OS TRES LEÕEZINHOS
Era uma vez, numa determinada floresta, uma leoa-mãe havia dado à luz 3 leõezinhos bem bonitinhos: O Rax, o Rix e o Rex. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, malandro e puxa-saco, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e...
 
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      BRANCA DE NEVE e OS 7 ANÕES.

Era uma vez, uma rainha de um reino bem distante bordava perto de uma das janelas do castelo, uma grande janela com batentes de ébano (ébano é uma madeira escuríssima). Era inverno e nevava muito forte. A certa altura, a rainha desviou o olhar para admirar os flocos de neve que dançavam no ar e com isso se distraiu e furou o dedo com a agulha. Na neve que tinha caído no beiral da janela pingaram três gotinhas de sangue. O contraste foi tão lindo que a rainha murmurou:

— Ah! Se eu pudesse ter uma menina branquinha como a neve, corada como sangue e com os cabelos negros como o ébano…

      Alguns meses depois, o desejo da rainha foi atendido. Ela deu à luz uma menina de cabelos bem pretos, pele branca e face rosada. O nome dado à princesinha foi:  Branca de Neve. Mas quando nasceu a menina, a rainha-mãe morreu. Passado um ano, o rei casou-se novamente. Sua esposa era lindíssima, porém muito vaidosa,  má, invejosa e cruel. Um certo feiticeiro lhe dera um espelho mágico, ao qual todos os dias ela perguntava, com vaidade:

— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu ?

     

    E o espelho respondia:

— Em todo o mundo e na redondeza, minha querida rainha, não existe maior beleza.

    O tempo passou. Branca de Neve cresceu e completou sete aninhos, e ficava mais linda a cada ano. E um dia o espelho deu outra resposta à rainha.

— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu ?  Perguntou a rainha.

— A sua enteada, Branca de Neve, é agora a mais bela. Respondeu o espelho.

  Invejosa e ciumenta, a rainha chamou um de seus guardas e lhe ordenou que levasse a enteada para a floresta e lá a matasse. Ainda: e que trouxesse o coração de Branca de Neve como prova de que a missão fora cumprida. O guarda obedeceu. Mas, quando chegou à mata, não teve coragem de enfiar a faca naquela lindíssima jovem inocente que, afinal, nunca fizera mal a ninguém. Deixou-a fugir. Para enganar a rainha, matou uma corça, tirou-lhe o coração e entregou-o à rainha malvada, que quase explodiu de alegria e satisfação. Enquanto isso, Branca de Neve fugia, penetrando cada vez mais na mata, ansiosa por se distanciar da madrasta e da morte. Os animais chegavam bem perto, sem a atacar; os galhos das árvores se abriam para que ela passasse. Ao anoitecer, quando já não se agüentava mais em pé de tanto cansaço, Branca de Neve viu numa clareira uma casa bem pequena e entrou para descansar um pouquinho. Olhou em volta e ficou admirada: havia uma mesinha posta com sete minúsculos  pratinhos, sete copinhos, sete colherzinhas e sete garfinhos. No cômodo superior estavam alinhadas sete caminhas, com lençóis muito brancos. Branca de Neve estava com fome e sede. Experimentou, então uma colher da sopa de cada pratinho, tomou um gole do refresco de cada copinho e deitou-se em cada caminha, até encontrar a mais confortável. Nela se ajeitou e dormiu profundamente. Os donos da casa voltaram tarde da noite; eram sete anões que trabalhavam numa mina de diamantes, dentro da montanha. Logo que entraram, viram que faltava um pouco de sopa nos pratos, que os copos não estavam cheios…  Estranharam.  Lá em cima, nas camas, os lençóis estavam mexidos… E na última cama — surpresa maior! — estava adormecida uma linda donzela de cabelos pretos, pele branca como a neve e face vermelha como o sangue.

— Como é linda! murmuraram em coro.

— E como deve estar cansada — disse um deles —, já que dorme assim a sono tão solto...

     Decidiram não a incomodar; o anão dono da caminha onde dormia a donzela, decidiu que passaria a noite numa poltrona. Na manhã seguinte, quando despertou, Branca de Neve se viu cercada pelos sete anões barbudinhos e se assustou. Mas eles logo a acalmaram, dizendo-lhe que era muito bem-vinda.

— Como se chama?perguntaram.

— Branca de Neve. E vocêrs, perguntou ela.

— Mestre, Dunga, Feliz, Soneca, Atchim, Dengoso e Zangado disseram eles.

— Mas como você chegou até aqui, tão longe, no coração da floresta? perguntaram.

    Branca de Neve contou tudo. Falou da crueldade da madrasta, da sua ordem para matá-la, da piedade do caçador que a deixara fugir, desobedecendo à ordem da rainha, e de sua caminhada pela mata até encontrar aquela casinha.

 — Fique aqui, se gostar… propôs o anão mais velho, o Mestre.

— Você poderia cuidar da casa, enquanto nós estamos na mina, trabalhando. Mas tome cuidado enquanto estiver sozinha. Cedo ou tarde, sua madrasta descobrirá onde você está, e se ela a encontrar… Não deixe que ninguém entre! É mais seguro.

    Assim começou uma vida nova para Branca de Neve, uma vida de trabalho. E a madrasta? 


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Estava feliz, convencida de que beleza de mulher alguma superava a sua. Mas, um dia, teve por acaso a idéia de interrogar o espelho mágico:

— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu ?.

    E o espelho respondeu com voz grave:

— Na mata, na casa dos anõezinhos mineiros, querida rainha, está Branca de Neve, mais bela que nunca!

     A rainha então entendeu que tinha sido enganada pelo guarda.  Branca de Neve ainda vivia! Resolveu agir por si mesma, para que não houvesse no mundo inteiro mulher mais linda do que ela. Pintou o rosto, colocou um lenço na cabeça e irreconhecível, disfarçada de velha vendedora, procurou pela mata a casinha dos anões. Quando achou, bateu à porta e Branca de Neve, ingenuamente, foi atender. A malvada ofereceu-lhe suas mercadorias, e a princesa apreciou um lindo cinto colorido. — Deixe-me ajudá-la a experimentar o cinto. Você ficará com uma cintura fininha, fininha...disse a falsa vendedora, com uma risada irônica e estridente, apertando cada vez mais o cinto com requintes de malvadeza.

     E apertou tanto, tanto, que Branca de Neve sentiu-se sufocada e desmaiou, caindo como morta. A madrasta fugiu. Pouco depois, chegaram os anões. Assustaram-se ao ver Branca de Neve estirada e imóvel. O anão mais jovem percebeu o cinto apertado demais e imediatamente o cortou. Branca de Neve voltou a respirar e a cor, aos poucos, começou a voltar a sua face; melhorou e pôde contar o ocorrido.

— Aquela velha vendedora ambulante era a rainha disfarçadadisseram logo os anões...

— Você não deveria tê-la deixado entrar. De agora, seja mais prudente.

     Enquanto isso, a perversa rainha, já no castelo, consultava o espelho mágico e se surpreendeu ao ouvi-lo dizer:

— No bosque, na casa dos anões, minha querida rainha, há Branca de Neve, mais bela que nunca.

     Seu plano fracassara! Tentaria novamente. No dia seguinte, Branca de Neve viu chegar uma camponesa de aspecto gentil, que lhe colocou na janela uma apetitosa maçã, sem dizer nada, apenas sorrindo, um sorriso desdentado. A princesinha nem suspeitou de que se tratava da madrasta, numa segunda tentativa. Branca de Neve, ingênua e gulosa, mordeu a maçã.

   Antes de engolir a primeira mordida, caiu imóvel. Dessa vez, devia estar morta, pois o socorro dado pelos anões, quando regressaram da mina, nada resolveu. Não acharam cinto apertado, nem ferimento algum, apenas o corpo caído. Branca de Neve parecia dormir; estava tão linda que os bons anõezinhos não quiseram enterrá-la.

— Vamos construir um caixão de vidro, de cristal para a nossa Branca de Neve, assim poderemos admirá-la sempre.

    O esquife de cristal foi construído e levado ao topo da montanha. Na tampa, em dourado, escreveram: “Branca de Neve, filha de rei”. Os anões guardavam o caixão dia e noite, e também os animaizinhos da mata, veadinhos, esquilos e lebres, todos choravam por Branca de Neve. Enquanto isso, lá no castelo, a malvada rainha interrogava o espelho mágico:

— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu ?.

    A resposta era invariável:

— Em todo o mundo, não existe beleza maior.

    Branca de Neve parecia dormir no caixão de cristal; o rosto branco como a neve e de lábios vermelhos como sangue, emoldurado pelos cabelos negros como ébano. Continuava tão linda como enquanto vivia. Um dia, um jovem príncipe que caçava por ali passou no topo da montanha. Bastou ver o corpo de Branca de Neve para se apaixonar, apesar de a donzela estar morta. Pediu permissão aos anões para levar consigo o caixão de cristal. Havia tanta paixão, tanta dor e tanto desespero na voz do príncipe, que os anões ficaram comovidos e consentiram.

— Está bem. Nós o ajudaremos a transportá-la para o vale. A donzela Branca de Neve será sua.

     Com o caixão nas costas, puseram-se a caminho. Enquanto desciam por um caminho íngreme, um anão tropeçou numa pedra e quase caiu. Reequilibrou-se a tempo. O abalo do caixão, porém, fez com que o pedaço da maçã envenenada, que Branca de Neve trazia ainda na boca, caísse. Assim a donzela se reanimou. Abrindo os olhos e suspirando se sentou e, admirada, quis saber:

— O que aconteceu? Onde estou?

     O príncipe e os anões, felizes, explicaram-lhe tudo que acontecera. O príncipe declarou-se a Branca de Neve e pediu-a em casamento. Branca de Neve aceitou, felicíssima. Foram para o palácio real, onde toda a corte os recebeu. Foram distribuídos os convites para a cerimônia nupcial. Entre os convidados estava a rainha madrasta, mas ela mal sabia que a noiva era sua enteada. Vestiu-se a megera suntuosamente, pôs muitas jóias e, antes de sair, interrogou o espelho mágico:

— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.

     E o fiel espelho:

— No seu reino, a mais bela é você; mas a noiva Branca de Neve é a mais bela do mundo.

      Espumando de raiva, a rainha saiu apressada para a cerimônia. Lá chegando, ao ver Branca de Neve, sofreu um ataque: o coração explodiu e o corpo estourou, tamanha era sua ira. Mas os festejos não cessaram um só instante. E os anões, convidados de honra, comeram, cantaram e dançaram três dias e três noites. Depois, retornaram para sua casinha e sua mina, no coração da floresta e viveram felizes para sempre.

