OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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            FALE BEM, ESCREVA MELHOR AINDA.

Embora alguns de sua turma viajem com passaportes esdrúxulos e, para aparecer, recorram a métodos pouco ortodoxos, tais como o uso de cabelos skin heads, tatuagens, pierciengs, destaque-se entre esses de sua turma - se não pela força ou beleza, pelo menos pelo modo de expressão, pela redação,  por seus dotes intelectuais.     Posto que alguns ainda usem uma linguagem gutural e  expressem-se por meios rudimentares, de grunhidos, ouse, fale bonito, com garbo e elegância e sempre tenha algo a dizer, não seja um mero, um reles regurgitador do que ouve na telinha global. Seja mais você e não um macaco imitador (rsrs - nada contra os animais).  Isso me faz lembrar de uma piada entre jovens: 

"Chega um garoto entre uma roda de amigos e vai cumprimentando um a um: 

- E aí, meu, tudo bem ?
- Só, meu,
- E aí, meu, tudo bem ?
- Só, meu, 
- E aí, meu, tudo bem ?
- Só, meu, 
- E aí, meu, tudo bem ?
- Numa boa...
- Pô, meu, num muda de assunto não."
 
A pessoa pode ler quantos livros quiser sobre determinado assunto ou matéria, mas só será um sábio, e não apenas um reles leitor, aquele indivíduo arguto que possui o filtro crítico-analítico, aquele que sabe absorver a essência do tema e eliminar as toxinas.  Esse é o gênio, o sábio. O leitor de revistas caras nada tem a dizer, apenas usa muletas e óculos alheios, mas o rato de biblioteca que lê bons autores, esse sim tem algo a dizer. Nos livros o aluno busca apenas um apoio, e não um plágio,  para melhor estruturar as suas ideias e pensamentos,  visando a dar-lhes uma conexão firme e sólida, pincelando-lhes cores e matizes próprias; enfim, um toque, uma marca pessoal, a marca de seu pensar, da mesma forma que o artista rubrica a sua obra de arte. Sentar-se e ler é diferente de sentar e pensar, comer e degustar, ver e perceber; uma leitura comum é uma leitura qualquer, uma leitura de recreio, mas uma boa leitura gera capacidade de reflexão, e crescimento.      
Dicas:

USE                                                                                                EM VEZ DE
 tenciono,
quero
 almejo
quero, gostaria
 algo
um pouco, uma coisa 
 formoso, belo
 bonito
 sucessos
 acontecimentos, coisas que acontecem
 de roldão
 de monte
 tez
 cor da pele
 altercar
discutir, brigar 
 contestar
responder, discuti 

  mesclar                                                                                       misturar 

 questão de hermenêutica                                                       questão de interpretação

nos verdes anos de minha vida                                             na minha juventude

EXPERIMENTE. OUSE.

