamémnom, que lhe restituíra Briseida, acossa ferozmente os troianos numa batalha em que Zeus permite que tomem parte todos os deuses. Trucidando diversos heróis, Aquiles termina por empurrar o combate até os portões de Tróia. Lá Heitor, aterrorizado, tenta fugir de Aquiles, que o persegue ao redor da cidade. Por fim Heitor é enganado por Atena, que o convence a se deter e enfrentar o maior herói aqueu. Prevendo a derrota, Heitor pede a Aquiles que seja feito um trato, com o vencedor respeitando o cadáver do vencido, permitindo ao derrotado um enterro digno e funerais adequados. Aquiles, enlouquecido de raiva, grita que não há pacto possível entre presa e predador. O terrível duelo acontece e Aquiles fere mortalmente Heitor na garganta, única parte desprotegida pela armadura. Morrendo, e já moribundo diante de seus entes queridos, que assistiam de dentro das muralhas, Heitor volta a implorar a Aquiles que permita que seu corpo seja devolvido a Tróia para ser devidamente velado. Aquiles, implacável, nega e diz que o corpo de Heitor será pasto de abutres enquanto o de Pátroclo será honrado.     
      Aquiles amarra o corpo de Heitor pelos pés à sua biga e o arrasta diante da família e depois o traz até o acampamento grego. São feitos os jogos funerais de Pátroclo. Durante a noite, o idoso Príamo vem escondido ao acampamento grego implorrar e suplicar a Aquiles pelo corpo do filho. O seu apelo é tão comovente que Aquiles cede, chorando, com a ira algo arrefecida. Aquiles promete trégua pelo tempo necessário para o adequado funeral de Heitor. Príamo leva o cadáver de seu filho de volta para a cidade, onde são prestadas as honras fúnebres ao príncipe e maior herói de Tróia.

O Cavalo de Tróia,  "presente" de gregos.

   Prossegue a guerra.
  
 
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