  

 

ESPAÑOL   

BLANCANIEVES                          

Era un crudo día de invierno, y los copos de nieve caían del cielo como blancas plumas. La Reina cosía junto a una ventana, cuyo marco era de ébano. Y como mientras cosía miraba caer los copos, con la aguja se pinchó un dedo, y tres gotas de sangre fueron a caer sobre la nieve. El rojo de la sangre se destacaba bellamente sobre el fondo blanco, y ella pensó: "¡Ah, quisiera tener una hija que fuere blanca como nieve, roja como sangre y negra como el ébano de esta ventana!". No mucho tiempo después le nació una niña que era blanca como la nieve, sonrosada como la sangre y de cabello negro como la madera de ébano; y por eso le pusieron por nombre Blancanieves. Pero al nacer ella, murió la Reina. Un año más tarde, el Rey volvió a casarse. La nueva Reina era muy bella, pero orgullosa y altanera, y no podía sufrir que nadie la aventajase en hermosura. Tenía un espejo prodigioso, y cada vez que se miraba en él, le preguntaba: "Espejito en la pared, dime una cosa: ¿quién es de este país la más hermosa?". Y el espejo le contestaba, invariablemente: "Señora Reina, eres la más hermosa en todo el país". La Reina quedaba satisfecha, pues sabía que el espejo decía siempre la verdad. Blancanieves fue creciendo y se hacía más bella cada día. Cuando cumplió los siete años, era tan hermosa como la luz del día, y mucho más que la misma Reina. Al preguntar ésta un día al espejo: "Espejito en la pared, dime una cosa: ¿quién es de este país la más hermosa?". Respondió el espejo: "Señora Reina, tú eres como una estrella, pero Blancanieves es mil veces más bella". Se espantó la Reina, palideciendo de envidia y, desde entonces, cada vez que veía a Blancanieves sentía que se le revolvía el corazón; tal era el odio que abrigaba contra ella. Y la envidia y la soberbia, como las malas hierbas, crecían cada vez más altas en su alma, no dejándole un instante de reposo, de día ni de noche. Finalmente, llamó un día a un servidor y le dijo: “Llévate a la niña al bosque; no quiero tenerla más tiempo ante mis ojos. La matarás, y en prueba de haber cumplido mi orden, me traerás sus pulmones y su hígado”. Obedeció el cazador y se marchó al bosque con la muchacha. Pero cuando se disponía a clavar su cuchillo de monte en el inocente corazón de la niña, se echó ésta a llorar: -¡Piedad, buen cazador, déjame vivir! -suplicaba-. Me quedaré en el bosque y jamás volveré al palacio. Y era tan hermosa, que el cazador, apiadándose de ella, le dijo: -¡Márchate entonces, pobrecilla! Y pensó: "No tardarán las fieras en devorarte". Sin embargo, le pareció como si se le quitase una piedra del corazón por no tener que matarla. Y como acertara a pasar por allí un cachorro de jabalí, lo degolló, le sacó los pulmones y el hígado, y se los llevó a la Reina como prueba de haber cumplido su mandato. La perversa mujer los entregó al cocinero para que se los guisara, y se los comió convencida de que comía la carne de Blancanieves. La pobre niña se encontró sola y abandonada en el inmenso bosque. Se moría de miedo, y el menor movimiento de las hojas de los árboles le daba un sobresalto. No sabiendo qué hacer, echó a correr por entre espinos y piedras puntiagudas, y los animales de la selva pasaban saltando por su lado sin causarle el menor daño. Siguió corriendo mientras la llevaron los pies y hasta que se ocultó el sol. Entonces vio una casita y entró en ella para descansar. Todo era diminuto en la casita, pero tan primoroso y limpio, que no hay palabras para describirlo. Había una mesita cubierta con un mantel blanquísimo, con siete minúsculos platitos y siete vasitos; y al lado de cada platito había su cucharilla, su cuchillito y su tenedorcito. Alineadas junto a la pared veíanse siete camitas, con sábanas de inmaculada blancura. Blancanieves, como estaba muy hambrienta, comió un poquito de legumbres y un bocadito de pan de cada plato, y bebió una gota de vino de cada copita, pues no quería tomarlo todo de uno solo. Luego, sintiéndose muy cansada, quiso echarse en una de las camitas; pero ninguna era de su medida: resultaba demasiado larga o demasiado corta; hasta que, por fin, la séptima le vino bien; se acostó en ella, se encomendó a Dios y quedó dormida. Cerrada ya la noche, llegaron los dueños de la casita, que eran siete enanos que se dedicaban a excavar minerales en el monte. Encendieron sus siete lamparillas y, al iluminarse la habitación, vieron que alguien había entrado, pues las cosas no estaban en el orden en que ellos las habían dejado al marcharse. Dijo el primero: -¿Quién se sentó en mi sillita? El segundo: -¿Quién ha comido de mi platito? El tercero: -¿Quién ha cortado un poco de mi pan? El cuarto: -¿Quién ha comido de mi verdurita? El quinto: -¿Quién ha pinchado con mi tenedorcito? El sexto: -¿Quién ha cortado con mi cuchillito? Y el séptimo: -¿Quién ha bebido de mi vasito? Luego, el primero, recorrió la habitación y, viendo un pequeño hueco en su cama, exclamó alarmado: -¿Quién se ha subido en mi camita? Acudieron corriendo los demás y exclamaron todos: -¡Alguien estuvo echado en la mía! Pero el séptimo, al examinar la suya, descubrió a Blancanieves, dormida en ella. Llamó entonces a los demás, los cuales acudieron presurosos y no pudieron reprimir sus exclamaciones de admiración cuando, acercando las siete lamparillas, vieron a la niña. -¡Oh, Dios mío; oh, Dios mío! -decían-, ¡qué criatura más hermosa! Y fue tal su alegría, que decidieron no despertarla, sino dejar que siguiera durmiendo en la camita. El séptimo enano se acostó junto a sus compañeros, una hora con cada uno, y así transcurrió la noche. Al clarear el día se despertó Blancanieves y, al ver a los siete enanos, tuvo un sobresalto. Pero ellos la saludaron afablemente y le preguntaron: -¿Cómo te llamas? -Me llamo Blancanieves -respondió ella. -¿Y cómo llegaste a nuestra casa? -siguieron preguntando los hombrecillos. Entonces ella les contó que su madrastra había dado orden de matarla, pero que el cazador le había perdonado la vida, y ella había estado corriendo todo el día, hasta que, al atardecer, encontró la casita. Dijeron los enanos: -¿Quieres cuidar de nuestra casa? ¿Cocinar, hacer las camas, lavar, remendar la ropa y mantenerlo todo ordenado y limpio? Si es así, puedes quedarte con nosotros y nada te faltará. -¡Sí! -exclamó Blancanieves-. Con mucho gusto -y se quedó con ellos. A partir de entonces, cuidaba la casa con todo esmero. Por la mañana, ellos salían a la montaña en busca de mineral y oro, y al regresar, por la tarde, encontraban la comida preparada. Durante el día, la niña se quedaba sola, y los buenos enanitos le advirtieron: -Guárdate de tu madrastra, que no tardará en saber que estás aquí. ¡No dejes entrar a nadie! La Reina, entretanto, desde que creía haberse comido los pulmones y el hígado de Blancanieves, vivía segura de volver a ser la primera en belleza. Se acercó un día al espejo y le preguntó: "Espejito en la pared, dime una cosa: ¿quién es de este país la más hermosa?". Y respondió el espejo: "Señora Reina, eres aquí como una estrella; pero mora en las siete montañas, con los enanitos, Blancanieves, que es mil veces más bella". La Reina se sobresaltó, pues sabía que el espejo jamás mentía, y se dio cuenta de que el cazador la había engañado, y que Blancanieves no estaba muerta. Pensó entonces otra manera de deshacerse de ella, pues mientras hubiese en el país alguien que la superase en belleza, la envidia no la dejaría reposar. Finalmente, ideó un medio. Se tiznó la cara y se vistió como una vieja buhonera, quedando completamente desconocida. Así disfrazada se dirigió a las siete montañas y, llamando a la puerta de los siete enanitos, gritó: -¡Vendo cosas buenas y bonitas! Se asomó Blancanieves a la ventana y le dijo: -¡Buenos días, buena mujer! ¿Qué traes para vender? -Cosas finas, cosas finas -respondió la Reina-. Lazos de todos los colores -y sacó uno trenzado de seda multicolor. "Bien puedo dejar entrar a esta pobre mujer", pensó Blancanieves y, abriendo la puerta, compró el primoroso lacito. -¡Qué linda eres, niña! -exclamó la vieja-. Ven, que yo misma te pondré el lazo. Blancanieves, sin sospechar nada, se puso delante de la vendedora para que le atase la cinta alrededor del cuello, pero la bruja lo hizo tan bruscamente y apretando tanto, que a la niña se le cortó la respiración y cayó como muerta. -¡Ahora ya no eres la más hermosa! -dijo la madrastra, y se alejó precipitadamente. Al cabo de poco rato, ya anochecido, regresaron los siete enanos. Imagínense su susto cuando vieron tendida en el suelo a su querida Blancanieves, sin moverse, como muerta. Corrieron a incorporarla y viendo que el lazo le apretaba el cuello, se apresuraron a cortarlo. La niña comenzó a respirar levemente, y poco a poco fue volviendo en sí. Al oír los enanos lo que había sucedido, le dijeron: -La vieja vendedora no era otra que la malvada Reina. Guárdate muy bien de dejar entrar a nadie, mientras nosotros estemos ausentes. La mala mujer, al llegar a palacio, corrió ante el espejo y le preguntó: "Espejito en la pared, dime una cosa: ¿quién es de este país la más hermosa?". Y respondió el espejo, como la vez anterior: "Señora Reina, eres aquí como una estrella; pero mora en la montaña, con los enanitos, Blancanieves, que es mil veces más bella". Al oírlo, del despecho, toda la sangre le afluyó al corazón, pues supo que Blancanieves continuaba viviendo. "Esta vez -se dijo- idearé una trampa de la que no te escaparás", y, valiéndose de las artes diabólicas en que era maestra, fabricó un peine envenenado. Luego volvió a disfrazarse, adoptando también la figura de una vieja, y se fue a las montañas y llamó a la puerta de los siete enanos. -¡Buena mercancía para vender! -gritó. Blancanieves, asomándose a la ventana, le dijo: -Sigue tu camino, que no puedo abrir a nadie. -¡Al menos podrás mirar lo que traigo! -respondió la vieja y, sacando el peine, lo levantó en el aire. Pero le gustó tanto el peine a la niña que, olvidándose de todas las advertencias, abrió la puerta. Cuando se pusieron de acuerdo sobre el precio dijo la vieja: -Ven que te peinaré como Dios manda. La pobrecilla, no pensando nada malo, dejó hacer a la vieja; mas apenas hubo ésta clavado el peine en el cabello, el veneno produjo su efecto y la niña se desplomó insensible. -¡Dechado de belleza -exclamó la malvada bruja-, ahora sí que estás lista! -y se marchó. Pero, afortunadamente, faltaba poco para la noche, y los enanitos no tardaron en regresar. Al encontrar a Blancanieves inanimada en el suelo, enseguida sospecharon de la madrastra y, buscando, descubrieron el peine envenenado. Se lo quitaron rápidamente y, al momento, volvió la niña en sí y les explicó lo ocurrido. Ellos le advirtieron de nuevo que debía estar alerta y no abrir la puerta a nadie. La Reina, de regreso en palacio, fue directamente a su espejo: "Espejito en la pared, dime una cosa: ¿quién es de este país la más hermosa?". Y como las veces anteriores, respondió el espejo, al fin: "Señora Reina, eres aquí como una estrella; pero mora en la montaña, con los enanitos, Blancanieves, que es mil veces más bella". Al oír estas palabras del espejo, la malvada bruja se puso a temblar de rabia. -¡Blancanieves morirá ! -gritó-, aunque me haya de costar a mí la vida! Y, bajando a una cámara secreta donde nadie tenía acceso sino ella, preparó una manzana con un veneno de lo más virulento. Por fuera era preciosa, blanca y sonrosada, capaz de hacer la boca agua a cualquiera que la viese. Pero un solo bocado significaba la muerte segura. Cuando tuvo preparada la manzana, se pintó nuevamente la cara, se vistió de campesina y se encaminó a las siete montañas, a la casa de los siete enanos. Llamó a la puerta. Blancanieves asomó la cabeza a la ventana y dijo: -No debo abrir a nadie; los siete enanitos me lo han prohibido. -Como quieras -respondió la campesina-. Pero yo quiero deshacerme de mis manzanas. Mira, te regalo una. -No -contestó la niña-, no puedo aceptar nada. -¿Temes acaso que te envenene? -dijo la vieja-. Fíjate ! Corto la manzana en dos mitades: tú te comes la parte roja, y yo la blanca ! La fruta estaba preparada de modo que sólo el lado encarnado tenía veneno. Blancanieves miraba la fruta con ojos codiciosos, y cuando vio que la campesina la comía, ya no pudo resistir. Alargó la mano y tomó la mitad envenenada. Pero no bien se hubo metido en la boca el primer trocito, cayó en el suelo, muerta. La Reina la contempló con una mirada de rencor, y, echándose a reír, dijo: -¡Blanca como la nieve; roja como la sangre; negra como el ébano! Esta vez, no te resucitarán los enanos. Y cuando, al llegar a palacio, preguntó al espejo: "Espejito en la pared, dime una cosa: ¿quién es de este país la más hermosa?". Le respondió el espejo, al fin: "Señora Reina, eres la más hermosa en todo el país". Sólo entonces se aquietó su envidioso corazón, suponiendo que un corazón envidioso pueda aquietarse. Los enanitos, al volver a su casa aquella noche, encontraron a Blancanieves tendida en el suelo, sin que de sus labios saliera el hálito más leve. Estaba muerta. La levantaron, miraron si tenía encima algún objeto emponzoñado, la desabrocharon, le peinaron el pelo, la lavaron con agua y vino, pero todo fue inútil. La pobre niña estaba muerta y bien muerta. La colocaron en un ataúd, y los siete, sentándose alrededor, la estuvieron llorando por espacio de tres días. Luego pensaron en darle sepultura; pero viendo que el cuerpo se conservaba lozano, como el de una persona viva, y que sus mejillas seguían sonrosadas, dijeron: -No podemos enterrarla en el seno de la negra tierra- y mandaron fabricar una caja de cristal transparente que permitiese verla desde todos lados. La colocaron en ella y grabaron su nombre con letras de oro: "Princesa Blancanieves". Después transportaron el ataúd a la cumbre de la montaña, y uno de ellos, por turno, estaba siempre allí velándola. Y hasta los animales acudieron a llorar a Blancanieves: primero, una lechuza; luego, un cuervo y, finalmente, una palomita. Y así estuvo Blancanieves mucho tiempo, reposando en su ataúd, sin descomponerse, como dormida, pues seguía siendo blanca como la nieve, roja como la sangre y con el cabello negro como ébano. Sucedió, entonces, que un príncipe que se había metido en el bosque se dirigió a la casa de los enanitos, para pasar la noche. Vio en la montaña el ataúd que contenía a la hermosa Blancanieves y leyó la inscripción grabada con letras de oro. Dijo entonces a los enanos: -Denme el ataúd, pagaré por él lo que me pidan. Pero los enanos contestaron: -Ni por todo el oro del mundo lo venderíamos. -En tal caso, regálenmelo -propuso el príncipe-, pues ya no podré vivir sin ver a Blancanieves. La honraré y reverenciaré como a lo que más quiero. Al oír estas palabras, los hombrecillos sintieron compasión del príncipe y le regalaron el féretro. El príncipe mandó que sus criados lo transportasen en hombros. Pero ocurrió que en el camino tropezaron contra una mata, y de la sacudida saltó de la garganta de Blancanieves el bocado de la manzana envenenada, que todavía tenía atragantado. Y, al poco rato, la princesa abrió los ojos y recobró la vida. Levantó la tapa del ataúd, se Incorporó y dijo: -¡Dios Santo!, ¿dónde estoy? Y el príncipe le respondió, loco de alegría: -Estás conmigo - y, después de explicarle todo lo ocurrido, le dijo: -Te quiero más que a nadie en el mundo. Ven al castillo de mi padre y serás mi esposa. Accedió Blancanieves y se marchó con él al palacio, donde enseguida se dispuso la boda, que debía celebrarse con gran magnificencia y esplendor. A la fiesta fue invitada también la malvada madrastra de Blancanieves. Una vez que se hubo ataviado con sus vestidos más lujosos, fue al espejo y le preguntó: "Espejito en la pared, dime una cosa: ¿quién es de este país la más hermosa?". Y respondió el espejo: "Señora Reina, eres aquí como una estrella, pero la reina joven es mil veces más bella". La malvada mujer soltó una palabrota y tuvo tal sobresalto, que quedó como fuera de sí. Su primer propósito fue no ir a la boda. Pero la inquietud la roía, y no pudo resistir al deseo de ver a aquella joven reina. Al entrar en el salón reconoció a Blancanieves, y fue tal su espanto y pasmo, que se quedó clavada en el suelo sin poder moverse. Pero habían puesto ya al fuego unas zapatillas de hierro y estaban incandescentes. Tomándolas con tenazas, la obligaron a ponérselas, y hubo de bailar con ellas hasta que cayó muerta.

