OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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INTRODUÇÃO

A . a) Autoria

 A tradição unânime da Igreja primitiva, é de que Mateus, um dos Doze, foi o primeiro dos quatro evangelistas a escrever um Evangelho, e que ele o escreveu em aramaico.
A . b) Destinação
Este evangelho se dirigia a judeus–cristãos de língua grega. Um indício disto são as numerosas expressões judaicas: o parasceve (27.62), raca, geena (5.22), Beelzebu (10.25), e as alusões a costumes judaicos: ablução ritual da lavagem das mãos antes de comer (15.2). Mateus se interessa particularmente pela sorte de Israel; e preocupa-se com o problema da Lei: que agora deve ser interpretada de acordo com os princípios da superior, a lei do amor.
A . c) Data
Não é possível datar o evangelho com precisão. É razoável supor que seja mais recente do que Marcos. O iinteresse pela estrutura da Igreja parece indicar uma data relativamente tardia. Podemos colocá-lo entre a década de 80 a 90 d.C.  Portanto, escreveu depois de João; talvez após a destruição de Jerusalém.  Hoje presume-se que João escreveu antes dos sinóticos, talvez já no ano 50, pois, em Jo 5.2, ele, João, não diz que “havia em Jerusalém”, mas “há em Jerusalém”. Jerusalém não apenas existia (foi destruída no ano 70), mas o autor ainda estava lá. Isto mostra que é um evangelho bem próximo aos eventos que narra
b) O esquema
I - Prólogo: narrativa da infância 1-2
II- O Reino aparece
A manifestação preliminar 3-4
O sermão da montanha 5-7
III- Missão salvadora de Jesus Cristo
Dez milagres 8-9
Discursos missionários 10
IV- O Reino escondido
Oposição e divisão 11-12
Parábolas do Reino 13
V- O Reino se desenvolve
Formação dos discípulos 14-17
Discurso comunitário 18
VI- A caminho da paixão
Oposição crescente do judaísmo 19-22
Julgamento pronunciado 23-25
VII- Morte e Ressurreição 26-28

c) A Estrutura
Observamos que os cinco discursos da parte central de Mateus são dirigidos: 1) aos seus discípulos (5,1-2); 2) aos doze apóstolos (10,1-5); 3) à multidão (13,2); 4) aos discípulos (18,1); 5) aos seus discípulos (24,1).
d) O meio ambiiente de Mateus
Mateus se interessa especialmente pelo papel e destino de Israel na história. Mas sente também que só há um único povo de Deus em ambos os testamentos, que vem a ser o verdadeiro Israel.
e) A comunidade em Mateus
Neste evangelho se fundem a comunidade e o grupo dos discípulos.  Mateus não faz distinção, porque para ele a Igreja é uma realidade sociológica centralizada em Deus, com Jesus Cristo como modelo. É uma família de filhos do Pai. Jesus Cristo está presente no meio de sua Igreja.

 Há muitos detalhes registrados por Mateus que forma um paradigma com o êxodo de Israel do Egito.

Mateus
Êxodo
3.13
14
3.17
4.22
4.1
15.22
4.1-11
16-17
4.2
34.28
5.1; 8.1
24.15-17
8.9
7-12
 É extraordinário o paralelo que Mateus traça nos primeiros capítulos entre Jesus Cristo e os relatos tocantes a Moisés e o êxodo israelita, conforme abaixo pode ser visto:
Jesus Cristo
O Povo de Israel
Vai para o Egito por causa de José (2.13)
Vai ao Egito por causa de José
Permanece no Egito (2.14-15)
Permanece no Egito
Herodes manda matar os meninos (2.16)
Faraó manda matar os meninos
Jesus foi salvo da matança
Moisés foi salvo da matança
Jesus voltou do Egito (2.19-23)
Israel volta (sai) do Egito
 
Outros paralelismos podem ser facilmente identificados:
Jesus Cristo
O Povo de Israel
Água do batismo (3.13)
Águas do Mar Vermelho (Ex 14)
“Meu Filho amado” (3.17)
“Israel é meu filho primogênito” (Ex 4.22)
Deserto (4.1)
Deserto (Ex 15.22)
Jesus é posto à prova (4.1-11)
Israel é posto à prova (Ex 16-17)
Jesus jejua 40 dias (4.2)
Moisés jejua 40 dias (Ex 34.38)
Jesus ensina no Monte (5.1-8.1)
Moisés sobe ao Monte Sinai (Ex 24.15-17)
Registro de dez milagres de Jesus (8-9)
Registro das dez pragas (Ex 7-12)
     A conclusão sobre todos estes paralelismos é de que Mateus deseja apresentar Jesus Cristo aos seus leitores judeu-cristãos como o condutor do Novo Israel, a Igreja, assim como Moisés foi o grande líder do Israel antigo. Jesus é aquele que é maior do que Moisés, conforme anunciado no Antigo Testamento.
Mateus registra 29 profecias messiânicas, sendo que 10 delas são exclusivas de seu evangelho.
Este Jesus é também o Emanuel, “Deus conosco”, uma figura escatológica, como afirma no começo e no final de seu escrito (1.23 e 28.20).
Este Messias/Emanuel é o Senhor da Igreja, esse novo Israel tem o encargo de anunciar o Evangelho a todas as nações. Assim como aqueles sábios do Oriente, gentios vieram para adorar o Emanuel, pouco depois de haver nascido, assim por meio da missão da Igreja este mesmo Emanuel vai tanto aos gentios quanto aos judeus.
 
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