1. NÃO LEVANTE, NEM ABAIXE DEMAIS A VOZ.

2. NÃO SEJA MONÓTONO, MAS VARIE DE TOM.

3. NÃO SE DESFAÇA EM GRITOS.

4. NÃO TREMA (NA MEDIDA DO POSSÍVEL).

5. NÃO EMPREGUE SARCASMO OU EXPRESSÕES MALICIOSAS.

6. NÃO ATAQUE HOSTILMENTE COM PALAVRAS ACUSADORAS DE CENSURA.

7. NÃO EXAGERE EM PROVOCAR RISOS, TORNANDO-SE PALHAÇO.

8. NÃO ELOGIE A SI MESMO.

9. NÃO ILUSTRE COM NARRAÇÕES LONGAS.

10. NÃO CANSE OS OUVINTES COM SERMÕES LONGOS.

11. NÃO SE AFASTE DO TEXTO E DO TEMA.

12. NÃO CRAVE OS OLHOS NO CHÃO OU NO TETO.

13. NÃO FIXE O OLHAR DEMASIADAMENTE EM ALGUM OUVINTE PARTICULAR.

14. NÃO FIQUE RÍGIDO OU IMÓVEL, COMO UMA ESTÁTUA.

15. NÃO FAÇA GESTOS RIDÍCULOS.

16. NÃO ANDE NA PLATAFORMA COMO PASSOS GIGANTES, NEM DE GATINHAS.

17. NÃO COLOQUE AS MÃOS NA CINTURA E NOS BOLSOS.

18. NÃO FIQUE ABOTOANDO E DESABOTOANDO O PALETÓ.

19. NÃO FIQUE BRINCANDO O BOTÃO DO PALETÓ.

20. NÃO COMECE CADA FRASE TOSSINDO.

21. NÃO FIQUE O TEMPO TODO COM O DEDO INDICADOR EM FORMA ACUSADORA.

22. NÃO DÊ SOCOS NA MESA OU PÚLPITO.

23. NÃO EXAGERE EM TIRAR E COLOCAR OS ÓCULOS.

24. NÃO FIQUE ARRUMANDO A GRAVATA.

25. NÃO JOGUE nada.

26. NÃO FIQUE ALISANDO O CABELO.

27. NÃO FIQUE OLHANDO O RELÓGIO TODO O TEMPO.

28. NÃO USE GÍRIAS OU PIADAS.

29. NÃO AJOELHE APENAS COM UM DOS JOELHOS.

30. NÃO DIRECIONE A MENSAGEM A ALGUÉM DO AUDITÓRIO.

31. NÃO SE DESCULPE POR NÃO ESTAR PREPARADO.

32. NÃO DIGA REPETIDA VEZES: LOGO VOU TERMINAR.

33. NÃO PROCURE IMITAR ALGUÉM.

34. NÃO SE EXPRESSE DE MANEIRA PRESUNÇOSA OU ORGULHOSA.

Exercício:
Escreva esses verbos na forma culta:
Levantem ele
Levante ele
Cubra ele
Cubram ele
Tragam ele
Tragam eles
Matem eles
Enforquem eles
 
LUGAR-COMUM
Expressão derivada do latim locus comunis.O lugar-comum assume o sentido pejorativo de expressão trivial, banal, que se repete frequentemente, com sinônimos clichê, chavão, chapa, frase feita, estereótipo, slogan. É uma fórmula banalizada, gasta pelo constante uso, e assaz repetida, razão por que, de um ponto de vista literário, estas expressões não têm qualquer valor estético. Portanto, o clichê é uma forma pobre e podre de estilo literário, uma fraqueza lingüística.
EVITE:
  • Graças a Deus que aqui no Brasil não existe preconceito racial pois somos um povo que tem horror à violência e nossa índole pacífica é proverbial no mundo inteiro.
  • Se o homem tomasse consciência do valor da paz, não haveria mais guerras no mundo –
  • As crianças de hoje são os homens de amanhã;
  • Hoje elas estão na primavera da vida;
  • pensar na beleza do sorriso de uma criança;
  •  mais vale um pássaro na mão do que dois voando;
  • A paciência é a mãe das virtudes, só com determinação e coragem haveremos de resolver nossos problemas.
  • O que estraga o Brasil são os maus políticos; sem eles estaríamos bem melhor;
  • cada um deve fazer a sua parte.
  • Hoje em dia,
  • as mulheres estão entrando no mercado de trabalho elas são muito mais caprichosas que os homens.
  • Já os homens  são muito mais desconfiados e estão sempre querendo mais.
  • As pesquisas eleitorais nunca acertam porque são todas compradas.
  •  a verdade é que o amor, quando autêntico, resolve tudo.
  • A esperança é a última que morre.
  • Devagar se vai ao longe,
  • a pressa é inimiga da perfeição
  • a esperança é a última que morre.
  • o brasileiro é preguiçoso por natureza
 O conjunto de frases acima – que você deve ter passado os olhos com a sensação de já tê-lo lido antes algumas centenas de vezes – é uma amostragem da mais terrível praga dos textos argumentativos – o lugar-comum, também conhecido como chavão ou clichê.
O mal do lugar-comum não está propriamente no fato de ser uma expressão muitas vezes usada. O que merece reflexão e cuidado é o lugar-comum que aparece justamente para substituir a reflexão. O lugar-comum mata a reflexão e o pensamento. Pensa ser uma frase crítica mas é como receita de bolo, já pronta. No texto escrito, ele normalmente cumpre a função de, ao resolver tudo numa frase feita de sabedoria universal e indiscutível, eliminar qualquer necessidade argumentativa. Ora, onde há fumaça há fogo! O lugar-comum, por sua natureza indiscutível, acomoda todo o processo de conhecimento numa sabedoria que não nos pertence; ela já está pronta, passa de geração a geração, de professor a aluno, de vizinho a vizinho, de texto a texto.
O lugar-comum está presente tanto nas piadas que reforçam preconceitos (contra raça, religião, etnia...), quanto nas afirmações absolutas, completas e “sensatas” sobre os fatos que nos rodeiam. O lugar-comum não contesta, não transforma e não cria nada – apenas repete.  Geralmente quem só assiste a Rede Globo (rede bobo) é quem mais usa esses clichês. 
Saber reconhecer o lugar-comum é a primeira tarefa de quem quer se livrar deles. Não é tão fácil assim, porque o chavão permeia todos os pontos de vista. Não é só de provérbios inofensivos que ele vive; muitas vezes, a argumentação inteira se sustenta sobre conceitos tão genéricos e vagos que se reduzem a nada. A face mais evidente deste tipo de generalidade vazia é o uso de entidades como “o Homem” , “o Mundo” , “os Políticos” , “ o Jovem”  “as pessoas” ..., como se as sociedades fossem todas constituídas de blocos absolutamente homogêneos.
 