SNOW-WHITE

It was the middle of winter, and the snow-flakes were falling like feathers from the sky, and a queen sat at her window working, and her embroidery-frame was of ebony. And as she worked, gazing at times out on the snow, she pricked her finger, and there fell from it three drops of blood on the snow. And when she saw how bright and red it looked, she said to herself, “Oh that I had a child as white as snow, as red as blood, and as black as the wood of the embroidery frame!” Not very long after she had a daughter, with a skin as white as snow, lips as red as blood, and hair as black as ebony, and she was named Snow-white. And when she was born the queen died. After a year had gone by the king took another wife, a beautiful woman, but proud and overbearing, and she could not bear to be surpassed in beauty by any one. She had a magic looking-glass, and she used to stand before it, and look in it, and say,

“Looking-glass upon the wall,
Who is fairest of us all?”

And the looking-glass would answer,

“You are fairest of them all.”

And she was contented, for she knew that the looking-glass spoke the truth. Now, Snow-white was growing prettier and prettier, and when she was seven years old she was as beautiful as day, far more so than the queen herself. So one day when the queen went to her mirror and said,

“Looking-glass upon the wall,
Who is fairest of us all?”

It answered,

“Queen, you are full fair, 'tis true,
But Snow-white fairer is than you.”

This gave the queen a great shock, and she became yellow and green with envy, and from that hour her heart turned against Snow-white, and she hated her. And envy and pride like ill weeds grew in her heart higher every day, until she had no peace day or night. At last she sent for a huntsman, and said, “Take the child out into the woods, so that I may set eyes on her no more. You must put her to death, and bring me her heart for a token.” The huntsman consented, and led her away; but when he drew his cutlass to pierce Snow-white's innocent heart, she began to weep, and to say, “Oh, dear huntsman, do not take my life; I will go away into the wild wood, and never come home again.” And as she was so lovely the huntsman had pity on her, and said, “Away with you then, poor child;” for he thought the wild animals would be sure to devour her, and it was as if a stone had been rolled away from his heart when he spared to put her to death. Just at that moment a young wild boar came running by, so he caught and killed it, and taking out its heart, he brought it to the queen for a token. And it was salted and cooked, and the wicked woman ate it up, thinking that there was an end of Snow-white.

Now, when the poor child found herself quite alone in the wild woods, she felt full of terror, even of the very leaves on the trees, and she did not know what to do for fright. Then she began to run over the sharp stones and through the thorn bushes, and the wild beasts after her, but they did her no harm. She ran as long as her feet would carry her; and when the evening drew near she came to a little house, and she went inside to rest. Everything there was very small, but as pretty and clean as possible. There stood the little table ready laid, and covered with a white cloth, and seven little plates, and seven knives and forks, and drinking-cups. By the wall stood seven little beds, side by side, covered with clean white quilts. Snow-white, being very hungry and thirsty, ate from each plate a little porridge and bread, and drank out of each little cup a drop of wine, so as not to finish up one portion alone. After that she felt so tired that she lay down on one of the beds, but it did not seem to suit her; one was too long, another too short, but at last the seventh was quite right; and so she lay down upon it, committed herself to heaven, and fell asleep.

When it was quite dark, the masters of the house came home. They were seven dwarfs, whose occupation was to dig underground among the mountains. When they had lighted their seven candles, and it was quite light in the little house, they saw that some one must have been in, as everything was not in the same order in which they left it. The first said, “Who has been sitting in my little chair?” The second said, “Who has been eating from my little plate?” The third said, “Who has been taking my little loaf?” The fourth said, “Who has been tasting my porridge?” The fifth said, “Who has been using my little fork?” The sixth said, “Who has been cutting with my little knife?” The seventh said, “Who has been drinking from my little cup?” Then the first one, looking round, saw a hollow in his bed, and cried, “Who has been lying on my bed?” And the others came running, and cried, “Some one has been on our beds too!” But when the seventh looked at his bed, he saw little Snow-white lying there asleep. Then he told the others, who came running up, crying out in their astonishment, and holding up their seven little candles to throw a light upon Snow-white. “O goodness! O gracious!” cried they, “what beautiful child is this?” and were so full of joy to see her that they did not wake her, but let her sleep on. And the seventh dwarf slept with his comrades, an hour at a time with each, until the night had passed. When it was morning, and Snow-white awoke and saw the seven dwarfs, she was very frightened; but they seemed quite friendly, and asked her what her name was, and she told them; and then they asked how she came to be in their house. And she related to them how her step-mother had wished her to be put to death, and how the huntsman had spared her life, and how she had run the whole day long, until at last she had found their little house. Then the dwarfs said, “If you will keep our house for us, and cook, and wash, and make the beds, and sew and knit, and keep everything tidy and clean, you may stay with us, and you shall lack nothing.” “With all my heart,” said Snow-white; and so she stayed, and kept the house in good order. In the morning the dwarfs went to the mountain to dig for gold; in the evening they came home, and their supper had to be ready for them. All the day long the maiden was left alone, and the good little dwarfs warned her, saying, “Beware of your step-mother, she will soon know you are here. Let no one into the house.” Now the queen, having eaten Snow-white's heart, as she supposed, felt quite sure that now she was the first and fairest, and so she came to her mirror, and said,

“Looking-glass upon the wall,
Who is fairest of us all?”

And the glass answered,

“Queen, thou art of beauty rare,
But Snow-white living in the glen
With the seven little men
Is a thousand times more fair.”

Then she was very angry, for the glass always spoke the truth, and she knew that the huntsman must have deceived her, and that Snow-white must still be living. And she thought and thought how she could manage to make an end of her, for as long as she was not the fairest in the land, envy left her no rest. At last she thought of a plan; she painted her face and dressed herself like an old pedlar woman, so that no one would have known her. In this disguise she went across the seven mountains, until she came to the house of the seven little dwarfs, and she knocked at the door and cried, “Fine wares to sell! fine wares to sell!” Snow-white peeped out of the window and cried, “Good-day, good woman, what have you to sell?” “Good wares, fine wares,” answered she, “laces of all colours ;”and she held up a piece that was woven of variegated silk. “I need not be afraid of letting in this good woman,” thought Snow-white, and she unbarred the door and bought the pretty lace. “What a figure you are, child!” said the old woman, “come and let me lace you properly for once.” Snow-white, suspecting nothing, stood up before her, and let her lace her with the new lace ; but the old woman laced so quick and tight that it took Snow-white's breath away, and she fell down as dead. “Now you have done with being the fairest,” said the old woman as she hastened away. Not long after that, towards evening, the seven dwarfs came home, and were terrified to see their dear Snow-white lying on the ground, without life or motion; they raised her up, and when they saw how tightly she was laced they cut the lace in two ; then she began to draw breath, and little by little she returned to life. When the dwarfs heard what had happened they said, “The old pedlar woman was no other than the wicked queen; you must beware of letting any one in when we are not here!” And when the wicked woman got home she went to her glass and said,

“Looking-glass against the wall,
Who is fairest of us all?”

And it answered as before,

“Queen, thou art of beauty rare,
But Snow-white living in the glen
With the seven little men
Is a thousand times more fair.”

When she heard that she was so struck with surprise that all the blood left her heart, for she knew that Snow-white must still be living. “But now,” said she, “I will think of something that will be her ruin.” And by witchcraft she made a poisoned comb. Then she dressed herself up to look like another different sort of old woman. So she went across the seven mountains and came to the house of the seven dwarfs, and knocked at the door and cried, “Good wares to sell! good wares to sell!” Snow-white looked out and said, “Go away, I must not let anybody in.” “But you are not forbidden to look,” said the old woman, taking out the poisoned comb and holding it up. It pleased the poor child so much that she was tempted to open the door; and when the bargain was made the old woman said, “Now, for once your hair shall be properly combed.” Poor Snow-white, thinking no harm, let the old woman do as she would, but no sooner was the comb put in her hair than the poison began to work, and the poor girl fell down senseless. “Now, you paragon of beauty,” said the wicked woman, “this is the end of you,” and went off. By good luck it was now near evening, and the seven little dwarfs came home. When they saw Snow-white lying on the ground as dead, they thought directly that it was the step-mother's doing, and looked about, found the poisoned comb, and no sooner had they drawn it out of her hair than Snow-white came to herself, and related all that had passed. Then they warned her once more to be on her guard, and never again to let any one in at the door. And the queen went home and stood before the looking-glass and said,

“Looking-glass against the wall,
Who is fairest of us all?”

And the looking-glass answered as before,

“Queen, thou art of beauty rare,
But Snow-white living in the glen
With the seven little men
Is a thousand times more fair.”

When she heard the looking-glass speak thus she trembled and shook with anger. “Snow-white shall die,” cried she, “though it should cost me my own life!” And then she went to a secret lonely chamber, where no one was likely to come, and there she made a poisonous apple. It was beautiful to look upon, being white with red cheeks, so that any one who should see it must long for it, but whoever ate even a little bit of it must die. When the apple was ready she painted her face and clothed herself like a peasant woman, and went across the seven mountains to where the seven dwarfs lived. And when she knocked at the door Snow-white put her head out of the window and said, “I dare not let anybody in; the seven dwarfs told me not.” “All right,” answered the woman; “I can easily get rid of my apples elsewhere. There, I will give you one.” “No,” answered Snow-white, “I dare not take anything.” “Are you afraid of poison?” said the woman, “look here, I will cut the apple in two pieces; you shall have the red side, I will have the white one.” For the apple was so cunningly made, that all the poison was in the rosy half of it. Snow-white longed for the beautiful apple, and as she saw the peasant woman eating a piece of it she could no longer refrain, but stretched out her hand and took the poisoned half. But no sooner had she taken a morsel of it into her mouth than she fell to the earth as dead. And the queen, casting on her a terrible glance, laughed aloud and cried, “As white as snow, as red as blood, as black as ebony! this time the dwarfs will not be able to bring you to life again.” And when she went home and asked the looking-glass,

“Looking-glass against the wall,
Who is fairest of us all?”

at last it answered,

“You are the fairest now of all.”

Then her envious heart had peace, as much as an envious heart can have. The dwarfs, when they came home in the evening, found Snow-white lying on the ground, and there came no breath out of her mouth, and she was dead. They lifted her up, sought if anything poisonous was to be found, cut her laces, combed her hair, washed her with water and wine, but all was of no avail, the poor child was dead, and remained dead. Then they laid her on a bier, and sat all seven of them round it, and wept and lamented three whole days. And then they would have buried her, but that she looked still as if she were living, with her beautiful blooming cheeks. So they said, “We cannot hide her away in the black ground.” And they had made a coffin of clear glass, so as to be looked into from all sides, and they laid her in it, and wrote in golden letters upon it her name, and that she was a king's daughter. Then they set the coffin out upon the mountain, and one of them always remained by it to watch. And the birds came too, and mourned for Snow-white, first an owl, then a raven, and lastly, a dove. Now, for a long while Snow-white lay in the coffin and never changed, but looked as if she were asleep, for she was still as' white as snow, as red as blood, and her hair was as black as ebony. It happened, however, that one day a king's son rode through the wood and up to the dwarfs' house, which was near it. He saw on the mountain the coffin, and beautiful Snow-white within it, and he read what was written in golden letters upon it. Then he said to the dwarfs, “Let me have the coffin, and I will give you whatever you like to ask for it.” But the dwarfs told him that they could not part with it for all the gold in the world. But he said, “I beseech you to give it me, for I cannot live without looking upon Snow-white; if you consent I will bring you to great honour, and care for you as if you were my brethren.” When he so spoke the good little dwarfs had pity upon him and gave him the coffin, and the king's son called his servants and bid them carry it away on their shoulders. Now it happened that as they were going along they stumbled over a bush, and with the shaking the bit of poisoned apple flew out of her throat. It was not long before she opened her eyes, threw up the cover of the coffin, and sat up, alive and well. “Oh dear! where am I?” cried she. The king's son answered, full of joy, “You are near me,” and, relating all that had happened, he said, “I would rather have you than anything in the world ; come with me to my father's castle and you shall be my bride.” And Snow-white was kind, and went with him, and their wedding was held with pomp and great splendour. But Snow-white's wicked step-mother was also bidden to the feast, and when she had dressed herself in beautiful clothes she went to her looking-glass and said,

“Looking-glass upon the wall,
Who is fairest of us all?”

The looking-glass answered,

''O Queen, although you are of beauty rare,
The young bride is a thousand times more fair.”

Then she railed and cursed, and was beside herself with disappointment and anger. First she thought she would not go to the wedding ; but then she felt she should have no peace until she went and saw the bride. And when she saw her she knew her for Snow-white, and could not stir from the place for anger and terror. For they had ready red-hot iron shoes, in which she had to dance until she fell down dead.

 

SCHNEEWITTCHEN

Es war einmal mitten im Winter, und die Schneeflocken fielen wie Federn vom Himmel herab. Da saß eine Königin an einem Fenster, das einen Rahmen von schwarzem Ebenholz hatte, und nähte. Und wie sie so nähte und nach dem Schnee aufblickte, stach sie sich mit der Nadel in den Finger, und es fielen drei Tropfen Blut in den Schnee. Und weil das Rote im weißen Schnee so schön aussah, dachte sie bei sich: Hätt' ich ein Kind, so weiß wie Schnee, so rot wie Blut und so schwarz wie das Holz an dem Rahmen! Bald darauf bekam sie ein Töchterlein, das war so weiß wie Schnee, so rot wie Blut und so schwarzhaarig wie Ebenholz und ward darum Schneewittchen (Schneeweißchen) genannt. Und wie das Kind geboren war, starb die Königin. Über ein Jahr nahm sich der König eine andere Gemahlin. Es war eine schöne Frau, aber sie war stolz und übermütig und konnte nicht leiden, daß sie an Schönheit von jemand sollte übertroffen werden. Sie hatte einen wunderbaren Spiegel wenn sie vor den trat und sich darin beschaute, sprach sie:

"Spieglein, Spieglein an der Wand,
Wer ist die Schönste im ganzen Land?"

so antwortete der Spiegel:

"Frau Königin, Ihr seid die Schönste im Land."

Da war sie zufrieden, denn sie wußte, daß der Spiegel die Wahrheit sagte. Schneewittchen aber wuchs heran und wurde immer schöner, und als es sieben Jahre alt war, war es so schön, wie der klare Tag und schöner als die Königin selbst. Als diese einmal ihren Spiegel fragte:

"Spieglein, Spieglein an der Wand,
Wer ist die Schönste im ganzen Land?"

so antwortete er:

"Frau Königin, Ihr seid die Schönste hier,
Aber Schneewittchen ist tausendmal schöner als Ihr."

Da erschrak die Königin und ward gelb und grün vor Neid. Von Stund an, wenn sie Schneewittchen erblickte, kehrte sich ihr das Herz im Leibe herum - so haßte sie das Mädchen. Und der Neid und Hochmut wuchsen wie ein Unkraut in ihrem Herzen immer höher, daß sie Tag und Nacht keine Ruhe mehr hatte. Da rief sie einen Jäger und sprach: "Bring das Kind hinaus in den Wald, ich will's nicht mehr vor meinen Augen sehen. Du sollst es töten und mir Lunge und Leber zum Wahrzeichen mitbringen." Der Jäger gehorchte und führte es hinaus, und als er den Hirschfänger gezogen hatte und Schneewittchens unschuldiges Herz durchbohren wollte, fing es an zu weinen und sprach: "Ach, lieber Jäger, laß mir mein Leben! Ich will in den wilden Wald laufen und nimmermehr wieder heimkommen." Und weil es gar so schön war, hatte der Jäger Mitleiden und sprach: "So lauf hin, du armes Kind!" Die wilden Tiere werden dich bald gefressen haben, dachte er, und doch war's ihm, als wäre ein Stein von seinem Herzen gewälzt, weil er es nicht zu töten brauchte. Und als gerade ein junger Frischling dahergesprungen kam, stach er ihn ab, nahm Lunge und Leber heraus und brachte sie als Wahrzeichen der Königin mit. Der Koch mußte sie in Salz kochen, und das boshafte Weib aß sie auf und meinte, sie hätte Schneewittchens Lunge und Leber gegessen.