Conclusão:
Em síntese, eis o que devemos observar para construir um texto:
1. O parágrafo é um conjunto de enunciados que se unem em torno de um mesmo sentido;
2. Não se deve esgotar o tema no primeiro parágrafo. Este deve apenas apontar a questão que vai ser desenvolvida;
3. O parágrafo seguinte é sempre uma retomada de algo que ficou inexplorado no parágrafo anterior ou anteriores. Pode ser uma palavra ou uma idéia que mereça ser desenvolvida;
4. Um texto é constituído por parágrafos interdependentes, sempre em torno de uma mesma idéia;
5. Reconheça mentalmente o que você sabe sobre o tema. É possível fazer um plano, mas talvez seja mais prático você listar as palavras-chave com que vai trabalhar. Preocupe-se com a seqüência do texto, utilizando os recursos de coesão de frase para frase e de parágrafo para parágrafo, sem perder de vista a coerência;
6. O parágrafo final deve retomar todo o texto para concluí-lo. Por isso, antes de escrevê-lo, releia tudo o que escreveu. A fim de fechar bem o texto, o parágrafo conclusivo deve retomar o que foi exposto no primeiro;
7. Todo texto representa o ponto de vista de quem o escreve. E quem escreve tem sempre uma proposta a ser discutida para poder chegar a uma conclusão sobre o assunto;
8. O texto deve demonstrar coerência, que resulta de um bom domínio de sua arquitetura e do conhecimento da realidade. Deve-se levar em conta a unidade de idéias, aliada a um bom domínio das regras de coesão;
9. Desde que o tema seja de seu domínio e você tenha conhecimento dos princípios de coesão e da estrutura dos parágrafos, as dificuldades de escrever serão bem menores;

10. Leia tudo o que for possível sobre o tema a ser desenvolvido para que sua posição seja firme e bem fundamentada.
Caríssimo, na produção do seu texto, observe se as idéias devem estar bem articuladas, com seqüência lógica, com coerência argumentativa; siga as orientações de articulação de parágrafos a partir do desmembramento do parágrafo inicial. Não se esqueça de verificar também os aspectos relativos à forma.
Mãos à obra, aprende-se a escrever lendo e escrevendo. O único caminho para conseguir a nota máxima na redação é ter como prática diária o exercício de redação, faça pequenos textos, mesmo que sejam paráfrases. O importante é ter intimidade com a atividade escrita
 

 PARTICIPIO PASSADO verbo pegar (pego ou pegado ?)

Pessoas articuladas e os bons autores de nosso vernáculo usam a forma abonada e justificada em todos os nossos pretéritos e atuais bons autores. Para a língua culta formal, só existe pegado;  Portanto, prefira-se pegado a pego.  Os verbos abundantes da língua portuguesa, aqueles terminados em -ado ou –ido pagar: pagado e pago; acender: acendido e aceso; imprimir: imprimido e impresso etc
 
Aliás, nem sei como é a pronúncia do "E" da primeira sílaba - já ouvi aberto, como em prego, e fechado, como em preto). /
 
Mas a Lingüística, na faculdade, me ensinou que nada impede que venham a existir essas formas algum dia, pois a língua, como sabemos é um organismo vivo e, portanto, sofre mutações, e como não sofreria mutilações  – quando isso acontecer, espero estar debaixo de sete palmos de terra.

 

 
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