Nun war das arme Kind in dem großen Wald mutterseelenallein, und ward ihm so angst, daß es alle Blätter an den Bäumen ansah und nicht wußte, wie es sich helfen sollte. Da fing es an zu laufen und lief über die spitzen Steine und durch die Dornen, und die wilden Tiere sprangen an ihm vorbei, aber sie taten ihm nichts. Es lief, so lange nur die Füße noch fortkonnten, bis es bald Abend werden wollte. Da sah es ein kleines Häuschen und ging hinein, sich zu ruhen. In dem Häuschen war alles klein, aber so zierlich und reinlich, daß es nicht zu sagen ist. Da stand ein weißgedecktes Tischlein mit sieben kleinen Tellern, jedes Tellerlein mit seinem Löffelein, ferner sieben Messerlein und Gäblelein und sieben Becherlein. An der Wand waren sieben Bettlein nebeneinander aufgestellt und schneeweiße Laken darüber gedeckt. Schneewittchen, weil es so hungrig und durstig war, aß von jedem Tellerlein ein wenig Gemüs' und Brot und trank aus jedem Becherlein einen Tropfen Wein; denn es wollte nicht einem alles wegnehmen. Hernach, weil es so müde war, legte es sich in ein Bettchen, aber keins paßte; das eine war zu lang, das andere zu kurz, bis endlich das siebente recht war; und darin blieb es liegen, befahl sich Gott und schlief ein.

Als es ganz dunkel geworden war, kamen die Herren von dem Häuslein, das waren die sieben Zwerge, die in den Bergen nach Erz hackten und gruben. Sie zündeten ihre sieben Lichtlein an, und wie es nun hell im Häuslein ward, sahen sie, daß jemand darin gesessen war, denn es stand nicht alles so in der Ordnung, wie sie es verlassen hatten. Der erste sprach: "Wer hat auf meinem Stühlchen gesessen?' Der zweite: "Wer hat von meinem Tellerchen gegessen?" Der dritte: "Wer hat von meinem Brötchen genommen?" Der vierte: "Wer hat von meinem Gemüschen gegessen?" Der fünfte: "Wer hat mit meinem Gäbelchen gestochen?" Der sechste: "Wer hat mit meinem Messerchen geschnitten?" Der siebente: "Wer hat aus meinem Becherlein Getrunken?" Dann sah sich der erste um und sah, daß auf seinem Bett eine kleine Delle war, da sprach er: "Wer hat in mein Bettchen getreten?" Die anderen kamen gelaufen und riefen: "In meinem hat auch jemand Gelegen!" Der siebente aber, als er in sein Bett sah, erblickte Schneewittchen, das lag darin und schlief. Nun rief er die andern, die kamen herbeigelaufen und schrien vor Verwunderung, holten ihre sieben Lichtlein und beleuchteten Schneewittchen. "Ei, du mein Gott! Ei, du mein Gott!" riefen sie, "was ist das Kind so schön!" Und hatten so große Freude, daß sie es nicht aufweckten, sondern im Bettlein fortschlafen ließen. Der siebente Zwerg aber schlief bei seinen Gesellen, bei jedem eine Stunde, da war die Nacht herum. Als es Morgen war, erwachte Schneewittchen, und wie es die sieben Zwerge sah, erschrak es. Sie waren aber freundlich und fragten: "Wie heißt du?" "Ich heiße Schneewittchen", antwortete es. "Wie bist du in unser Haus gekommen?" sprachen weiter die Zwerge. Da erzählte es ihnen, daß seine Stiefmutter es hätte wollen umbringen lassen, der Jäger hätte ihm aber das Leben geschenkt, und da wär' es gelaufen den ganzen Tag, bis es endlich ihr Häuslein gefunden hätte. Die Zwerge sprachen: "Willst du unsern Haushalt versehen, kochen, betten, waschen, nähen und stricken, und willst du alles ordentlich und reinlich halten, so kannst du bei uns bleiben, und es soll dir an nichts fehlen." "Jaa, sagte Schneewittchen, "von Herzen gern!" und blieb bei ihnen. Es hielt ihnen das Haus in Ordnung. Morgens gingen sie in die Berge und suchten Erz und Gold, abends kamen sie wieder, und da mußte ihr Essen bereit sein. Den ganzen Tag über war das Mädchen allein; da warnten es die guten Zwerglein und sprachen: "Hüte dich vor deiner Stiefmutter, die wird bald wissen, daß du hier bist; laß ja niemand herein! Die Königin aber, nachdem sie Schneewittchens Lunge und Leber glaubte gegessen zu haben, dachte nicht anders, als sie wäre wieder die Erste und Allerschönste, trat vor ihren Spiegel und sprach:

"Spieglein, Spieglein. an der Wand,
Wer ist die Schönste im ganzen Land?"

Da antwortete der Spiegel:

"Frau Königin, Ihr seid die Schönste hier,
Aber Schneewittchen über den Bergen
Bei den sieben Zwergen
Ist noch tausendmal schöner als Ihr."

Da erschrak sie, denn sie wußte, daß der Spiegel keine Unwahrheit sprach, und merkte, daß der Jäger sie betrogen hatte und Schneewittchen noch am Leben war. Und da sann und sann sie aufs neue, wie sie es umbringen wollte; denn so lange sie nicht die Schönste war im ganzen Land, ließ ihr der Neid keine Ruhe. Und als sie sich endlich etwas ausgedacht hatte, färbte sie sich das Gesicht und kleidete sich wie eine alte Krämerin und war ganz unkenntlich. In dieser Gestalt ging sie über die sieben Berge zu den sieben Zwergen, klopfte an die Türe und rief: "Schöne Ware feil! feil!" Schneewittchen guckte zum Fenster hinaus und rief: "Guten Tag, liebe Frau! Was habt Ihr zu verkaufen?" "Gute Ware", antwortete sie, "Schnürriemen von allen Farben", und holte einen hervor, der aus bunter Seide geflochten war. Die ehrliche Frau kann ich hereinlassen, dachte Schneewittchen, riegelte die Türe auf und kaufte sich den hübschen Schnürriemen. "Kind", sprach die Alte, "wie du aussiehst! Komm, ich will dich einmal ordentlich schnüren." Schneewittchen hatte kein Arg, stellte sich vor sie und ließ sich mit dem neuen Schnürriemen schnüren. Aber die Alte schnürte geschwind und schnürte so fest, daß dem Schneewittchen der Atem verging und es für tot hinfiel. "Nun bist du die Schönste gewesen", sprach sie und eilte hinaus. Nicht lange darauf, zur Abendzeit, kamen die sieben Zwerge nach Haus; aber wie erschraken sie, als sie ihr liebes Schneewittchen auf der Erde liegen sahen, und es regte und bewegte sich nicht, als wäre es tot. Sie hoben es in die Höhe, und weil sie sahen, daß es zu fest geschnürt war, schnitten sie den Schnürriemen entzwei; da fing es an ein wenig zu atmen und ward nach und nach wieder lebendig. Als die Zwerge hörten, was geschehen war, sprachen sie: "Die alte Krämerfrau war niemand als die gottlose Königin. Hüte dich und laß keinen Menschen herein, wenn wir nicht bei dir sind!" Das böse Weib aber, als es nach Haus gekommen war, ging vor den Spiegel und fragte:

"Spieglein, Spieglein an der Wand,
Wer ist die Schönste im ganzen Land?"

Da antwortete er wie sonst:

"Frau Königin, Ihr seid die Schönste hier,
Aber Schneewittchen über den Bergen
Bei den sieben Zwergen
Ist noch tausendmal schöner als Ihr."

Als sie das hörte, lief ihr alles Blut zum Herzen, so erschrak sie, 'denn sie sah wohl, daß Schneewittchen wieder lebendig geworden war. "Nun aber", sprach sie", will ich etwas aussinnen, das dich- zugrunde richten soll", und mit Hexenkünsten, die sie verstand, machte sie einen giftigen Kamm. Dann verkleidete sie sich und nahm die Gestalt eines anderen alten Weibes an. So ging sie hin über die sieben Berge zu den sieben Zwergen, klopfte an die Türe und rief: "Gute Ware feil! feil!" Schneewittchen schaute heraus und sprach: "Geht nur weiter, ich darf niemand hereinlassen!" "Das Ansehen wird dir doch erlaubt sein", sprach die Alte, zog den giftigen Kamm heraus und hielt ihn in die Höhe. Da gefiel er dem Kinde so gut, daß es sich betören ließ und die Türe öffnete. Als sie des Kaufs einig waren, sprach die Alte: "Nun will ich dich einmal ordentlich kämmen." Das arme Schneewittchen dachte an nichts, ließ die Alte gewähren, aber kaum hatte sie den Kamm in die Haare gesteckt, als das Gift darin wirkte und das Mädchen ohne Besinnung niederfiel. "Du Ausbund von Schönheit", sprach das boshafte Weib, "jetzt ist's um dich geschehen", und ging fort. Zum Glück aber war es bald Abend, wo die sieben Zwerglein nach Haus kamen. Als sie Schneewittchen wie tot auf der Erde liegen sahen, hatten sie gleich die Stiefmutter in Verdacht, suchten nach und fanden den giftigen Kamm. Und kaum hatten sie ihn herausgezogen, so kam Schneewittchen wieder zu sich und erzählte, was vorgegangen war. Da warnten sie es noch einmal, auf seiner Hut zu sein und niemand die Türe zu öffnen. Die Königin stellte sich daheim vor den Spiegel und sprach:

"Spieglein, Spieglein an der Wand,
Wer ist die Schönste im ganzen Land?"

Da antwortete er wie vorher:

"Frau Königin, Ihr seid die Schönste hier,
Aber Schneewittchen über den Bergen
Bei den sieben Zwergen
Ist noch tausendmal schöner als Ihr."

Als sie den Spiegel so reden hörte, zitterte und bebte sie vor Zorn. ,Schneewittchen soll sterben", rief sie, "und wenn es mein eigenes Leben kostet!" Darauf ging sie in eine ganz verborgene, einsame Kammer, wo niemand hinkam, und machte da einen giftigen, giftigen Apfel. Äußerlich sah er schön aus, weiß mit roten Backen, daß jeder, der ihn erblickte, Lust danach bekam, aber wer ein Stückchen davon aß, der mußte sterben. Als der Apfel fertig war, färbte sie sich das Gesicht und verkleidete sich in eine Bauersfrau, und so ging sie über die sieben Berge zu den sieben Zwergen. Sie klopfte an. Schneewittchen streckte den Kopf zum Fenster heraus und sprach: " Ich darf keinen Menschen einlassen, die sieben Zwerge haben mir's verboten!" "Mir auch recht", antwortete die Bäuerin, "meine Äpfel will ich schon loswerden. Da, e i n e n will ich dir schenken." "Nein", sprach Schneewittchen, "ich darf nichts annehmen!" "Fürchtest du dich vor Gift?" sprach die Alte, "siehst du, da schneide ich den Apfel in zwei Teile; den roten Backen iß, den weißen will ich essen " Der Apfel war aber so künstlich gemacht, daß der rote Backen allein vergiftet war. Schneewittchen lusterte den schönen Apfel an, und als es sah, daß die Bäuerin davon aß, so konnte es nicht länger widerstehen, streckte die Hand hinaus und nahm die giftige Hälfte. Kaum aber hatte es einen Bissen davon im Mund, so fiel es tot zur Erde nieder. Da betrachtete es die Königin mit grausigen Blicken und lachte überlaut und sprach: "Weiß wie Schnee, rot wie Blut, schwarz wie Ebenholz! Diesmal können dich die Zwerge nicht wieder erwecken." Und als sie daheim den Spiegel befragte:

"Spieglein, Spieglein an der Wand,
Wer ist die Schönste im ganzen Land?"

so antwortete er endlich:

"Frau Königin, Ihr seid die Schönste im Land."

Da hatte ihr neidisches Herz Ruhe, so gut ein neidisches Herz Ruhe haben kann.

Die Zwerglein, wie sie abends nach Haus kamen, fanden Schneewittchen auf der Erde liegen, und es ging kein Atem mehr aus seinem Mund, und es war tot. Sie hoben es auf suchten, ob sie was Giftiges fänden, schnürten es auf, kämmten ihm die Haare, wuschen es mit Wasser und Wein, aber es half alles nichts; das liebe Kind war tot und blieb tot. Sie legten es auf eine Bahre und setzten sich alle siebene daran und beweinten es und weinten drei Tage lang. Da wollten sie es begraben, aber es sah noch so frisch aus wie ein lebender Mensch und hatte noch seine schönen, roten Backen. Sie sprachen: "Das können wir nicht in die schwarze Erde versenken", und ließen einen durchsichtigen Sarg von Glas machen, daß man es von allen Seiten sehen konnte, legten es hinein und schrieben mit goldenen Buchstaben seinen Namen darauf und daß es eine Königstochter wäre. Dann setzten sie den Sarg hinaus auf den Berg, und einer von ihnen blieb immer dabei und bewachte ihn. Und die Tiere kamen auch und beweinten Schneewittchen, erst eine Eule dann ein Rabe. zuletzt ein Täubchen. Nun lag Schneewittchen lange, lange Zeit in dem Sarg und verweste nicht, sondern sah aus, als wenn es schliefe, denn es war noch so weiß wie Schnee, so rot wie Blut und so schwarzhaarig wie Ebenholz. Es geschah aber, daß ein Königssohn in den Wald geriet und zu dem Zwergenhaus kam, da zu übernachten. Er sah auf dem Berg den Sarg und das schöne Schneewittchen darin und las, was mit goldenen Buchstaben darauf geschrieben war. Da sprach er zu den Zwergen: "Laßt mir den Sarg, ich will euch geben, was ihr dafür haben wollt " Aber die Zwerge antworteten: "Wir geben ihn nicht für alles Gold in der Welt." Da sprach er: "So schenkt mir ihn, denn ich kann nicht leben, ohne Schneewittchen zu sehen, ich will es ehren und hochachten wie mein Liebstes." Wie er so sprach, empfanden die guten Zwerglein Mitleid mit ihm und gaben ihm den Sarg. Der Königssohn ließ ihn nun von seinen Dienern auf den Schultern forttragen. Da geschah es, daß sie über einen Strauch stolperten, und von dem Schüttern fuhr der giftige Apfelgrütz, den Schneewittchen abgebissen hatte, aus dem Hals. Und nicht lange, so öffnete es die Augen, hob den Deckel vom Sarg in die Höhe und richtete sich auf und war wieder lebendig. "Ach Gott, wo bin ich?" rief es. Der Königssohn sagte voll Freude: "Du bist bei mir", und erzählte, was sich zugetragen hatte, und sprach: "Ich habe dich lieber als alles auf der Welt; komm mit mir in meines Vaters Schloß, du sollst meine Gemahlin werden." Da war ihm Schneewittchen gut und ging mit ihm, und ihre Hochzeit ward mit großer Pracht und Herrlichkeit angeordnet. Zu dem Feste wurde aber auch Schneewittchens gottlose Stiefmutter eingeladen. Wie sie sich nun mit schönen Kleidern angetan hatte, trat sie vor den Spiegel und sprach:

"Spieglein, Spieglein an der Wand,
Wer ist die Schönste im ganzen Land?"

Der Spiegel antwortete:

"Frau Königin, Ihr seid die Schönste hier,
Aber die junge Königin ist noch tausendmal schöner als ihr."

Da stieß das böse Weib einen Fluch aus, und ward ihr so angst, so angst, daß sie sich nicht zu lassen wußte. Sie wollte zuerst gar nicht auf die Hochzeit kommen, doch ließ es ihr keine Ruhe, sie mußte fort und die junge Königin sehen. Und wie sie hineintrat, erkannte sie Schneewittchen, und vor Angst und Schrecken stand sie da und konnte sich nicht regen. Aber es waren schon eiserne Pantoffel über Kohlenfeuer gestellt und wurden mit Zangen hereingetragen und vor sie hingestellt. Da mußte sie in die rotglühenden Schuhe treten und so lange tanzen, bis sie tot zur Erde fiel.

Blanche-Neige

Un conte de fées des frères Grimm
 
Cela se passait en plein hiver et les flocons de neige tombaient du ciel comme un duvet léger. Une reine était assise à sa fenêtre encadrée de bois d'ébène et cousait. Tout en tirant l'aiguille, elle regardait voler les blancs flocons. Elle se piqua au doigt et trois gouttes de sang tombèrent sur la neige. Ce rouge sur ce blanc faisait si bel effet qu'elle se dit: Si seulement j'avais un enfant aussi blanc que la neige, aussi rose que le sang, aussi noir que le bois de ma fenêtre! Peu de temps après, une fille lui naquit; elle était blanche comme neige, rose comme sang et ses cheveux étaient noirs comme de l'ébène. On l'appela Blanche-Neige. Mais la reine mourut en lui donnant le jour. 
Au bout d'une année, le roi épousa une autre femme. Elle était très belle; mais elle était fière et vaniteuse et ne pouvait souffrir que quelqu'un la surpassât en beauté. Elle possédait un miroir magique. Quand elle s'y regardait en disant:

Miroir, miroir joli, 
Qui est la plus belle au pays?

Le miroir répondait: 

Madame la reine, vous êtes la plus belle au pays. 

Et elle était contente. Elle savait que le miroir disait la vérité. Blanche-Neige, cependant, grandissait et devenait de plus en plus belle. Quand elle eut atteint ses sept ans elle était déjà plus jolie que le jour et plus belle que la reine elle-même. Un jour que celle-ci demandait au miroir: 

Miroir, miroir joli, 
Qui est la plus belle au pays?

Celui-ci répondit: 

Madame la reine, vous êtes la plus belle ici 
Mais Blanche-Neige est encore mille fois plus belle. 

La reine en fut épouvantée. Elle devint jaune et verte de jalousie. À partir de là, chaque fois qu'elle apercevait Blanche-Neige, son cœur se retournait dans sa poitrine tant elle éprouvait de haine à son égard. La jalousie et l'orgueil croissaient en elle comme mauvaise herbe. Elle en avait perdu le repos, le jour et la nuit. Elle fit venir un chasseur et lui dit: 
- Emmène l'enfant dans la forêt! je ne veux plus la voir. Tue-la et rapporte-moi pour preuve de sa mort ses poumons et son foie. 
Le chasseur obéit et conduisit Blanche-Neige dans le bois. Mais quand il eut dégainé son poignard pour en percer son cœur innocent, elle se mit à pleurer et dit:
- 0, cher chasseur, laisse-moi la vie! je m'enfoncerai au plus profond de la forêt et ne rentrerai jamais à la maison. 
Et parce qu'elle était belle, le chasseur eut pitié d'elle et dit:
- Sauve-toi, pauvre enfant! 
Les bêtes de la forêt auront tôt fait de te dévorer! songeait-il. Et malgré tout, il se sentait soulagé de ne pas avoir dû la tuer. Un marcassin passait justement. Il le tua de son poignard, prit ses poumons et son foie et les apporta à la reine comme preuves de la mort de Blanche-Neige. Le cuisinier reçut ordre de les apprêter et la méchante femme les mangea, s'imaginant qu'ils avaient appartenu à Blanche-Neige. 
La pauvre petite, elle, était au milieu des bois, toute seule. Sa peur était si grande qu'elle regardait toutes les feuilles de la forêt sans savoir ce qu'elle allait devenir. Elle se mit à courir sur les cailloux pointus et à travers les épines. Les bêtes sauvages bondissaient autour d'elle, mais ne lui faisaient aucun mal. Elle courut jusqu'au soir, aussi longtemps que ses jambes purent la porter. Elle aperçut alors une petite maisonnette et y pénétra pour s'y reposer. Dans la maisonnette, tout était minuscule, gracieux et propre. On y voyait une petite table couverte d'une nappe blanche, avec sept petites assiettes et sept petites cuillères, sept petites fourchettes et sept petits couteaux, et aussi sept petits gobelets. Contre le mur, il y avait sept petits lits alignés les uns à côté des autres et recouverts de draps tout blancs. Blanche-Neige avait si faim et si soif qu'elle prit dans chaque assiette un peu de légumes et de pain et but une goutte de vin dans chaque gobelet: car elle ne voulait pas manger la portion tout entière de l'un des convives. Fatiguée, elle voulut ensuite se coucher. Mais aucun des lis ne lui convenait; l'un était trop long, l'autre trop court. Elle les essaya tous. Le septième, enfin, fut à sa taille. Elle s'y allongea, se confia à Dieu et s'endormit.
Quand la nuit fut complètement tombée, les propriétaires de la maisonnette arrivèrent. C'était sept nains qui, dans la montagne, travaillaient à la mine. Ils allumèrent leurs sept petites lampes et quand la lumière illumina la pièce, ils virent que quelqu'un y était venu, car tout n'était plus tel qu'ils l'avaient laissé. 
- Le premier dit: Qui s'est assis sur ma petite chaise? 
- Le deuxième: Qui a mangé dans ma petite assiette? 
- Le troisième: Qui a pris de mon pain? 
- Le quatrième: Qui a mangé de mes légumes? 
- Le cinquième: Qui s'est servi de ma fourchette? 
- Le sixième: Qui a coupé avec mon couteau? 
- Le septième: Qui a bu dans mon gobelet? 
Le premier, en se retournant, vit que son lit avait été dérangé. 
- Qui a touché à mon lit? dit-il. 
Les autres s'approchèrent en courant et chacun s'écria:
- Dans le mien aussi quelqu'un s'est couché! 
Mais le septième, quand il regarda son lit, y vit Blanche-Neige endormie. Il appela les autres, qui vinrent bien vite et poussèrent des cris étonnés. Ils prirent leurs sept petites lampes et éclairèrent le visage de Blanche-Neige. 
- Seigneur Dieu! Seigneur Dieu! s'écrièrent-ils; que cette enfant est jolie!
Ils en eurent tant de joie qu'ils ne l'éveillèrent pas et la laissèrent dormir dans le petit lit. Le septième des nains coucha avec ses compagnons, une heure avec chacun, et la nuit passa ainsi. 
Au matin, Blanche-Neige s'éveilla. Quand elle vit les sept nains, elle s'effraya. Mais ils la regardaient avec amitié et posaient déjà des questions:
- Comment t'appelles-tu? 
- Je m'appelle Blanche-Neige, répondit-elle. 
- Comment es-tu venue jusqu'à nous? 
Elle leur raconta que sa belle-mère avait voulu la faire tuer, mais que le chasseur lui avait laissé la vie sauve et qu'elle avait ensuite couru tout le jour jusqu'à ce qu'elle trouvât cette petite maison. Les nains lui dirent: 
- Si tu veux t'occuper de notre ménage, faire à manger, faire les lits, laver, coudre et tricoter, si tu tiens tout en ordre et en propreté, tu pourras rester avec nous et tu ne manqueras de rien. 
- D'accord, d'accord de tout mon cœur, dit Blanche-Neige. 
Et elle resta auprès d'eux. Elle s'occupa de la maison. le matin, les nains partaient pour la montagne où ils arrachaient le fer et l'or; le soir, ils s'en revenaient et il fallait que leur repas fût prêt. Toute la journée, la jeune fille restait seule; les bons petits nains l'avaient mise en garde:
- Méfie-toi de ta belle-mère! Elle saura bientôt que tu es ici; ne laisse entrer personne! 
La reine, cependant, après avoir mangé les poumons et le foie de Blanche-Neige, s'imaginait qu'elle était redevenue la plus belle de toutes. Elle se mit devant son miroir et demanda:

Miroir, miroir joli, 
Qui est la plus belle au pays?

Le miroir répondit:

Madame la reine, vous êtes la plus belle ici, 
Mais, par-delà les monts d'airain, 
Auprès des gentils petits nains, 
Blanche-Neige est mille fois plus belle. 

La reine en fut bouleversée; elle savait que le miroir ne pouvait mentir. Elle comprit que le chasseur l'avait trompée et que Blanche-Neige était toujours en vie. Elle se creusa la tête pour trouver un nouveau moyen de la tuer car aussi longtemps qu'elle ne serait pas la plus belle au pays, elle savait que la jalousie ne lui laisserait aucun repos. Ayant finalement découvert un stratagème, elle se farda le visage et s'habilla comme une vieille marchande ambulante. Elle était méconnaissable. 
Ainsi déguisée, elle franchit les sept montagnes derrière lesquelles vivaient les sept nains. Elle frappa à la porte et dit: 
- J'ai du beau, du bon à vendre, à vendre!
Blanche-Neige regarda par la fenêtre et dit: 
- Bonjour, cher Madame, qu'avez-vous à vendre? 
- De la belle, de la bonne marchandise, répondit-elle, des corselets de toutes les couleurs.
Elle lui en montra un tressé de soie multicolore. 
" Je peux bien laisser entrer cette honnête femme! " se dit Blanche-Neige. Elle déverrouilla la porte et acheta le joli corselet. 
- Enfant! dit la vieille. Comme tu t'y prends! Viens, je vais te l'ajuster comme il faut!
Blanche-Neige était sans méfiance. Elle se laissa passer le nouveau corselet. Mais la vieille serra rapidement et si fort que la jeune fille perdit le souffle et tomba comme morte. 
- Et maintenant, tu as fini d'être la plus belle, dit la vieille en s'enfuyant. 
Le soir, peu de temps après, les sept nains rentrèrent à la maison. Quel effroi fut le leur lorsqu'ils virent leur chère Blanche-Neige étendue sur le sol, immobile et comme sans vie! Ils la soulevèrent et virent que son corselet la serrait trop. Ils en coupèrent vite le cordonnet. La jeune fille commença à respirer doucement et, peu à peu, elle revint à elle. Quand les nains apprirent ce qui s'était passé, ils dirent: 
- La vieille marchande n'était autre que cette mécréante de reine. Garde-toi et ne laisse entrer personne quand nous ne serons pas là! 
La méchante femme, elle, dès son retour au château, s'était placée devant son miroir et avait demandé:

Miroir, Miroir joli, 
Qui est la plus belle au pays?

Une nouvelle fois, le miroir avait répondu:

Madame la reine, vous êtes la plus belle ici. 
Mais, par-delà les monts d'airain, 
Auprès des gentils petits nains, 
Blanche-Neige est mille fois plus belle. 

Quand la reine entendit ces mots, elle en fut si bouleversée qu'elle sentit son cœur étouffer. Elle comprit que Blanche-Neige avait recouvré la vie. 
- Eh bien! dit-elle, je vais trouver quelque moyen qui te fera disparaître à tout jamais! 
Par un tour de sorcellerie qu'elle connaissait, elle empoisonna un peigne. Elle se déguisa à nouveau et prit l'aspect d'une autre vieille femme. 
Elle franchit ainsi les sept montagnes en direction de la maison des sept nains, frappa à la porte et cria: 
- Bonne marchandise à vendre!
Blanche-Neige regarda par la fenêtre et dit:
- Passez votre chemin! je n'ai le droit d'ouvrir à quiconque. 
- Mais tu peux bien regarder, dit la vieille en lui montrant le peigne empoisonné. Je vais te peigner joliment. 
La pauvre Blanche-Neige ne se douta de rien et laissa faire la vieille; à peine le peigne eut-il touché ses cheveux que le poison agit et que la jeune fille tomba sans connaissance. 
- Et voilà! dit la méchante femme, c'en est fait de toi, prodige de beauté!
Et elle s'en alla. Par bonheur, le soir arriva vite et les sept nains rentrèrent à la maison. Quand ils virent Blanche-Neige étendue comme morte sur le sol, ils songèrent aussitôt à la marâtre, cherchèrent et trouvèrent le peigne empoisonné. Dès qu'ils l'eurent retiré de ses cheveux, Blanche-Neige revint à elle et elle leur raconta ce qui s'était passé. Ils lui demandèrent une fois de plus d'être sur ses gardes et de n'ouvrir à personne. 
Rentrée chez elle, la reine s'était placée devant son miroir et avait demandé:

Miroir, miroir joli, 
Qui est la plus belle au Pays?

Comme la fois précédente, le miroir répondit:

Madame la reine, vous êtes la plus belle ici. 
Mais, par-delà les monts d'airain, 
Auprès des gentils petits nains, 
Blanche-Neige est mille fois plus belle. 

Quand la reine entendit cela, elle se mit à trembler de colère. 
- Il faut que Blanche-Neige meure! s'écria-t-elle, dussé-je en périr moi-même!
Elle se rendit dans une chambre sombre et isolée où personne n'allait jamais et y prépara une pomme empoisonnée. Extérieurement, elle semblait belle, blanche et rouge, si bien qu'elle faisait envie à quiconque la voyait; mais il suffisait d'en manger un tout petit morceau pour mourir.
Quand tout fut prêt, la reine se farda le visage et se déguisa en paysanne. Ainsi transformée, elle franchit les sept montagnes pour aller chez les sept nains. Elle frappa à la porte. Blanche-Neige se pencha à la fenêtre et dit: 
- Je n'ai le droit de laisser entrer quiconque ici; les sept nains me l'ont interdit. 
- D'accord! répondit la paysanne. J'arriverai bien à vendre mes pommes ailleurs; mais je vais t'en offrir une. 
- Non, dit Blanche-Neige, je n'ai pas le droit d'accepter quoi que ce soit. 
- Aurais-tu peur d'être empoisonnée? demanda la vieille. Regarde: je partage la pomme en deux; tu mangeras la moitié qui est rouge, moi, celle qui est blanche. 
La pomme avait été traitée avec tant d'art que seule la moitié était empoisonnée. Blanche-Neige regarda le fruit avec envie et quand elle vit que la paysanne en mangeait, elle ne put résister plus longtemps. Elle tendit la main et prit la partie empoisonnée de la pomme. À peine y eut-elle mis les dents qu'elle tomba morte sur le sol. La reine la regarda de ses yeux méchants, ricana et dit: 
- Blanche comme neige, rose comme sang, noir comme ébène! Cette fois-ci, les nains ne pourront plus te réveiller! 
Et quand elle fut de retour chez elle, et demanda au miroir:

Miroir, miroir joli, 
Qui est la plus belle au pays?

Celui-ci répondit enfin: 

Madame la reine, vous êtes la plus belle au pays. 

Et son cœur jaloux trouva le repos, pour autant qu'un cœur jaloux puisse le trouver. 
Quand, au soir, les petits nains arrivèrent chez eux, ils trouvèrent Blanche-Neige étendue sur le sol, sans souffle. Ils la soulevèrent, cherchèrent s'il y avait quelque chose d'empoisonné, défirent son corselet, coiffèrent ses cheveux, la lavèrent avec de l'eau et du vin. Mais rien n'y fit: la chère enfant était morte et morte elle restait. Ils la placèrent sur une civière, s'assirent tous les sept autour d'elle et pleurèrent trois jours durant. Puis ils se préparèrent à l'enterrer. Mais elle était restée fraîche comme un être vivant et ses jolies joues étaient roses comme auparavant. 
Ils dirent:
- Nous ne pouvons la mettre dans la terre noire. 
Ils fabriquèrent un cercueil de verre transparent où on pourrait la voir de tous les côtés, l'y installèrent et écrivirent dessus son nom en lettres d'or, en ajoutant qu'elle était fille de roi. Ils portèrent le cercueil en haut de la montagne et l'un d'eux, sans cesse, monta la garde auprès de lui. 
Longtemps Blanche-Neige resta ainsi dans son cercueil toujours aussi jolie. Il arriva qu'un jour un prince qui chevauchait par la forêt s'arrêta à la maison des nains pour y passer la nuit. Il vit le cercueil au sommet de la montagne, et la jolie Blanche-Neige. Il dit aux nains: 
- Laissez-moi le cercueil; je vous en donnerai ce que vous voudrez. 
Mais les nains répondirent:
- Nous ne vous le donnerons pas pour tout l'or du monde. 
Il dit: 
- Alors donnez-le-moi pour rien; car je ne pourrai plus vivre sans voir Blanche-Neige; je veux lui rendre honneur et respect comme à ma bien-aimée. 
Quand ils entendirent ces mots, les bons petits nains furent saisis de compassion et ils lui donnèrent le cercueil. Le prince le fit emporter sur les épaules de ses serviteurs. Comme ils allaient ainsi, l'un d'eux buta sur une souche. La secousse fit glisser hors de la gorge de Blanche-Neige le morceau de pomme empoisonnée qu'elle avait mangé. Bientôt après, elle ouvrit les yeux, souleva le couvercle du cercueil et se leva. Elle était de nouveau vivante!
- Seigneur, où suis-je? demanda-t-elle. 
- Auprès de moi, répondit le prince, plein d'allégresse. 
Il lui raconta ce qui s'était passé, ajoutant: 
- Je t'aime plus que tout au monde; viens avec moi, tu deviendras ma femme. 
Blanche-Neige accepta. Elle l'accompagna et leurs noces furent célébrées avec magnificence et splendeur. 
La méchante reine, belle-mère de Blanche-Neige, avait également été invitée au mariage. Après avoir revêtu ses plus beaux atours, elle prit place devant le miroir et demanda: 

Miroir, miroir joli, 
Qui est la plus belle au pays?

Le miroir répondit:

Madame la reine, vous êtes la plus belle ici, 
Mais la jeune souveraine est mille fois plus belle. 

La méchante femme proféra un affreux juron et elle eut si peur, si peur qu'elle en perdit la tête.

 

SINOPSE

 Uma rainha teve suas preces atendidas e deu à luz uma linda menina que recebeu o nome de Branca de Neve por ter a pele alva como a neve. Porém logo a rainha morreu. O rei casou-se novamente com uma belíssima princesa que, no entanto, era muito orgulhosa e egocêntrica e por isso tinha um espelho mágico. Constantemente ela consultava o espelho perguntando-lhe quem era a mais bela entre todas as mulheres. O espelho sempre respondia que era ela. Até que um dia o espelho responde que era Branca de Neve que contava então sete anos de idade. A rainha ordenou a um caçador que levasse a menina até a floresta, a matasse e lhe trouxesse o fígado e os pulmões  (em outras versões é apenas o coração). O caçador apieda-se da menina e manda que ela fuja e se esconda. Em seguida mata um javali (em algumas versões é uma corça) e leva seus pulmões e fígado para a rainha que os come. Longe dali, Branca de Neve havia encontrado uma cabana que pertencia a sete anões mineradores e ficou morando com eles. Algum tempo depois a rainha consulta o espelho e fica sabendo que Branca de Neve continuava viva. O espelho sempre diz a verdade. Por três vezes a rainha procura a cabana dos anões para matá-la. Da primeira vez disfarça-se de vendedora ambulante e oferece à Branca de Neve fitas coloridas encantadas que apertam o pescoço da menina até que ela fique sufocada, passando por morta. Ela é salva pelos anões que afrouxam o laço. O espelho, contudo, diz que Branca de Neve continuava viva. Da segunda vez a rainha se disfarça em uma velha que por ali passava e se oferece para pentear os cabelos de Branca de Neve com um pente envenenado. Assim que toca os cabelos da menina com o pente esta cai como morta. Mais uma vez os anões conseguem salvar Branca de Neve retirando o pente. O espelho consultado revela a verdade à rainha. Na terceira visita, a rainha, disfarçada em outra velha senhora, oferece à Branca de Neve uma maçã envenenada. Assim que a moça morde a fruta tomba desfalecida. Desta vez os anões não conseguem descobrir o estratagema da rainha e não conseguem reanimar Branca de Neve. Por isso encerram-na em um caixão de cristal. Tempos depois, um príncipe passando por ali com sua comitiva se encanta com a beleza de Branca de Neve. Apaixonado, ele pede permissão aos anões para levar o caixão até seu castelo. Mas um movimento brusco com o caixão faz com que Branca de Neve solte o pedaço de maçã e acorde. O príncipe declara seu amor e pede Branca de Neve em casamento. A rainha, certo dia, consulta o espelho e fica sabendo de tudo. Ela vai ao casamento, mas é punida por suas maldades sendo obrigada a colocar nos pés um par de sapatos de metal incandescente e dançar até cair morta.

DETALHES IMPORTANTES E/OU SIMBÓLICOS:

Por meio da decodificação de símbolos é possível desvebdar e descortinar o que há por trás da verdade em Chapeuzinho Vermelho e a madrasta malvada, pois esta só se metamorfosea em malvada quando Brana de Neve começa a desabrochar e amadurecer - física e sexualmente, quando começa a ser mocinha.

1. O desejo antropofágico que a madrasta tem de comer os pulmões e fígado de Branca de Neve representa a obsessão dela em absorver e apoderar-se da beleza e juventude da menina.

2. A dialética do narcisismo entre a rainha madrasta e o espelho mágico é mola propulsora da ação na história. A madrasta, eclipsada pela beleza e juventude de Branca de Neve, segue na busca incessante, diante do espelho, da confirmação de sua beleza, mas as respostas do espelho são verdades em si, que mudam de perspectiva, por isso Branca de Neve torna-se objeto de inveja e vingança sadomasoquista por parte da rainha: “Branca de Neve deve morrer, nem que isto custe minha própria vida” (e custou-lhe). Mais interpretações de cunho psicanalítico podem ser feitas em função da presença do espelho, ver a si mesma, enfrentamento de seus próprios medos e fobias, etc. Hoje essa busca incessante é projetada não só no espelho, como também na balança e na corrida desenfreada às academias.

3. Os anões ou gnomos na filosofia teutônica são protetores da terra, extratores de metais, dos quais, apenas sete são comumente conhecidos nos tempos antigos, cada um relacionado aos sete metais que os alquimistas designavam pelos mesmos símbolos usados na astrologia para os sete planetas: Sol (ouro), Lua  (prata), Mercúrio -(mercúrio), Vênus  (cobre), Marte  (ferro), Júpiter (estanho) e Saturno (chumbo).

4: O fato de Branca de Neve ter sete anos quando foi abandonada na floresta e não muito mais velha quando morreu, significa que não estava amadurecida ainda para o casamento, como no momento em que o príncipe a encontra no caixão de vidro.

5. O tempo que Branca de Neve permanece na cabana dos anões é um tempo de treinamento, disciplina interior e aprendizado. É nesse período, durante o qual acontecem seus três confrontos com a madrasta disfarçada, que ela aprende a usar a sabedoria representada pelos anões para lidar com os elementos ainda não ordenados que tem dentro de si. 

6. Os anões conseguem ressuscitar Branca de Neve por duas vezes, mas quando se trata da maçã não conseguem porque a maçã representa o domínio da inteligência. Desde a maçã bíblica de Adão e Eva até o pomo da Discórdia e pomo de ouro do jardim das Hespérides na mitologia grega, em todas as circunstâncias, a maçã é o símbolo do conhecimento.

7. Branca de Neve é o arquétipo da competição inconsciente entre mãe e filha pela continuidade da beleza e juventude e perpetuação genética. A filha, sob esta pressão, tenta livrar-se da mãe, o que gera nela um complexo de culpa. Por outro lado esta culpa é projetada na mãe, razão dos contos de fadas narrarem o desejo da mãe (convertida em madrasta) de livrar-se da filha.

8. A presença de caçadores nos contos infantis parece preencher a carência da figura paterna que afugenta ou extermina seres ameaçadores que povoam as florestas e mentes infantis. No caso de Branca de Neve, o caçador de bom coração, salva-a da sanha da madrasta sugerindo que ela fugisse para longe.

9. Expulsos de casa ou tentando fugas libertadoras, quando acham que o lar tornou-se insuportável, os filhos irão aprender que nada supera o seu próprio lar. Os anões eram insuficientes para darem a proteção que Branca de Neve precisava. Apesar dos conselhos dos anões de que não deveria deixar ninguém entrar (simbolicamente significa, não abrir as pernas - a caixa de Pandora da mitologia grega), a madrasta consegue sob disfarce, uma vez que a imagem materna exerce grande poder sobre a menina.

10. Enquanto semi-morta no caixão de cristal (essa sonolência significa o período pré-menstrual da menina), Branca de Neve recebe três visitas: uma coruja que representa Sophia, a sabedoria; um corvo que simboliza a consciência madura, como os corvos de Odin: Huginn (pensamento) e Muninn (memória); e a pomba, significado tradicional da paz e do amor. 

ASPECTO FÍSICO:

 Branca de Neve havia nascido conforme o desejo de sua mãe: tinha a pele alva como a neve, corada como o sangue e os cabelos negros como o ébano e era linda como o dia e mais bonita que a orgulhosa madrasta.

PERFIL:

A estrutura narrativa do perfil de Branca de Neve é simples, girando em torno de um só núcleo dramático: o problema de Branca de Neve (doce, bela e jovem), com a Madrasta (orgulhosa, cruel e amadurecida na idade). Todos os outros acontecimentos giram em torno desta intriga principal. 

FRASES DEFINITIVAS:

Na versão brasileira tradicional a frase da madrasta dirigida ao espelho mágico é: Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? Ao que o espelho respondia: Vós sois belíssima entre todas, minha rainha. Porém mais bela ainda é Branca de Neve, segundo reflexão minha!

PERSONAGENS INTERATIVOS:

A Madrasta: Um ano apenas depois da morte da esposa, o rei se casa novamente. A nova esposa era bela, porém orgulhosa, insensível e não podia suportar que alguém a superasse em beleza. Era incapaz de perceber qualquer beleza interior devido sua exagerada concentração no aspecto mais externo da verdade física. Os Sete Anões: são os monitores e protetores de Branca de Neve quando ela mais necessitava de direcionamento e proteção. Eles são mineradores, trabalham sob a terra, numa eterna noite, pois saem de casa antes do sol nascer e só regressam depois que o sol se põe, mas são a luz que dirige a desorientada menina. Os sete anões passam a ser a família de Branca de Neve, humildes, porém bons em contraste com a madrasta, rainha, porém cruel. Eram mineradores por que é função dos anões lendários terem esta profissão telúrica. O Príncipe é o sonho realizado de toda adolescente: é o marido (substituto do pai) e o protetor que vem libertar Branca de Neve de todo sofrimento e realizá-la sexualmente.

REFERÊNCIAS POSTERIORES:

1833: No poema A História da Princesa Morta e os Sete Cavaleiros, do escritor russo Alexander Pushkin (1799-1837), a história é similar e os anões são substituídos por sete cavaleiros.

1916: Snow White, filme mudo dir. por J. Searle Dawley, roteiro de Jessie Graham.

1937: Snow White and the Seven Dwarfs, desenho animado de Walt Disney. Nesta versão os anões recebem nomes: Doc (Mestre), Sleep (Soneca), Bashful (Dengoso), Happy (Feliz), Dopey (Dunga), Grumpy (Zangado) e Sneezy (Atchim). O filme popularizou as imagens que se faz de todos os personagens do conto Branca de Neve.

1943: Coal Black and de Sebben Dwarfs, desenho animado parodiando o filme de Walt Disney, dir. Robert Clampett.

1961: Snow White and the Three Stooges, filme comédia musical dir. Walter Lang; adaptação: Noel Langley e Elwood Ullman.1987: Grimm Meisaku Gekijo, desenho animado adaptado para TV em três episódios pela Nippon Animation.

1994: Shirayuki-hime no Densetsu (A Lenda da Princesa Branca de Neve) desenho animado em 52 episódios para TV produsido pela Tatsunoko Animatio. 

2001: The Serpent’s Shadow, parte da trilogia Elemental Masters, adaptação livre da história de Branca de Neve por Mercedes Lackey.

CONSULTAS:

http://www.graudez.com.br/litinf/historias/bneve.htm

http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=43

http://portodoceu.terra.com.br/artesimbolismo/simbolismo-bdneve.asp.

 
Versão para Impressão     
   
Nome:   Kissela e Maria julia
Comentário:  Achei muito fofinho quando eles hospedaram a branca de neve da casa deles, e eles são mitoooo fufinhoooooos *---*
   
Nome:   miren
Comentário:  adore ya e contado a meu neto,maravilloso



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